Entrevista Exclusiva: Jamie Mallender (Tony Martin Band)

10 de Abril, 2017 | por Thiago Reis
Entrevistas
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Por Thiago Reis

Jamie Mallender é um baixista inglês com extensa carreira, tocando em diversas bandas, muitas vezes como músico de apoio em turnês. É justamente sobre uma dessas turnês que abordaremos ao longo dessa entrevista. Jamie foi indagado sobre diversos assuntos a respeito de sua entrada na banda de Tony Martin que excursionou para promover o álbum Scream sem parar entre os anos de 2005 e 2007 e em algumas ocasiões especiais entre 2008 e 2012. Com vocês, Jamie Mallender.


Jamie Mallender

  1. Muito obrigado por esta entrevista para a Consultoria do Rock, Jamie
    Eu que agradeço Thiago
  2. Tony Martin gravou um álbum chamado Scream, em 2005, e começou a turnê de promoção em seguida. Como você ingressou na banda?
    Eu já tinha trabalhado com Tony. Alguns anos antes – existia uma banda chamada Bailey’s Comet, que tinha feito algumas mudanças na sua formação pouco antes de saírmos para a primeira turnê. Tony ingressou nos vocais, então eu fui para o baixo e depois Danny Needham ingressou conosco. Foi lá onde Danny e eu conhecemos Tony e nós devemos ter impressionado ele o suficiente, pois quando ele saiu em sua turnê solo, ele queria a gente na banda. Isto era, é claro, uma grande honra. Devo salientar aqui, que se Dez Bailey não tivesse acreditado em mim e me dado uma força no Bailey’s Comet, nada disto teria acontecido – e eu nunca esquecerei isto. Então, obrigado Dez.
  3. A banda tinha Tony Martin nos vocal, você no baixo, Danny Needham na bacteria, Joe Harford e Fabio Cerrone nas guitarras e Geoff Nicholls (RIP) nos teclados. O fato curioso é que Joe é filho de Tony. Conte-nos sobre essa formação e a interação da banda no palco.
    Bem, cada um era diferente, e eles eram realmente todos ótimos caras. Sabiamente, para sua primeira formação como banda solo, Tony definitivamente escolheu pessoas que fossem boas e pés-no-chão, além de confiáveis. Nós todos tínhamos uma base muito diferente e vários níveis de experiência nos negócios. Quero dizer, você tinha Geoff nos teclados, que tocou com o Sabbath por décadas, bem como outros grandes nomes, Fabio, que era um músico de estúdio, artista e professor de guitarra muito bem respeitado, lá de Roma, Joe que era muito jovem, quieto e inexperiente, e Danny e eu, que crescemos na mesma cidade e ambos tocamos em alguns das centenas de shows profissionais em um único ano, mas tínhamos feito tudo como grande. Você sabe, Joe era muito jovem e trouxe uma perspectiva mais jovem valiosa para as coisas. Tony tinha um senso de humor realmente doentio e Geoff estava sempre aprontando algo – Fabio era legal e descontraído, confiante mas não egoísta – e Danny era e ainda é uma bola de energia – sempre pronto para algo legal. Isto funcionou bem do meu ponto de vista. Uma grande mistura e um elenco de caracteres. Não houve muito ensaio antes de tocarmos por que as datas eram apertadas. Nós todos aprendemos sobre cada um enquanto nos apresentávamos, e excursionávamos e afinávamos os instrumentos para as canções, e os shows continuavam. Felizmente, todos nós nos demos bem e tivemos muita diversão nos palcos e fora deles. Eu tive muita coisa a aprender sobre tocar naquele nível e irei para sempre ser grato a Tony pela oportunidade de ter feito isso.

Tony Martin Band: Rolf Munkes (guitarra), Geoff Nicholls (teclado), Jamie Mallender (baixo), Danny Needham (bateria), Tony Martin (vocal) e Joe Harford (guitarra)

  • O set list daquela turnê consistia basicamente de alguns clássicos do Sabbath na Era Martin, como “Headless Cross”, “When DeathCalls”, “I Witness”, “Devil and Daughter” e “The Shining”, mas abanda trouxe também algumas canções nunca tocadasantes, como “Eternal Idol”, “Dying for Love”, “The Hand That Rocks the Cradle” e “Valhalla”. Descrieva seu sentiment quando vocês estavam tocando essas grandes canções e quais suas favoritas para tocar ao vivo.
    Você sabe, quanto eu ingressei na música pesada, Ozzy estava em carreira solo, Dio também e Tony Martin era o cantor do Black Sabbath, e eu amava aquelas gravações do Tony. Eu era um fã. Minhas favoritas eram “The Shining”, “When Death Calls” e “Headless Cross”, e estar nos palcos ao redor do mundo tocando essas canções com Tony e Geoff – é difícil descrever como eu me sentia. Acredito que sentia-me como um super herói. Sempre quis ser um rock star, mas eu estava nos meus 30 anos e sentia-me como se isto tivesse passado por mim. Comecei a sentir um fracassado. Então, do nada eu estava na Rússia tocando canções do Black Sabbath com caras do Black Sabbath para 15 mil pessoas. UAU!
  • Qual canção da era Martin você gostaria de ter tocado ao vivo, mas nunca teve a chance?
    “Anno Mundi”. Amo essa música.
  • A banda nunca tocou canções do Forbidden. Existe alguma razão particular para isso? Quais canções deste disco que você acha que poderia ser uma boa adição para o set list?
    Era a banda do Tony e ele escolhia o set. Só o Tony poderia responder esta questão. Qualquer faixa que Tony quisesse fazer eu teria feito com o melhor das minhas habilidades para fazer isto soar tão bom quanto o possível ao vivo. Mas pessoalmente, se estou sendo muito honesto – fico feliz que TM não reconhecesse aquele disco no set. Eu não curtia aquele disco, assim como tanto outros. “Rusty Angels,” e “Shaking Off The Chains” eram boas canções, mas existiam faixas dos outros álbuns que nunca foram tocadas ao vivo, e eu iria preferia fazê-las um dia.

    Apresentando-se com a Tony Martin Band no Bang Your Head Festival

  • A banda tocou canções do Scream, como “Raising Hell”, “Bitter Sweet” e “Scream”. Como a plateia reagia para essas canções novas?
    As plateias amavam as canções novas. Elas eram faixas incríveis, e Tony claramente escolheu-as por que iria ser fácil para alguém na plateia que não tivesse o álbum ir atrás dele. E isto funcionou, vendemos muitas cópias de Scream na turnê. Até o selo ficou impressionado.
  • A banda fez uma extensa turnê em 2005, em países como Rússia, Hungria, Itália, Alemanha, Croácia, Suécia, Noruega, Áustria entre outros. Conte-nos algumas histórias engraçadas da Estrada, principalmente por que você tinha Geoff Nicholls (RIP) na banda, um cara muito divertido.
    Estávamos saindo para a turnê, e então Danny e eu meticulosamente planejamos como iríamos chegar no aeroporto de Heathrow a tempo de encontrar Geoff, Joe e nosso cara do som/roadie/babá Dodgy Chris. Tony estava na Alemanha naquela época, gravando com Rolf, e então ele e Fabio iriam nos encontrar para o primeiro show, que era na Áustria. Danny e eu saímos para uma cerveja, ficamos na casa dos pais dele e o seu pai levaria-nos para a estação de trem em Sheffield com algum tempo de sobra naquela manhã. A viagem significava pegar três trens diferentes e todos nós tínhamos nossos equipamentos para levar – era um pesadelo fazer tudo isso e perder os trens. Mas a jornada estava indo bem – até o motorista do trem casualmente anunciar que o trem iria ter que fazer uma parada por que havia um corpo na linha! Então o trem foi puxado e podemos ver os policiais, os homens da ambulância e o corpo – coberto com uma folha e botas aparecendo no final. O cadáver não parecia ter cabeça. Então nós tivemos esse longo atraso enquanto eles fazem essa coisa como CSI. Quando partimos novamente, estávamos preocupados. Tínhamos perdido muito tempo. Na próxima estação, um funcionário da British Rail nos contou que havíamos perdido nossa conexão mas encontrou outro trem, e eventualmente chegamos em Heathrow. Estávamos ridiculamente atrasados mas determinados a não perder o voo, obviamente, jogamos nosso equipamento em um carrinho e corremos com esse carrinho pelo chão do aeroporto como homens loucos e gritando alto, suados e cansados. Um segurança nos olhou com ar desconfiado, e vimos Geoff procurando pelas passagens e parecendo confuso. Eles estava entrando, “caras, eu não acho que eles tem nosso voo”. Para encurtar a conversa, foi Geoff que resolveu tudo. Tony tinha acidentalmente nos falado para estar no aeroporto um dia antes. Tivemos que encontrar um taxista e perguntar a ele um hotel que fosse recomendável e poder nos pegar no dia seguinte para levar-nos de volta ao aeroporto – por que nenhum de nós vivia naquela parte do país. De qualquer forma foi uma experiência legal. Foi um ótimo lugar onde ficamos. Eles tinham uma grande lareira acesa durante a noite e nós tivemos um bom jantar, sentamos e bebemos na frente do fogo. Geoff, que sempre foi um contador de histórias e comediante, sentou ali mergulhando batatas chips em catchup e tomando sua Fanta (ele nunca bebia álcool) e contando-nos grande histórias da estrada do Sabbath e uma quantidade interminável de brincadeiras estúpidas que eram legais somente por que Geoff as contava. Onde quer que Geoff estivesse, tudo o que ele queria era tocar música e fazer as pessoas sorrirem, comer chips cobertos com catchup e bebendo Fanta laranja. E ele nunca parava de falar! Era a primeira coisa na manhã até ele ir dormir – ele era incansável. Uma vez perguntei a Tony se ele podia tirar as baterias dele.

    Tony Martin e Jamie apresentando-se na Itália

  • A banda também excursionou em 2006, tocando vários shows, incluindo um festival na Alemanha chamado Bang Your Head que teve quatro canções filmadas para um DVD. Rolf Munkes, do Empire, também fez uma participação especial com a banda, tocando “The Raven Ride”, do álbum do Empire de mesmo nome. Você tem alguma lembrança deste show em particular?
    Sim, foi um show memorável. Tony tinha feito algumas gravações com a banda de Rolf Munke, o Empire, ambos álbuns brilhantes. Eu amo aquelas gravações então eu estava empolgado em encontrar Rolf e nós instantaneamente nos demos muito bem. Rolf é um alemão com senso de humor inglês! Ele é louco! Tocamos a noite de abertura do Bang Your Head com Raven e Beyond Fear. Encontramos com Ripper Owens que estava incrível e fascinado por ser um grande fã de Tony Martin. Ele veio e pediu para Danny e Eu apresenta-lo para Tony Martin. Raven foi incrível também, e foi ali que meu fascínio pelos baixos de 8 e 12 cordas começou. Eu apenas tinha saído de Sheffield e era alguém que por alguma sorte, de repente encontrava-se conversando com John Gallagher sobre baixos nos camarins de um grande festival de rock onde eu estava tocando. Esquisito! No dia seguinte saímos e prestamos atenção a muitos de nossos heróis do outro lado do palco:Foreigner, Y&T, Whitesnake, etc … foi muito legal.Tudo isso soa muito showbizz e incrível – então, irei contar a você uma história que contrasta com isso sobre a Alemanha. Quando chegamos em Balingen, onde o Bang Your Head foi realizado, existia um pequeno erro de cálculo nos arranjos. Ninguém nos procurou. Não podíamos ir para um hotel e não tínhamos lugar para ir. Estava gelado e ninguém sabia quem éramos, nenhum de nós falava alemão, estávamos muito famintos e tínhamos pouco dinheiro. Juntamos o que tínhamos e vimos que era o suficiente entre nós para comprar algumas suspeitas salsichas alemãs em um mercado e dividirmos. Era mais ou menos 3 mordidas para cada um, e não foi legal – mas isto tinha que durar por um longo tempo! Veja só, não é tudo limousines e festas selvagens! Chamamos aquele período de “turnê do presunto e queijo” durante muito do tempo na Europa, que parecia ser a única coisa que comíamos.
  • Em 2008 e 2009, Tony Martin tocou com Geoff Nicholls e Danny needham no Brasil, com alguns músicos brasileiros tocando guitarra e baixo. Por que você e os guitarristas originais da banda não vieram ao Brasil naquela época?
    Resposta simples – economia. As vezes, os promotores querem apenas os cantores. Eles não podem proporcionar um voo ao redor do mundo para toda a banda, então, eles apenas agendam o vocalista e encontram uma boa banda local para trabalhar com eles. É claro, Geoff era um nome de peso e ele próprio deve ter pedido para estar com Tony, e Tony insistiu para usar seu próprio baterista – então um compromisso foi alcançado. Metade da banda permaneceu em casa, e tristemente, isto me incluía. Isto dói, mas você acaba se acostumando. Ninguém disse que a vida é justa. O negócio da música é as vezes de partir o coração.

    Em turnê pela Rússia, ao lado da Tony Martin Band

  • Também em 2009, a banda agendou uma grande turnê pelos EUA, mas que acabou não acontecendo. Por que?
    Esta foi uma decisão com resistência. A mais resistente que eu já fiz. No último momento, decidimos que não iríamos, e fizemos isso como uma banda. Mesmo que ela fosse a banda do Tony, ele nos deu uma palavra de igualdade. Podíamos ver que estávamos sendo roubados há muito tempo. Não quero comentar muito mais aqui, é um local que Tony pode falar mais se ele quiser. Não é algo que levamos levemente. Para mim, isto foi um ponto baixo real, que realmente partiu meu coração. Estraçalhou meus sonhos, entende?
  • Após isto, você saiu da banda. O que você faz atualmente no campo da música?
    Eu não sai exatamente. Eu nunca teria deixado a banda. Eu nunca deixado Tony decepcionado. Para o último show, Tony tocou com sua banda, ele escolheu trabalhar com alguém no baixo. Infelizmente, aquele foi o último show que a banda fez.Eu toco com a banda de John Verity agora. John era o vocalista do Argente no início dos anos 70 – ele assumiu o lugar de Russ Ballard. Estou no ultimo disco de John Verity, My Religion. Se você não o tem, compre-o imediatamente. É um disco tremendo e irá fazer sua vida melhor.

    Fui para Steve Dawson com Oliver/Dawson Saxon recentemente e sou um membro do projeto paralelo Oliver’s Army – Graham Olivers. Também tenho minha própria banda, Swear Box e toco com The Paddy Maguire Band, Jenna Hooson Band, Iridium 77, e tenho meu próprio negócio para aulas de guitarra e baixo. Irei fazer shows acústicos também, e tenho agora uma assinatura para pedais de baixo. Chama-se Bass Squeezer, feita por uma companhia chamada Xvive. Tem sido bem sucedida e estamos falando em fazer mais pedais juntos. Lancei um álbum solo instrumental chamado Return to Bass e um EP chamado Tunes from the Mothership. Faz algum tempo que não lanço nada próprio, mas muitas gravações ocorreram no Starbug Studios recentemente – haverá algo lançado cedo ou tarde.

    Embora tenha trabalhado muito pesado para tudo isso, foi tocando na banda de Tony que me projetou e criou meu perfil. Não iria estar onde estou se não posse Tony, então, obrigado Tony Martin por tudo!

    Com a John Verity Band

  • Se houvesse outro convite para ingressar na banda de Tony Martin em um futuro próximo, você iria considerar esse retorno?
    Nunca direi nunca mas agora, estou ocupado mais do que nunca. Tenho um monte de acontecimentos musicais e estou em um lugar muito feliz. Realmente curto cada coisa que estou fazendo, bem você nunca sabe. Enquanto somos amigos, isso é tudo o que importa. Eu tenho esse papel, somente trabalho com pessoas que gosto não importa quanto de dinheiro seja.
  • Jamie, obrigado por esta entrevista. Envie uma mensagem para nossos leitores.
    Olá pessoal! Isto é um pouco do que suponho poder estar promovendo o que faço agora. Tudo o que digo é que se você quiser pode me encontrar no YouTube, iTunes, Facebook, Twitter, etc …. ou acesse meu website em www.jamiemallender.co.uk, será incrível! Mais importante, continue apoiando os shows de rock! Por favor compre isto, não roube isto – ou o rock irá morrer. Viva sua vida para ser completo e bons uns com os outros. Divida seu amor e continue sorrindo.

English version

Jamie Mallender is a english bass player, with a long career, playing with many bands, many times as a session musician on tours. Is justly about one of these tours that we talk below. Jamis was asked about subjects as his entry on Tony Martin Band to promote Scream album between 2005 ans 2007, and special meetings between 2008 and 2012. Ladies and Gentlemen, Jamie Mallender.


1) Thank you very much for this interview for Consultoria do Rock, Jamie.

My pleasure Thiago.

2) Tony Martin recorded an album called “Scream” in 2005 and began to tour to promote the album. How did you get the job?

I’d already worked with Tony. A couple of years before – there was a band called Bailey’s Comet who had to make some line-up changes just before going on their 1st tour. Tony joined on vocals, then I came in on bass and later Danny Needham joined us. That’s where Danny and I met Tony and we must have impressed him enough that when he went out on his solo tour, he wanted us in his band. That was of course, a great honour. I should note here, that if Dez Bailey hadn’t believed in me and given me a shot in Bailey’s Comet, none of this would ever have happened – and I’ll never forget that. So thank you Dez.

3) The band had Tony Martin on vocals, you on bass, Danny Needham on drums, Joe Harford and Fabio Cerrone on guitar and Geoff Nicholls (RIP) on keyboards. The curious fact is that Joe is Tony’s son. Tell us about this line up and the band interaction in the stage.

Well, everyone was very different, and they were all really very nice guys. Wisely, for his first solo band line-up, Tony definitely picked people who were nice and down to earth and trustworthy. We all had very different backgrounds and varying degrees of experience in the business. I mean, you’ve got Geoff on keys who had played with Sabbath for decades and many other huge names, Fabio who was a very well respected session player, recording artist and guitar teacher from Rome, Joe who was very young, quiet and inexperienced and then Danny and I, who grew up in the same city and both played a couple of hundred professional gigs a year but had never done anything big. You know, Joe was very young and brought a valuable younger perspective to things. Tony has a really silly sense of humour and Geoff was always joking around – Fabio was cool and laid back, confident but no ego – and Danny was and still is a ball of energy – always up for some fun. It worked well, from my point of view. A great blend and cast of characters. There wasn’t a lot of rehearsing before we went out to play because the schedule was so tight. We all learnt about each other as we went along gigging, and travelling around and fine tuned the songs and the show along the way. Fortunately we all got along and had a lot of fun on stage and off. I had a lot to learn about playing at that level and I will forever be grateful to Tony for the opportunity to do so.

4) The set list from that tour consisted basically with some Sabbath classics from the Martin era like “Headless Cross”, “When Death Calls”, “I Witness”, “Devil and Daughter” and “The Shining”, but the band brought some never played before songs to the set list, like “Eternal Idol”, “Dying for Love”, “The Hand That Rocks the Cradle” and “Valhalla”. Describe your feelings when you were playing those great songs and what’s your favorites to play live?

You know, when I got into heavy music Ozzy was a solo guy, Dio was a solo guy and Tony Martin was the singer in Black Sabbath and I loved those TM era records. I was a fan. My favourites were “The Shining”, “When Death Calls” and “Headless Cross” and to be on stages around the world playing those songs with Tony and Geoff – it’s difficult to describe how I felt. I guess I felt like a super hero. I’d always wanted to be a rock star, but I was in my 30’s and felt like it had passed me by. I’d begun to feel like a failure. Then all of a sudden I was in Russia playing Black Sabbath songs with Black Sabbath guys to 15,000 people. Wow!

5) What song from the Martin era you would like to play live but never had the chance?

“Anno Mundi”. I love that song!

6) The band never played songs from the Forbidden album. Is there a particular reason for that? What songs from that album you think would be a nice addition to the set list?

It was Tony’s band and he chose the set. Only Tony could answer that question. Any track Tony wanted to do I would have done to the best of my ability to make it sound as good as possible live. But personally, if I’m honest – I’m glad that TM didn’t acknowledge that album in the set. I didn’t enjoy that record anything like as much as the others. “Rusty Angels,” and, “Shaking Off The Chains,” were pretty cool songs but there are tracks on other albums never played live I would rather have a go at any day.

7) The band also played songs from the Scream album, like “Raising Hell”, “Bitter Sweet” and “Scream”. How the crowd reacted to those “new” songs?

The crowds loved those new songs. They were awesome tracks and Tony cleverly chose the tunes that would be easy for someone in the audience who didn’t have the album to get into right away. And it worked, we sold a lot of copies of the Scream album on tour. Until the label went bust!

The band played an extensively tour in 2005, in countries like Russia, Hungary, Italy, Germany, Croatia, Sweden, Norway, Austria, among several others. Tell us some fun stories of the road, mainly because you had Geoff Nicholls (RIP) in the band, a very funny man.

We were going away on tour, so Danny and I meticulously planned how we would get to Heathrow airport on time to meet up with Geoff and Joe and our soundguy/roadie/nursemaid – Dodgy Chris. Tony was in Germany at the time, recording with Rolf so he and Fabio were going to meet us at the 1st gig which was in Austria. So Danny and I went out for a beer, stayed over at his parents house and his dad drove us to the train station in Sheffield at some godforsaken time in the morning. The journey meant catching 3 different trains and we had all this gear with us – it was a nightmare getting it all on and off the trains. But the journey was going well – until the driver of the train casually announced that the train would have to stop as there was a body on the track! So the train pulled up and we could see police men and ambulance men and a body – covered with a sheet and boots sticking out the bottom. The corpse didn’t seem to have a head. So we had this long delay whilst they did the whole CSI bit. When we set off again we were worried. We’d lost a lot of time. At the next station a British Rail worker told us we had missed our connection but found us another train and eventually we arrived at Heathrow. We were ridiculously late but determined not to miss the flight obviously, so we threw all our gear on a trolley and raced this trolley down this slope into the airport like mad men and screeched to a halt sweating and swearing, security looking at us suspiciously, as we saw Geoff looking at the tickets and looking puzzled. He’s going, “lads, I don’t think they have our flights…” Cut a long story short, it was Geoff who sorted it all out. Tony had accidentally told us all to be at the airport a day too early. We had to find a taxi driver and asked him to recommend a hotel and take us to it and then pick us up the next day and take us back to the airport – because none of us live in that part of the country. In a way that was a cool experience. It was a nice place we stayed in. They had a big warm open fire at night and we had a good meal and sat getting slowly drunk in front of the fire. Geoff, who was always the story teller and comedian, sat there dipping chips in ketchup and sipping his Fanta (he never drank alcohol) and told us great Sabbath road stories and his never ending stream of stupid jokes that were only funny because Geoff told them. Everywhere Geoff went, all he ever wanted was to play music and make people laugh, eat chips covered with ketchup and drink orange Fanta. And he never shut up! First thing in a morning until he went to bed at night – he was relentless. I once asked Tony if maybe we could take his batteries out.

9) The band toured in 2006 also, playing several gigs, including a festival in Germany called Bang Your Head that had four songs filmed for a DVD. Rolf Munkes from Empire also made a guest appearance with the band playing “The Raven Ride” from the Empire album “Raven Ride”. Do you have any memories from that gig in particular?

Yes, that was a very memorable gig. Tony had made a couple of records with Rolf Munkes’ band Empire. Both brilliant albums. I loved those records so it was exciting to meet Rolf and we instantly got along very well. Rolf is a German with an English sense of humour! He’s nuts! We played the opening night club show at Bang Your Head with Raven and Beyond Fear. We met Ripper Owens who was amazing and turned out to be a big Tony Martin fan. He came over and asked Danny and I to introduce him to TM! Raven were amazing too and that’s where my fascination with 8 and 12 string bass guitars began. I’m just this little nob head from Sheffield who by some amazing twist of fortune, suddenly found himself chatting to John Gallagher about bass guitars backstage at a huge rock festival I was playing. Weird! The next day we hung out with and watched many of our heroes from the side of the stage. Foreigner, Y&T, Whitesnake etc… it was very cool.

That all sounds very showbiz and awesome – so I’ll tell you a contrasting story about Germany now. When we arrived in Balingen where Bang Your Head takes place, there had been a little miscalculation in the arrangements. There was nobody there to look after us. We couldn’t get into our hotel and we had no place to go. It was cold, nobody knew who we were, none of us spoke German, we were very hungry and we had very few euros between us. We put together what we did have and found we had enough between us to buy some suspicious looking German sausage at a market which we shared out. There were about 3 bites each and it wasn’t nice – but it had to last us for a very long time! You see, it’s not all limos and wild parties! We called that period the ham and cheese tour as a lot of the time in Europe that seemed to be all we ate.

10) In 2008 and 2009 Tony Martin played with Geoff Nicholls and Danny Needham in Brazil, with some Brazilian musicians playing guitar and bass. Why didn’t you and the original guitar players from the Tony Martin band came to Brazil in these years?

Simple answer – economics. Often, promoters just want singers. They can’t afford to fly full bands around the world so they just book the singer and find a good local band for them to work with. Of course, Geoff was a big name in his own right so they wanted him too and Tony insisted on using his own drummer – so a compromise was reached. Half the band stayed home, and sadly – that included me. It hurt, but you get used to it. No one ever said life was fair. The music business is often heart breaking.

11) Also in 2009 the band booked and extensively tour in USA, but that tour never happened. Why?

It was a very tough decision. The toughest I’ve ever made. At the last moment we decided not to go and we decided it as a band. Even though it was Tony’s band – he gave us all an equal say. We could see that we were going to be ripped off big time. I don’t want to comment any more than that, it’s Tony’s place to say more if he wishes. It wasn’t something we took lightly. For me, it was a real low point – that really broke my heart. Shattered my dreams, you know?

12) After that, you left the band. What you are doing nowadays in the music field?

I didn’t exactly leave. I would never have left that band. I would never ever have let Tony down. For the last gig Tony performed with his band, he chose to work with someone else on bass. Unfortunately, that was the last show the band did.

I play for The John Verity Band now. John was the lead singer in Argent in the early 70’s – he took over from Russ Ballard. I’m on the latest John Verity album, My Religion. If you don’t have it – buy it immediately. It’s a tremendous album and it will make your life better.

I stood in for Steve Dawson with Oliver/Dawson Saxon recently and am a member of Oliver’s Army – Graham Olivers side project. I also have my own band, Swear Box and I perform with The Paddy Maguire Band, Jenna Hooson Band, Iridium 77, I have my own guitar and bass teaching business, I go out doing acoustic gigs too – and I have a signature bass pedal now. It’s called The Bass Squeezer, made by a company called Xvive. It has been pretty successful and we are talking about doing more pedals together. I released a solo instrumental album called Return To Bass and an EP called Tunes From The Mothership. It’s been a while since I released anything of my own though but a lot of recording has been happening in Starbug Studios recently – there’ll be something out sooner or later.

Although I’ve worked very hard for all this, it was playing in Tony’s band that got me noticed and raised my profile. I wouldn’t be where I am now if it wasn’t for Tony, so thank you Tony Martin for everything.

13) If there’s another invite to you to join the Tony Martin Band again in the near future, would you consider a comeback?

I would never say never but right now, I’m the busiest I’ve ever been. I have a lot happening musically and I’m in a very happy place. I really enjoy everything I’m doing but, well you never know. As long as we’re friends, that’s all that matters. I have this rule, I only work with people I like no matter what the fee is.

14) Jamie, thank you very much for this interview. Send a message to our readers.

Hey everyone! This is the bit where I’m supposed to try to promote what I’m doing now. All I’ll say is if you want to find me on YouTube, iTunes, Facebook, Twitter etc.. or check out my website at www.jamiemallender.co.uk that would be awesome! More importantly, keep on supporting live rock music! Please buy it, don’t steal it – or rock music will just die. Live your life to the full and be good to each other. Share the love and keep smiling.



5 Comentarios

  1. maironmachado disse:

    Parabéns Thiago. Mais um que foi desovado das sombras. E que bela entrevista. Acho muito massa essas menções históricas, principalmente de assuntos tão peculiares. Que sacanagem o Martin aprontou, hein?? Abração!!

    • Thiago Reis disse:

      Valeu Mairon!!! Sem a sua ajuda todas essas entrevistas não seriam possíveis. Que bom que gostou do material!

      • maironmachado disse:

        Minha ajuda é insignificante perto da imensidão da busca pelo artista, elaboração das questões – sempre fundamentadas – e o amor pela carreira do artista que tu demonstras meu caro. Valeu por tornar a Consultoria cada vez mais reconhecida internacionalmente!!!

  2. Marcel disse:

    Legal que as entrevistas estão frequentes, quanto mais melhor!

    • maironmachado disse:

      Estamos no aguardo de mais algumas meu caro Marcel. Tomara que deem certo (dependem muito mais dos artistas do que de nós). Abraços

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