Por Mairon Machado

A Consultoria do Rock hoje faz uma entrevista histórica. Depois de algum tempo afastado das grandes mídias, o multi-instrumentista Elias Mizrahi está de volta aos palcos e estúdios, e tive a honra de trocar algumas ideias em um bate-papo muito confidencial e revelador. Elias nos conta abaixo como foi sua conturbada e emocionante apresentação no Totem Prog Festival, sua história com o famoso grupo progressivo Veludo, do qual foi líder e mentor pilotando os teclados e comandando os vocais da banda, além de ser o principal compositor da mesma, a importante participação no disco Bandido, de Ney Matogrosso, e ainda faz revelações sobre seu futuro próximo, bem como nos dá um emocionado relato sobre seu início musical ainda na infância, guiado pela sua irmã e guru Florinda Mizrahi.

Uma história forte de um dos mais emblemáticos e importantes nomes da música nacional. Confira.


  1. Meu caro Elias, antes de mais nada obrigado por aceitar compartilhar sua história conosco. Sinta-se à vontade, nossa casa é seu lar.

Primeiro, eu queria agradecer por você ter vindo à mim. É um prazer poder colaborar com veículo de tamanho gabarito e importância como o seu. Que carrega em sua proposta divulgar a arte suprema, coincidindo com a pauta de minha trajetória do melhor do Rock também. Este fato em si me coloca a vontade para abrir com exclusividade a essa entrevista que segue. E também agradeço ao Ronaldo Rodrigues por ter sido o primeiro camarada a vir aqui e me entrevistar, em 2009, no meu apartamento. Grande camarada. Tá servido de um cafezinho e um sanduíche?

  1. (Risos) Daqui há pouco irei jantar. Começo pedindo que nos conte como foi a sua iniciação à música e em que momento você decidiu que iria ser músico?

Deixei um pedacinho do meu lanche para você. Pode deixar que eu vou guardar na geladeira para não estragar. Então, isso foi um presente de Deus. Eu tinha cinco anos quando fiz meu primeiro show. Eu tinha uma irmã mais velha, e com cinco anos, no primeiro dia de aula, fui obrigado a aprender a tocar piano com partitura, daí tinha uma professora que batia com uma régua quando errava a partitura. Imagina, com cinco anos, você aprender clave de sol, barras, escalas… Eu aprendia de ouvido. Daí minha irmã, Florinda, a minha guru, me ensinava os momentos que tinha que mudar a página, para enganar a professora, por que eu não queria ter que ficar aprendendo teoria, veja só. Então, no primeiro dia de aula, cada pessoa que chegava lá ganhava um número. Tinha umas mil pessoas, e esse número era sorteado. Sortearam o número três, e ninguém tinha o número. A minha irmã interferiu, por que iam sortear outro número, mas ela sabia que o três era o meu número. Daí eu fui levado pro palco. Eu podia ser um aluno igual aos da primeira série, mas não, eu não tive vergonha, eu cantei ali com o pessoal, e ali eu percebi a força do palco. Depois, com sete anos, na Sala Cecília Meirelles, eu fiz uma nova apresentação, apresentei uma música que eu compus, e foi quando percebi que eu era um artista.

Elias Mizrahi

  1. Você é de uma geração importantíssima para o rock nacional, e que viveu os conturbados momentos da ditadura militar em nosso país. Havia muita repressão por ser músico de rock ‘n’ roll em uma cidade como o Rio de Janeiro?

Minha irmã mais velha esteve torturada em pau-de-arara, sabe, e acabou pegando a arma do torturador, e você pode imaginar o que aconteceu…

  1. Dentro da sua formação musical, quais foram as principais bandas que o inspiravam na época e que acabaram influenciando na criação de um grupo de rock progressivo do porte do Veludo?

O fato mais relevante disso tudo foi o programa Sábado Som, do Nelson Motta, o programa de maior audiência do rock ‘n’ roll nacional. Esse foi o primeiro programa de vídeos do país; o pessoal ficava louco esperando para ver os primeiros clipes da história, coisa que viriam a me influenciar, que são Doors, Jethro Tull, Deep Purple, Led Zeppelin, Janis Joplin, King Crimson, Bad Company, Wishbone Ash, Mahavishnu Orchestra, Jimi Hendrix, Ravi Shankar, e principalmente, Yes. Sou e sempre serei um Yesmaníaco; naquela época não tinha essa porra de internet, e a gente não sabia da onde vinham, eram raridades, não tínhamos acesso. Hoje você pode entrar em museus e tal, mas enfim, a internet pode ser usada para o bem e para o mal, mas aquilo é o que me deu a base do progressivo. Sensacional!

  1. Recentemente, você foi um dos principais nomes a participar no festival Totem Prog, ocorrido nos dias 11 e 12 de março em São Paulo. Como foi a sua apresentação e a participação do público durante o Totem?

Foi lindo. Emocionante e inusitado também. Enfim, acabou que fiz na garra. O Roberto Oka, produtor d’O Terço e do Som Nosso de Cada Dia, me convidou para preparar um trabalho totalmente novo. Daí eu me preparei, mas essa apresentação foi complicada. Eu tive problema que cara, é engraçado. Eu sou cético, apesar de ter nascido hebreu, mas tem essa coisa do destino. Morreu o filho do baterista, o baixista ia ser o Jacques Morelenbaum, mas algumas semanas antes ele foi apartar a briga dos cachorros dele e caiu, quebrou o braço… Os arranjos que eu havia quebrado a cabeça para ele fazer de nada adiantara… Em suma, lá se foi a banda. Pra completar, não deixaram embarcar o meu teclado para São Paulo, e então…

Durante o Totem Prog

  1. Mas por que não deixaram?

A Gol Linhas Aéreas passou a exigir caixa de alumínio para transportar instrumentos. E como eu ia conseguir uma caixa de alumínio dentro do aeroporto?

  1. Bom, e então, o que aconteceu?

Eu entrei no palco, pedi um piano. Seria bom, pois como você sabe, meu instrumento de origem é ele. E nada! Kkk. Quando toco o tecladinho… Bichooooo! Sem como. Tentei a primeira do repertorio e parei. Mole? Mas pensei poder. Resultado, jamais. Sai de perto do teclado, me dirigi à todos para pedir desculpas. Cara! Primeiro, senti que os assentos antes vagos estavam tomados. Segundo, o olhar forte e brilhante de todos no meu. E agora, o pior! Ou melhor! Kkk. Meu amigo! Meu chapa! Simplesmente, 4 a 5 pessoas da plateia de distintos locais, simplesmente resolvem cantar perfeitamente o tema de “Egoísmo”: “Sinto como se estivesse perto, de um pensamento forte que me levanta, te empurra, e se desfaz….”. Arrepiou os poros, alma,  o poeta, até o tecladinho… kkkk. Mudei tudo. Ainda bem que tenho milhares de composições e fui direto. Cantei…. Mais do que o Elias com 17 anos. Kkk Chamei meu Deus interior e as lagrimas foram nossa resposta. Eu me comovi. Pena que por eu ter dito que o DVD não tava valendo, foi registrado apenas um tema. Mas que legal, pois até hoje, de boca em boca, quebrei a mídia. Foi a força do passado que me fez fazer aquilo.

  1. Sensacional, um momento histórico.

Em suma, o show aconteceu, e eu, sinceramente devo confessar, em caráter exclusivo, o quanto mudou a minha vida depois de minha apresentação em SAMPA solo no TOTEM fest. Foi realmente muito forte. O que prova o poder que exerce a verdadeira arte magna sendo executada ao vivo, com a carga de quem jamais deixou de evoluir e acreditar através de seu dom, atingir um estágio superior. E rapidamente se fez soar. De tal forma, tive de sofrer calado, escondendo a ferida durante quase meio século daqueles homens com jeito de rei, ignorando aquela massa de gente que viveram o melhor do melhor som. Aqueles que me serviram de combustível e até hoje mantiveram a chama acesa. Até o Oka subiu no palco para me abraçar. Agora tá cheio de músico querendo entrar na banda, mas antes … E tenho um guitarrista que é um talento, e que ainda vou revelar, assim que conseguir alguém para ocupar o posto de baixista e de baterista.

Um pouco mais do Totem Prog

  1. Esse então é o seu retorno definitivo aos palcos?

Na verdade, eu voltei com uma canja que fiz no Teatro Solar a convite do Ronaldo Rodrigues. No intervalo, toquei cinco temas e solo, de frente pro público, e percebi o olhar das pessoas, todo mundo me olhando; foi uma química entre nós que formou uma banda, e daí me deu confiança para seguir em frente. E no Totem, as pessoas começaram a cantar comigo, não deixaram eu sair do palco, foi lindo. Obrigado Ronaldo!!

  1. O Veludo tocar com outras bandas clássicas é algo que nasce junto com a banda, já que a primeira apresentação do grupo ocorreu no famoso festival ocorrido em dois dias no Teatro João Caetano do Rio de Janeiro, ao lado de Vímana e Mutantes. Conte-nos um pouco suas lembranças desse importante marco do rock nacional.

Então, era muito legal. Nós ficávamos ensaiando, seis meses direto, umas seis, sete horas por dia, e tocávamos sempre juntos, não só com o Mutantes, mas também com O Terço. Tinha tanto contato. O Vímana também, estreou com a gente nesse show do Teatro João Caetano. Era um bom tempo. O primeiro ato foi o Vímana com o Terço, e no segundo ato, nós e o Mutantes, estreando com a formação progressiva (Túlio Mourão, Antonio Pedro e Rui Motta). Tocamos com uma aparelhagem do Mutantes, excepcional, mas era deles. Aparelhagem boa mesmo, nossa, foi só no Hollywood Rock. Quanto ao Vímana tinha aquele guitarrista né, um cara normal; nós tínhamos o Paul (de Castro), um guitar-hero, que era o cara do Veludo Elétrico, que era outra banda, aquela coisa mais rock ‘n’ roll. E aquele guitarrista né, ele nunca compôs nada.

Elias ao vivo com o Veludo

  1. Ele fez fama na Globo, na verdade.

É, concordo. Veja você: O Lulu (Santos, guitarrista do Vímana) nunca revelou um músico ou um artista. É repugnante isso.

  1. Por que o saxofonista Pestana, que participou da primeira formação do grupo, acabou não ficando, e a o mesmo tempo, por que o saxofone não seguiu como um instrumento do line up do Veludo?

Era outra mentalidade, não dava para casar uma mentalidade progressiva com um cara que aceitava qualquer parada, entende?

  1. Existe um registro histórico dessa apresentação em vídeo ou áudio?

Estamos atrás dela, com certeza.

Elias (sentado) nos anos 70

  1. Já no Banana Progressyva, um fã acabou fazendo o registro daquela apresentação, que se tornou o único álbum oficial do Veludo durante muito tempo, Veludo Ao Vivo. Como foi que a banda conseguiu a gravação e qual o momento que a oportunidade para lança-la em disco surgiu?

Na verdade, essa fita estava com minha ex-esposa, e dali saiu o disco.

  1. Por que o lançamento de um LP de estúdio não ocorreu na época?

Eu não poderia abrir mão de trabalhos remunerados, mas também não seria capaz de me vender para uma gravadora, aceitar um contrato que me obrigasse a gravar o que eles quisessem e que não fosse a minha música. Essa foi a razão principal. A Sony quis me comprar por uma grana alta mensal, mas não aceito produzir qualquer porcaria. Eu não vou fazer isso de cantar vulgaridade, não vou aceitar. Eu sou o poeta das minhas músicas, e tenho autonomia para fazer o que quiser, não é?

Paul de Castro, Elias e Nelsinho Laranjeiras: 3/4 do Veludo

  1. Que outros momentos você lembra desse período?

Lembro também de um festival que foi realizado na primeira edição do circuito internacional de Surf, no Arpoador com 200 mil pessoas, e fui eu que ajudei a organizar.

  1. Por que você acabou saindo da banda e qual a sua opinião sobre a mudança de som que o grupo fez a partir de então, adicionando instrumentos típicos do Brasil nas composições?

Cara, isso é incompetência e ganância. Foi dito aí que eu abandonei a banda. Bom, aí não tinha necessidade de ter duas bandas. O Veludo é uma espécie de orgulho meu. Eu nunca vi ninguém que tenha surgido com duas bandas ao mesmo tempo e com a mesma proposta de progressivo. Eu não gosto muito do rótulo progressivo, mas entendeu, não tinha necessidade. O único tema que tocou no Sábado Som foi “Egoísmo”, e isso não é citado. Eu não saí da banda. É muita heresia. A sexta faixa do CD ao vivo, foi re-arrumada em estúdio, e nunca me foi perguntado isso. É uma sacanagem. Se você entrar na página da postagem do Bordel do Rock, você vai ver os comentários lá, as pessoas que assinam como anônimo, essas pessoas fazem parte de outros veículos, mas sabem o que aconteceu, e eles elogiam, sabe? É isso o que fica. O cara pegou o CD na Argentina, veja só.

  1. E não tem por que disso, não é mesmo? No fim todos vamos virar pó.

Você tem razão. Olha aí ó, quanta gente boa morrendo. Chris Squire, um baixista monstruoso, teve o John Wetton, Greg Lake e tantos outros. Acho que eles tão tudo fazendo uma super banda lá no céu. E veja o Keith Emerson, por exemplo, disseram que ele estava doente, mas olha só, eu assisti ele no Canecão, e ele tocou “Tarkus” exatamente, completa, perfeitamente igual. Um cara doente não toca daquele jeito.

Na contra-capa do álbum Bandido (Ney Matogrosso), com o grupo Terceiro Mundo: Jorge Olmar, Marcelo Salazar, Elber Berloque, Roberto de Carvalho, Elias Mizhari e Jorge Carvalho

  1. Você fez parte do grupo Terceiro Mundo, e registrou com esse grupo, o álbum Bandido, de Ney Matogrosso. Conte-nos suas lembranças das gravações desse álbum, principalmente da faixa bluesy “Aqui e Agora”, particularmente um dos melhores trabalhos de sua carreira fora do Veludo.

Boa pergunta. Seguinte, eu participei desse disco que foi o que eu mais participei tanto como compositor como músico. Como compositor, lógico, acabei vendendo os temas, dentre eles, o próprio tema “Bandido Corazón”, por conta do que citei antes. Participar do disco foi lindo, foi maravilhoso, ganhei dinheiro pra caramba. Foi o disco que mais ganhei dinheiro e foi o que mais vendeu até hoje. Meu trabalho foi muito digno.

  1. Chegou a participar dos polêmicos shows dessa turnê, no qual Ney se despia completamente?

Eu fiz a primeira apresentação, que foi em Vitória, e houve um problema por que me prometerem um espaço para eu tocar um tema com a banda e na hora H, não se sucedeu. Foi uma rasteira entre o Guilherme Araújo, que era o produtor do disco, e o próprio Ney, por que no intervalo, eles estavam tão alucinados pelo meu trabalho, principalmente pela faixa que você cita e também por “Mulheres de Atenas”, que eu também contribui bastante para o tema, sabia, tem tudo isso aí, mas tudo bem, o que importa mais é que levei a rasteira. A primeira apresentação lotada, esse negócio de tirar a roupa, blá blá blá, não era muito a minha, você sabe, pô, não tem nada a ver com rock progressivo, e daí saí. Terminei o disco e segui para outro caminho com a Rita e com o Roberto.

  1. O que você fez a partir de então?

Acabei indo estudar nos Estados Unidos, mas foi um saco, não dava para aguentar. Acabei tocando panelas com um grupo de percussionistas latinos, toquei no Central Park, ganhei uma grana. Foi um período bacana.

Capa do CD A-Revolta

  1. Em 2002, o Veludo voltou com A Re-Volta, o primeiro disco de estúdio. Fale-nos um pouco sobre esse álbum.

Em 1994 eu iniciei a gravação de “Portas do Céu”, uma das primeiras músicas que fiz, do CD A Re-Volta, uma sinfonia dedicada ao meu pai. Eu sonhei com essa música, e aí acordei, criei isso na minha mente, e construí do meu sonho, a realidade. A Re-Volta hoje está tão valorizada que todo mundo anda procurando; ninguém mais tem, esgotou, nem eu.

  1. Podemos criar a expectativa de um lançamento inédito com matérias dos anos 70, bem como de composições atuais, para breve?

Opa, vou lhe dar isso em primeira mão. No momento, estou cumprindo além dessa repentina e totalmente inesperada gama de pedidos, dentro de nosso ramo, profissionalmente irrecusáveis. Dentro de minha agenda própria que inclui apresentações, rádios e três teatros para junho. O mais importante e lindo que agora vou revelar com exclusividade e em primeira mão para vocês: Estou entrando em estúdio para gravar meu novo e mais nobre CD, que é meu sonho maior. Estou em êxtase total…. Ensaiando o mais lindo. Totalmente produzido e com o orgulho que compartilho esse presente/futuro de sonho e magia.

A formação do Veludo que gravou A Re-volta: Lincoln Bittencourt, Elias e Gustavo Schroeter

  1. Conte-nos uma história curiosa, ou engraçada, envolvendo sua carreira, seja no Veludo ou fora dele.

Uma história engraçada é que teve uma época que eu toquei com Fafá de Belém e Tamara Taxman. Um dia, no camarim, a gente tava se trocando e a Fafá tinha 2,5 kg de picanha em cada peito, e a outra, não tinha nada. Eu só pensava: “Eu hein?”

  1. Para finalizar, por favor, deixe um recado para nossos leitores e os fãs do Veludo no Brasil e no mundo. Muito obrigado por sua história, saúde e sucesso sempre.

Amei as perguntas, viu. Demonstram conhecimento e labuta. Meus sinceros parabéns. Você fez perguntas muito pertinentes, que poucos sabem, que mostram que você pesquisou e estudou, e isso para mim tem um peso. Apesar dos ETs invejosos, essa é a segunda entrevista mais importante que eu já dei. Tem muita coisa por aí que foi publicado sem me consultar, mas a vida é assim mesmo, a história fala por si só. Abraços carinhosos.

51 comentários

    • maironmachado

      Obrigado Marcel. Obrigado também ao Ronaldo Rodrigues, pelo apoio e parceria nessa entrevista.

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    • jose roberto

      o elias é o nosso dinossauro de plantão,eu pude ver o veludo no auge,nos aureos tempos,sou fã deles,havia um programa de madrugada que misturava popozudas e rock,e sempre tocava o veludo e a bolha,minhas amadas bandas,não perdia um programa!pena que naquela época não havia video cacete!bem,a volta do veludo pra mi,é o reconhecimento de uma das maiores bandas de rock que conheci,muito igual na sua importancia,ao mutantes e a o terço!
      seja bem vindo de volta ao nosso convivio elias e veludo,muitos anos de vida,amo voces!

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  1. Ronaldo

    Esse cara é um mestre, um herói das teclas…e tenho também a alegria de tê-lo em meu círculo de amigos. Um prazer ter contribuido com o papo.
    Abraço,
    Ronaldo

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    • maironmachado

      Valeu Ronaldo!! Parceria sempre. Temos que marcar uns chopps com o Elias lá em Ipanema!!

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    • Zé Brasil

      Grande prazer reencontrar o Elias pessoalmente depois de alguns aninhos (desde a Banana Progressyva em 1975 quando o Apokalypsis dividiu o palco com o Veludo) e conhecer o Ronaldo Rodrigues no mundo real e que compartilhou minha amizade e admiração pelo saudoso Daniel Cardona Romani fundador do Modulo 1000.

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      • Mairon

        Grande Zé. Estamos aguardando sua história aqui na Consultoria. Abraços!!

  2. Marcelo Moura

    Bela entrevista com o Elias, e aliás ele merece todos os louros, tanto pela sua técnica excepcional, quanto pela sua sensibilidade e inspiração. Aliás, nunca esqueço daquele show emocionante que deu no Festival Totem Prog em São Paulo, onde arrancou força e inspiração sei lá de onde, devido aos tantos problemas que enfrentou. Mas, sobretudo um fator preponderante nessa noite me tocou e à platéia presente, a emoção que emanava do palco quando teclava e quando emitia o som da sua bela e potente voz. Um show que ficará marcado para sempre na nossa memória espiritual.

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    • maironmachado

      Obrigado Marcelo. Ver os vídeos do show do Totem arrepia até o tecladinho mesmo, hehehe. Momento eterno na música nacional. Pena que a grande mídia não divulgou. Abraços

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    • Elias Mizrahi

      Amei suas palavras!
      Brigado mesmo queridíssimo amigo e incentivador.
      Marcelo!
      Agradeço aos céus por ter conhecido alguém assim com tamanho valor em minha geracao.
      Podes crer.

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      • Rodrigo

        Bom dia irmão, sou o vendedor do nord! Aguardo seu contato! Obrigado! 41-98412-9009 wts.

  3. kyra Kevalinnii

    A melhor banda de Rock progressivo que já existiu na historia do Brasil Houveram excellentes bandas sim …. Muitas ! Mas igual a essa nunca ! E o que dizer desse magnifico poeta chamado Elias que canta e encanta com suas composições alucinantes que amolecem até as colunas das rochas mais firmes Quem não ouviu deve ouvir os discos do VELUDO ao vivo Full Álbum no you tube https://youtu.be/uckW1J_detk ( 1975 )…….. https://youtu.be/DmeQqXfRuoA?list=RDDmeQqXfRuoA ….. e o CD A RE VOLTA do VELUDO (2002) https://youtu.be/F8lNB3GW6ds SÓ PARA QUEM GOSTA DE MÚSICA DE VERDADE! MUITO AMOR E RESPEITO POR ESSAS magníficas OBRAS DE ARTES …… Parabéns ao entrevistador e uma salva de palmas para o entrevistado Elias Mizrahi … o legitimo pai e fundador da original Banda VELUDO ( também legitima ) fundada por Elias juntamente com Paul de Castro ( já falecido ) Elias sempre foi o Pai maestro , tecladista compositor , baterista guitarrista e acima de tudo um puta poeta

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    • maironmachado

      Um multi-instrumentista com talento em todas as áreas, né Kyra? Abração e obrigado pelo comentário.

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    • Elias Mizrahi

      Eu sinto um existir de uma crescente e cada vez mais respeitosa admiração pelo o que vc semeou , cuidou, adubou. Viu Kyra? Paciente, vc acompanhou o nascimento dessa arvore sólida e que naturalmente deu nos o mais doce fruto. Que abastece e supre a nossa união perfeita e muito forte! E foi essa determinada menina, que materializou o meu som. Mole? E foi com sua imensa paixão, e suas magnas e lindíssimas sequencias de imagens totalmente dentro do contexto da musica e da poesia. Uma honra que me comoveu e tocou a alma… Uma “obra prima”.
      Parabéns e muito obrigado Kyra Kevalinnii.

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  4. George Solano Lopes

    Na minha opinião , assim como o Som Nosso de Cada dia, Casa das Máquinas, O Terço, e mais algumas outras bandas, a importância do Veludo no cenário do Rock Brasileiro é também muito importante, pois manter a qualidade de sua obra aliado ao fato de serem totalmente independentes numa época dificil em todos os termos, inclusive cultural, o qual não se tinha a facilidade de se gravar um disco como hoje, é algo até sui-generis no Rock Nacional. Fica aqui um pedido de uma atenção maior a esta grande banda e seu lider Elias Mizhari, pela sua gloriosa e não tão bem recompensada e reconhecida tarefa neste mundo e cenário do Rock Brasileiro.

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    • maironmachado

      Valeu George. Esperamos em breve trazer mais entrevistas com algumas lendas do nosso rock nacional. Abraços

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      • maironmachado

        O cara é um gênio das masterizações!!

  5. Elias Mizrahi

    “Relato o fato de um maltrato”.
    A forma e o como surge os primeiros registros sonoros de minha banda, o “VELUDO” foi, sem duvida, a historia que mais emocionou e enobreceu o som prog desse pais! Um super som, que resistiu ao cruel e criminoso descaso da indústria fonográfica da época e da mídia podre e mercenária tb. Deixando escapar levianamente a oportunidade de registrar para a historia algum material em áudio desse sagrado momento da arte pura e magna a acontecer. Mesmo a despeito do publico e a crescente repercussão sobre! E quem sofreu mais com essa irresponsável ausência, foi a nossa enorme legião de fãs que arrastávamos a cada apresentação. Triste passagem … Obrigado por poderem ter me deixado provar que não adianta querer dizer que faz, sem saber como fazer.

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  6. Leonardo Mizrahi

    A história da música agradece uma entrevista como essa. Desde pequeno sempre suspeitei de um algo que vem do além, alguma sensibilidade extra-mundana, não sei, só sei que temos que agradecer aos deuses sonoros pela existência do Veludo.

    O talento sempre vai prevalecer, por mais conturbada que seja cada historia.
    O Veludo sempre falou alto. Por entrevistas geniais como esta e por todo o potencial que a internet tem de resgatar grandes joias, podemos agora ter acesso à verdade, aos erros, aos acertos, ao período calado, ao periodo de ouro, ao que de fato aconteceu.

    Podemos também comemorar. Elias, o pai da criatura volta ‘envenenado e querendo jogo’.
    Sorte a nossa.

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    • maironmachado

      E que continue nos dando a alegria de ouvir boa música por muitos anos!!

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  7. JULIO

    EXCELENTE ENTREVISTA UM MÚSICO FORA DE SÉRIE COM UM FEELING Q NUNCA VI IGUAL

    Responder
    • maironmachado

      Obrigado Julio. Entrevista só consegue ser de alto nível quando o entrevistado é de alto nível intelectualmente! Obrigado Elias Mizrahi!!

      Responder
  8. David Paiva

    Já tive a satisfação de prestigiar uma grande performasse do Mestre Elias Mizrahi ao vivo e a cores no Teatro Solar de Botafogo no Rio de Janeiro, representando o Rock Progressivo Brasileiro com toda energia e sensibilidade do jeito que ele merece. Fiquei impressionado com que pude ouvir.

    Responder
  9. Heloisa Helena

    Elias, venho parabenizá-lo pela relevância de sua entrevista.
    Viva a música mestre!
    Heloisa Helena

    Responder
    • Elias Mizrahi

      Que grande honra receber preciosas palavras de elogio vindo de quem admiro e sou fã. “Heloisa Helena” é, sem dúvida, uma das melhores cantoras/interpretes de nossa musica a nos orgulhar. Obrigado querida. Essa vlw.

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  10. Jose Hayun

    Estava eu no chat da excelente rádio online rstradiorock.com.br quando entra um Elias. O papo foi engrenando com todos os participantes. Até que o Rubens, o dono da rádio, 7disse que era o Elias Mizrahi, da banda Veludo.
    Fiquei meio sem ação. Eu estava papeando com um dos meus ídolos da juventude !!!
    Mas o papo estava tão leve e informal que logo esqueci a relação ídolo-fã e ficou só a relação entre amigos online.
    Hoje, muitos chats depois, posso considerar o Elias um ótimo amigo. Para conversas séria e para papos de malucos.
    Mairon, excelente entrevista !!!
    Pessoal, ouçam com atenção a obra do Elias. Chamo atenção para a que me tocou mais fundo: Portas do Céu. É uma música com uma sensibilidade pouco vista por aí.
    E obrigado ao Ronaldo Rodrigues por ajudar a trazer esse camarada de volta ao mundo musical.

    Abração para todos.

    Tov meod, chaver Elias !!!!!!
    Shalom le culam.

    Responder
    • Mairon

      Que massa ver meu amigo prog José Hayun por aqui. Abração meu caro, e obrigado pelo comentário

      Responder
  11. Claudio Rodrigues de Britto

    Elias, o homem que nasceu sabendo, pois desde guri, já era um virtuoso autodidata, como um mensageiro da música, pois qualquer instrumento que colocava nas mãos, já saía tocando como se já tivesse estudado muito o tal. Na juventude, teve a famosa Antena Coletiva, ainda menor e em seguida foi requisitado pelo maestro Zé Rodrix, para integrar sua banda com shows intermináveis por 3 meses consecutivos a semana inteira, auge deste. Lá conheceu Pau de Castro, guitarrista de Zé Rodrix e juntos foram os fundadores do Veludo, o pai do rock progressivo Brasileiro, com a admiração e força de Zé Rodrix. Veludo com Mutantes ,Terço e Vimanna, fizeram o conserto histórico de 8 hs de duração no Teatro João Caetano com gente saindo pelo ladrão, por sorte estava lá, pra ver a apoteose do rock brasileiro fazendo frente aos maiores internacionais, de queixo caído com esta revolução no Brasil. Ao acabar o Veludo, Elias foi pra os USA completar sua formação de maestro e arranjador e por la tocou com muitos expoentes da música Internacional, até que teve, já formado que retornar ao Brasil, para assumir os negócios de família, pois seu pai era um próspero joalheiro e ter deixado este legado. Aqui como um joalheiro, nunca deixando a música de lado, foi levando fazendo arranjo para alguns músicos famosos de madrugada, como fez o disco Bandido com Ney Mato Grosso, o auge de sua carreira.
    Mas agora a situação mudou e se desfez da joalheria, pra voltar ao seu lugar de origens, a música, com sua maestria nos instrumentos, vós perfeita e cristalina e o poeta abençoado que é paras suas composições que já somam mais de 400. Temos que agora agradecer e aplaudir sua volta, por erriquecer tanto o Brasil e o mundo por esta vasta contribuição e não importa se é Veludo ou Elias, o que importa é sua genialidade como o músico que é, o profeta, como assim o chamava Zé Rodrix

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  12. Hélvio Bezerra

    Encontro muita sinceridade e coragem nas palavras descritas pelo polêmico amigo (virtual, mas com prazo findando) Elias Mizrahi. A coragem de se mostrar de forma simples e trilhando uma carreira especial, mesmo com diversos obstáculos tais como os emocionais, desafetos e rasteiras, não o afastou de sua melhor essência. Poucos conseguem tocar a alma com músicas que encantem! Elias Mizrahi nos toca não só com a música, mas acrescenta simplicidade, coragem e essência de ter trilhado um caminho que sempre compartilhou com seu público e sem medo de errar, pois os Grandes Músicos não podem temer. Parabéns pela Entrevista!

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  13. Vinicio Ricardo Meirinho

    Conheci Elias durante o Totem Prog em São Paulo quando estava cobrindo o Festival junto com o amigo Marcelo Moura para os nossos programas na RST Rádio Rock. Só conhecia o Veludo de fama porque nunca os vi tocar, porém tive um contato marcante com Paul De Castro quando ele tocou nos Mutantes. Posso dizer que esta apresentação de Elias foi uma das mais marcantes e mais emocionais de todas as que tive a oportunidade de assistir. Logo percebi que Elias estava tendo dificuldades com o teclado mas que mesmo assim estava extraindo os melhores sons possiveis. Óbvio que percebi também o seu perfeccionismo e a insatisfação mais que evidente. Ao ouvir a sua voz e teatralidade única e onipresente acrescentada à energia que pairava no público, que se encontrava em extase absoluto, percebi estar diante de uma personalidade musical única. Logo me ocorreu algo. Este é um Trovador Contemporâneo! As palavras surgiram como mágica em minha mente além do pensamento de que ele necessitava apenas de um piano para poder se expressar devidamente. Elias queria ir embora mas quem poderia deixar alguém como ele sair? Aplaudido de pé ao final da apresentação e com pessoas chorando de emoção ao redor incluido entre estes o meu amigo Marcelo Moura nosso pensamento conjunto foi: “Precisamos Capturar este momento de alguma forma!”, e arrastamos Elias dali a fim de fazer uma ligeira entrevista para a rádio. A partir deste momento nasceu uma forte amizade entre nós e sinto hoje que esta apresentação funcionou como a abertura de uma nova e criativa fase deste maravilhoso e completo musico, poeta e performer. Quem viver verá o que digo e quem esteve lá sem dúvida nunca se esquecerá. Obrigado Elias por estes mágicos momentos.

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  14. Monique Nix

    Historia linda e sem precedentes. Negar um contrato da Sony não é para qualquer um, é para quem faz arte com verdade & coração. Aguardando ansiosamente às novas realizações, com urgência, pois atualmente nosso “Rock’n’Roll” brasileiro anda carente de virtuosidade. Que os bons se multipliquem!

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  15. Luiza Faria

    Falar sobre Elias Mizrahi e Banda Veludo é sempre um prazer. Seu trabalho teve muita influência no melhor do Rock Progressivo Nacional,e ainda tem, pois ele continua produzindo,como um grande mestre que é.
    Como nasci nos anos 60 e o grupo surgiu no início da década de 70,seu trabalho soa para mim como uma “velha novidade”.Uma novidade que,como Produtora Cultural,terei o enorme prazer de apresentar à Paraty,esta cidade acolhedora e tão integrada às artes,no próximo dia 14 de Novembro, Elias Mizrahi,pela primeira vez aqui.
    É inevitável não se emocionar ouvindo:”Chão de Cristal”, composição que segundo ele,carrega como um hino e foi o fio condutor dessa criação, aqui em Paraty, há 05 décadas atrás.
    Canção esta que está no repertório de sua apresentação,entre outras belíssimas como também:”Porta do céu”e por aí vai…
    Sinto que é uma honra trabalhar com um artista que trouxe para a música um ganho imensurável!
    Parabéns e muito obrigada Elias,pelo seu talento e dedicação!
    Aplausos e mais aplausos!👏👏👏
    Sucesso sempre!!!
    Bjs musicais e aveludados daqui Paraty!😘🎼🎶🎵

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  16. Marinho

    Fantástica entrevista com o mestre Elias!! Adorei! Há décadas eu esperava poder ler algo relevante sobre esse músico soberbo!! Parabéns a esse site, pela iniciativa!! Brilhante!!

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    • Mairon

      Obrigado Marinho. Forte abraço e bem vindo ao nosso site. Fique a vontade para comentar. Tudo aqui é bem vindo.

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  17. Carlos Antonio (Blog 2112)

    Boa tarde. Meu nome é Carlos Antonio, sou o criador do Blog 2112 dedicado as várias vertentes do rock com mais de quarenta entrevistas com bandas e instrumentistas brasileiros. Isso que aconteceu com o Veludo aconteceu com várias bandas… mas a banda deu a sorte de um visionário que gravou uma de suas fantásticas apresentações. Vejo que as gravadoras deveriam dar mais ouvido (não em todos os casos!) aos que os fãs querem. O cd é incrível e vale a pena uma busca para a aquisição pois é um clássico. Uma pena que não existam gravadoras visionárias pois senão teríamos grandes cds hoje de bandas maravilhosas como a Veludo. Elias, você com todo o respeito é fodaço. Um visionário a frente do seu tempo!!!

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  18. Nelsinho Laranjeiras

    O grupo carioca VELUDO foi um dos maiores expoentes do Rock Progressivo Brasileiro, tendo sido constantemente comparado aos nossos maiores ícones do gênero nos anos 70 – Os Mutantes, O Terço e Som Nosso de Cada Dia.
    Esteve ativo com grande sucesso no eixo RJ-SP entre os anos de 1974 e 1978. Lotou todos os lugares por onde tocou, tendo participado de importantes festivais (tais como Hollywood Rock no RJ e Banana Progressiva em SP), obtendo inúmeros registros elogiosos na mídia impressa e até mesmo a ter uma música completa veiculada na TV Globo, coisa que pouquíssimos artistas do Rock nacional conseguiram naquela época.
    O INICIO (1974-1978)
    O Veludo teve seu embrião no grupo Antena Coletiva e também na banda Veludo Elétrico, que contava, entre outros, com o futuro astro do pop nacional Lulu Santos na guitarra. Posteriormente, já com o nome reduzido para VELUDO, o grupo teve diversos integrantes, entre eles, o guitarrista Paul de Castro (futuro membro dos ícones Mutantes, também passou pela banda de Pepeu Gomes e foi um dos fundadores do Herva Doce) e o baterista Gustavo Schroeter (futuro membro do grupo A Cor do Som, tocou também com Jorge Benjor, Raul Seixas, Zé Ramalho e vários outros). Seus membros mais importantes, porém, foram Elias Mizrahi (tecladista e um dos fundadores) e, principalmente, o baixista Nelsinho Laranjeiras, único que permaneceu em todas as formações e quem perpetuou sua história por todos esses anos.
    Durante sua trajetória, além dos festivais acima citados, o Veludo teve muitos momentos de destaque. Entre eles a abertura do show do astro americano “Bill Haley and his Comets” no Maracanãzinho (76) e a participação do tecladista Patrick Moraz, da famosa banda inglesa Yes, em um show antológico no Teatro Tereza Rachel (74).
    No entanto, aconteceram também momentos ruins e decepcionantes, que prejudicaram o desenvolvimento e sucesso do grupo. O mais grave de todos foi justamente o que teria sido sua maior chance. A TV Globo e sua gravadora Som Livre precisavam de uma música para entrar como um dos temas principais da novela Roque Santeiro que estrearia em agosto de 1975. O famoso produtor e jornalista Nelson Motta, responsável pela seleção artística da trilha sonora, escolheu a música “Barriga de Fora”, composta por Nelsinho Laranjeiras e executada pelo seu grupo Veludo. Além disso, segundo palavras declaradas na imprensa por Nelson Motta, o Veludo seria lançado como “a grande revelação do rock brasileiro”, devido a ter sido “o mais forte grupo a aparecer naquele ano”. Infelizmente, a ditadura censurou a exibição da novela e o país só ficou sabendo desse crime no momento da estreia, em 27 de agosto de 1975. A decepção coletiva foi absoluta e o fato foi marcado como um dos mais profundos do horror político que o país vivia. A tristeza foi geral, mas ninguém foi mais prejudicado que o Veludo. Além de uma estreia no mundo fonográfico em altíssimo nível (estariam acompanhado por artistas do quilate de Elis Regina, Erasmo Carlos, Alceu Valença, Dominguinhos, entre outros), perderam o muito provável contrato com a Som Livre para lançar um LP.
    Acabaram não surgindo outras oportunidades e o grupo, apesar do sucesso em palcos e com a mídia, não chegou a lançar discos e somente muitos anos depois que foi produzido por Nelsinho Laranjeiras o CD “Veludo ao Vivo” com o mágico repertório apresentado em 1975 durante o festival Banana Progressiva. Nessa época, a formação era Nelsinho Laranjeiras, Paul de Castro, Elias Mizrahi e Gustavo Schroeter, mas ainda em 1975, Paul, Elias e Gustavo saíram, e o grupo passou a ser liderado por Nelsinho Laranjeiras.
    Ari Mendes, Paulinho Muylaert, Afonso Correa, Flavia Cavaca e Miguel Pedra foram convocados por Nelsinho para entrarem para o grupo dando início a segunda formação. Elias Mizrahi chegou a retornar por um breve período e o grupo se tornou um septeto, mas logo se retirou novamente e o Veludo voltou a ser um sexteto até seu final em 1978.

    O RETORNO
    34 anos depois, ressurgiram os sonhos de se reunirem para finalmente gravar um trabalho de estúdio. Assim foi em 2012, quando Nelsinho Laranjeiras e Miguel Pedra chamaram Paulinho Muylaert e Flavia Cavaca e convidaram Antonio Giffoni, Sérgio Conforti, Daniel e Diogo de Castro (ambos filhos de Paul de Castro) e outros músicos. Gerou-se então o CD “Penetrando por todo caminho sem fraquejar” em 2016 que Já é considerado por público e crítica como um dos melhores títulos do Rock Progressivo Brasileiro do século XXI.
    A formação do CD é Nelsinho Laranjeiras – Produtor (Baixo, guitarra, violão, vocal), Antonio Giffoni (teclados, guitarra e arranjos de cordas), Flavia Cavaca (vocais e arranjos vocais). Daniel de Castro (bateria). Diogo de Castro (guitarra, violão), Miguel Pedra (vocais solo) e Paulinho Muylaert (flauta, guitarra), além de participações de Foguete Barreto (percussão), Ronald Scampa (flauta), Sérgio Conforti (bateria)

    O SHOW
    Por muito triste fatalidade, Miguel Pedra, vocalista e compositor da maioria das músicas em parceria com Nelsinho, faleceu ainda em 2012, pouco depois de ter gravado suas partes no CD. Quase que o projeto foi abortado, mas, felizmente, seguiu adiante graças à obstinação de Nelsinho Laranjeiras
    O Veludo estará de volta aos palcos em 2018. Para tal, Nelsinho reuniu a melhor formação possível, totalmente composta por músicos profissionais de larga experiência.
    Ubirajara Vasconcellos que trabalhou com o grupo no período 1977 / 1978 também estará de volta na Iluminação e assistência de direção

    Para quem ainda não conhece o trabalho do VELUDO, abaixo seguem links de 2 medleys de longa duração com trechos de todas as músicas do CD “Penetrando por todo caminho sem fraquejar” e também o documentário “Veludo – A História Oficial” feito em 7 partes, narrado por todos os seus componentes, contando a trajetória da banda desde o seu início em 1974 até o seu final em 1978
    MEDLEY 1 – https://www.youtube.com/watch?v=ntceL-wUgU0
    MEDLEY 2 – https://www.youtube.com/watch?v=sOMnyBZPn5k
    VELUDO – A História Oficial (Parte 1) https://www.youtube.com/watch?v=nWuXYyBpBx4&t=5s

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