Melhores de 2015 segundo a Consultoria do Rock

1 de Fevereiro, 2016 | por Fernando Bueno
Melhores do Ano
93

Por Fernando Bueno
Comentários: Alisson Caetano, André Kaminski, Bruno Marise, Davi Pascale, Fernando Bueno, Leonardo Castro e Mairon Machado.
Participaram com a listas individuais: Daniel Sicchierolli, Eduardo Luppe e Paulo Afonso

Nossa última lista de melhores de 2015 que publicaremos. A lista final. Uma compilação de todas as que recebemos. Foram dez listas ao todo e impressionantes setenta e três discos diferente citados. Quem disse que vivemos no passado hein? Para formatar essa lista não consegui usar apenas um critério de classificação. Usei o habitual da Formula 1, que já é aplicado nas listas da série Melhores de Todos os Tempos, mas muitos empates aconteceram. Tentei um critério mais simples com 10 pontos para o primeiro, decrescendo até 1 ponto para o décimo. Muitos empates novamente. Busquei outro critério e cheguei ao ranking da CBF e também com ele não consegui classificar sem que os empates acontecessem. O que fiz então? Como engenheiro que sou, unifiquei todos esses três critérios e acho que consegui um bom e justo resultado. Consegui uma classificação sem problemas, principalmente em relação aos dez principais discos que entrariam aqui. Os empates aconteceram apenas nos seguintes, mas acho que isso não era mais importante. A lista ficou bastante metálica e acabou refletindo o gosto musical de uma parcela dos participantes, deixando a outra descontente. Os detratores que insistem em dizer que manipulei a lista têm que lembrar que dos 10 discos da lista inclui apenas três em minha lista individual. Fazer o quê? Democracia é isso.


 

Iron Maiden – The Book os Souls

Alisson: Decepcionante. Prefiro não escrever mais do que já o fiz para não recordar do amargor que ficou da experiência.

André: Não mudei a minha opinião da época de nosso Test Drive. O disco é bem tocado e as músicas tem boas ideias, mas o excesso de solos e a longa duração das faixas fizeram a minha adrenalina baixar em vários momentos. Se deixasse todas as faixas ali entre os 4 e 6 minutos, o disco soaria muito melhor.

Bruno: O single que saiu é bem divertido, mas de resto é aquela mesma coisa maçante, prepotente e cansativa que o Iron Maiden vem fazendo desde a volta de Bruce Dickinson.

Davi: Belo disco da donzela. Continuam apostando na mesma fórmula que vêm apostando há alguns anos… Músicas longas, twin guitars, baixo dedilhados… Entretanto, já tinha algum tempo que não vinham com composições tão forte quanto as apresentadas aqui. Como era de se esperar, qualidade de gravação é impecável, a execução dos músicos é perfeita e Bruce Dickinson continua mandando bem no gogó. Quem é fã, tem de tudo para curtir…

Fernando: Já expressei minhas impressões sobre o álbum aqui. Melhor disco do Maiden desde Brave New World? É possível. Se este for ou não o último lançamento deles fecham a carreira com chave de ouro.

Leonardo: Bom disco, mas não precisava ser duplo. Mas as músicas boas são ótimas.

Mairon: Uma das maiores decepções do ano. Depois de ouvir “Speed of Light”, achei que finalmente o Iron ia lançar um disco que não fosse repetitivo. Mas não foi o que se viu nesse disco. Pior foi aguentar os 18 minutos de enrolação de “Empire Of The Clouds”. Mas, como o dono dessa lista é fã do Maiden, convocou os amiguinhos, e aí está, mais uma vez, os britânicos em primeiro. Não se engane, caro leitor, é pura babação de ovo. O disco é chato bagarái.


Ghost – Meliora

Alisson: O elegi como terceiro melhor disco do ano em minha lista pessoal, e reafirmo o prazer enorme que foi ouvir cada uma das dez canções deste disco. Refrescante, menos megalomaníaco e mais auto-centrado que seu irmão mais novo, Meliora reafirma a relevância do grupo para o rock atual e, claro, proporciona a seus fãs mais um belo registro em sua carreira. Para quem não gosta, não será aqui que suas opiniões irão mudar.

André: Tirando a introdução de teremin logo no início da primeira música, que comicamente lembra os filmes de terror lá da primeira metade do século XX, a banda deu uma melhorada principalmente nas guitarras e no baixo, com um peso maior e mais cara de occult rock mesmo. Porém, essa produção abafada (que acredito ser de propósito) e a falta de refrãos que, ao menos, julgo ser marcantes continuam a me fazer não simpatizar com a banda. Entendo o ânimo dos que gostam deles porque fazem um som que pouquíssimas bandas tem investido, mas… não me vai.

Bruno: Finalmente um álbum que responde musicalmente a todo hype em torno da banda Sueca. Composições melhores e com um maior veneno na parte instrumental, com riffs vigorosos, baixo no talo e linhas de guitarra memoráveis. Facilmente o melhor disco do Ghost até a data. Que nunca parem de evoluir.

Davi: Sempre achei tudo meio exagerado em relação à essa banda. Principalmente, o culto. Acho uma banda bacana, mas não consigo encontrar toda essa genialidade que dizem. Depois do fraco Infestissuman, os músicos, que tinham realizado um bom álbum de estreia, voltaram a acertar a mão no novo trabalho. Seu lado sombrio está aqui, o acento comercial está aqui. O disco conta com uma boa dose de peso (embora a bateria pudesse ser um pouco mais pesada), as linhas vocais estão boas e o disco apresenta ótimos riffs de guitarra. Não o considero um dos melhores discos de 2015, mas é um trabalho interessante. Faixas de destaque: “Cirice”, “Majesty” e “Absolution”.

Fernando: Desde a primeira vez que ouvi Ghost sabia que essa seria uma banda que eu acompanharia par e passo. Ainda tenho um carinho especial pelo debut, mas creio que este seja seu melhor lançamento.

Leonardo: Sensacional terceiro disco do grupo sueco. Pesado, melódico e com aquela aura estranha e maléfica que a banda sempre teve.

Mairon: O Ghost chegou chegando em 2010, com o bom Opus Eponymous, mas confesso que não gostei muito de Infestissumam. Meliora é um disco regular, mais parecido com Opus do que com que seu antecessor, mas mesmo assim, continuo achando que os vocais podiam ser mais agressivos. De qualquer forma, apesar de ser um disco comum, a banda começa a mostrar que está amadurecendo para se tornar um dos grandes no cenário mundial, algo que é uma aposta de muitos.


Slayer – Repentless

Alisson: Slayer morreu no Seassons in the Abyss. Me desculpem os fãs, mas é a minha opinião. Atestado definitivo foi este disco. Fraquíssimo, pouco inspirado, mal mixado, linhas de guitarras insuportáveis, Tom Araya sendo uma sombra pálida do que já foi no passado, Gary Holt literalmente desperdiçado, e mais uma tonelada de defeitos que prefiro não despejar aqui.

André: O Slayer nunca me arrancou muita admiração nem mesmo em sua melhor fase na década de oitenta. Mas acredito que a fonte de ideias dentro da careca de King secou. Pelo menos é isso que eu pensaria se eu fosse um fã da banda.

Bruno: Não entendi todo o ódio com Repentless. Considerando que a banda perdeu duas peças-chaves e é o primeiro trabalho sem o principal compositor, eles ainda entregaram um disco bastante honesto e divertido de ouvir. Particularmente achei melhor que qualquer coisa desde Got Hates Us All.

Davi: Para mim, melhor álbum do ano. Pesado, honesto, sem firulas. Slayer fazendo o que sabe de melhor. Paul Bostaph está em seu melhor momento desde Divine Intervention, Kerry King fez um ótimo trabalho de guitarra e as músicas são Slayer puro. Pesado, veloz, agressivo, empolgante. Em uma palavra, Slayer.

Fernando: Em um primeiro momento eu não gostei muito do disco. Porém com as audições seguintes fui me acostumando e identificando suas qualidades. Pena que Kerry King deu tão pouca liberdade para Gary Holt. Poderíamos ter tido um disco mais variado, mas é compreensível que eles tenham sido conservadores.

Leonardo: Não se compara aos clássicos da banda, mas tampouco decepciona. “Take Control” é a melhor música da banda em anos!

Mairon: O retorno do Slayer aos estúdios depois da morte de Jeff Hanneman tinha tudo para não ser bom, mas pelo contrário, foi surpreendente. O grupo, agregado ao guitarrista Gary Holt e com o retorno de Paul Bostaph nas baquetas, desceu a mão e fez mais um álbum essencial na já vasta discografia da banda. Que voltem ao Brasil em breve, para mostrar os fãs as preciosidades criadas nesse grande álbum.


Stryper – Fallen

Alisson: Já ouvi Stryper suficiente pra saber que o som não é pra mim. Conversei com colegas que disseram que o som não mudou muito comparado aos discos anteriores. Se realmente o for, me omito de ouvir novamente e, claro, me omito de opinar sobre o disco, até pra evitar aquela choradeira de que o disco não merecia estar aqui e coisas do tipo.

André: Nunca fui lá muito chegado ao rock cristão mas o Stryper sempre foi diferente. Tenho o Reborn (2005) e acho um ótimo trabalho. Achei essa nova pegada de Fallen muito boa. Destaco a performance das guitarras de Oz Fox e Michael Sweet. Os caras queriam surpreender seus fãs e conseguiram. Ao menos me surpreendeu. “Pride”, “Fallen” e “The Calling” são exemplos de ótimas composições e o cover de “After Forever” ficou bem bacana.

Bruno: Como que uma banda que nunca lançou nada que presta em mais de 30 anos pode fazer isso em pleno 2016, ainda mais sendo uma das piores farofas que já existiram?

Davi: Mais um excelente álbum do Stryper. Michael Sweet continua com o gogó afiado, o trabalho de guitarra que faz junto com Oz Fox continua imbatível. O grupo continua na linha hard/heavy que o consagrou. Quem é fã dos meninos tem de tudo para gostar do novo álbum. Faixas de destaque: “Pride”, “Till Get What I Need”, “King of Kings”, “Love You Like I Do” e “Fallen”.

Fernando: Eu gosto de tudo o que tem a voz de Michael Sweet, mas esse álbum me parece menos inspirado que o anterior No More Hell to Pay.

Leonardo: Excelente disco. Michael Sweet segue numa sequencia de trabalhos muito inspirados, como os 2 últimos do Stryper e o disco que fez com George Lynch.

Mairon: O Stryper é uma banda que conheci aqui no Consultoria, fazendo cover para “Heaven and Hell”, e sempre simpatizei com eles. As letras cristãs são a principal referência, mas acho que o melhor mesmo é a música da banda, que é de boa qualidade, e para quem acompanha o grupo, percebe que está mais pesada em relação aos outros álbuns. Não sou um fã de comprar discos, e apesar da baladinha a la Bon Jovi de “All Over Again”, entre eles e o Iron Maiden, acho que os californianos levam uma grande vantagem. Em tempo, a versão de “After Forever” (também do Black Sabbath) ficou ótima.


gAzF9vr

Helloween – My God Given Right

Alisson: E o Helloween insiste em definhar vergonhosamente nesses anos que vão passando. Bom, acho que fui incisivo demais nessa afirmação, mas é a impressão que eu tenho. É um ótimo disco para quem é fã. Para quem não gosta, é um disco sem importância e relevância alguma, infelizmente.

André: Mesmo você notando as diferenças entre as composições dos quatro compositores da banda (Deris, Weikath, Gerstner e Grosskopf), percebe-se que os dois mais “novos” Deris e Gerstner ainda têm muita lenha para queimar enquanto os outros dois veteranos estejam se esforçando para compor no mesmo nível de antes. Independente disso, o Helloween lançou um ótimo disco com uma pegada mais tradicional do que power e eu continuo gostando das excelentes interpretações vocais por parte de Deris.

Bruno: Sério mesmo? Helloween? Depois de tantos anos vocês ainda ouvem Helloween?

Davi: Ótimo disco que quase entrou na minha lista. Já tinha um tempo que o Helloween vinha fazendo discos não mais do que corretos. Aquela história: incrivelmente bem tocado, incrivelmente bem gravado, mas com poucas composições memoráveis. My-God-Given Right não inova na questão de arranjos. É o Helloween de sempre. Oras mais sombrio, oras mais alegre, oras mais veloz, oras mais cadenciado. Por outro lado, traz varias faixas fortes como “Battle´s Won”, “Stay Crazy”, e “Russian Roulé”. Empolgante!

Fernando: Mesmo reconhecendo que este é o melhor trabalho dos alemães em anos e anos ainda está faltando alguma coisa. Foi-se a época que um disco do Helloween ficava no meu toca discos, toca CDs, MP3 player, ou qualquer outro aparelho, por dias a fio. Mais uma vez peguei o disco, ouvi as duas ou três vezes padrão e guardei na prateleira da coleção. Infelizmente.

Leonardo: Bom disco dos alemães, refrões fortes e melodias marcantes.

Mairon: Há algum tempo que não ouço mais esse novo Helloween, e mesmo tendo tido a boa vontade de ouvir My God-Given Right, não foi dessa vez que Andi Deris me conquistou. É brabo ser viúva de Michael Kiske, mas, ces’t la vie.


Nightwish – Endless Forms Most Beautiful

Alisson: Acho que ouvi os singles e umas coisas esparças que foram surgindo pela internet, e tudo que posso dizer é que o som dos finlandeses continua soando plástico aos meus ouvidos. Tarja continua fazendo uma falta tremenda, pois era um dos alentos em um mar de teclados mal mixados e grandiosidade forçada.

André: Sou fã quando se trata de Nightwish e como o álbum tem todas as características que sempre me fizeram amar a banda, então, acabo adorando.

Bruno: Não é e nunca foi minha praia.

Davi: Excelente álbum do Nightwish que por muito pouco não entrou na minha seleção. Floor Jansen casou como uma luva na sonoridade do grupo. As composições continuam cativantes. Em termos de estilo de composição, achei ele bem próximo ao Imaginaerum, mas as canções desse disco me agradaram mais (sei que muitos considerarão isso uma heresia, mas…). Esse disco tem de tudo para crescer com o passar dos anos, conforma a raivinha dos fãs mais ortodoxos for diminuindo com o passar do tempo. Só poderiam parar com essa mania de lançar o disco em formato instrumental e cantado. Preferia que fizessem um álbum duplo todo cantado. “Shudder Before The Beautiful”, “Weak Fantasy” e “Endless Forms Most Beautiful” devem se tornar novos clássicos do grupo em um futuro próximo. E “The Greatest Show On Earth” é mortal!

Fernando: Eu nunca consegui acompanhar o Nightwish a contento. Nem mesmo os discos com a tarja eu não conheço muito bem, apesar de ser fãzaço de Wishmaster e Oceanborn. Ouvi algumas poucas vezes esse disco e só.

Leonardo: O vocal da Floor Jansen caiu bem na sonoridade da banda. Ainda tem orquestrações em excesso para o meu gosto, mas é legal.

Mairon: Me recusei a ouvir, mas por respeito aos colegas, coloquei o mesmo no youtube. Se arrependimento matasse … Um dos shows mais chatos do último Rock in Rio, e um dos lançamentos mais chatos de 2015.


Black Star Riders – The Killer Instinct

Alisson: Continua idêntico ao Thin Lizzy: guitarras gêmeas, clima alto astral, até a afinação das guitarras tiveram a manha de repetir aqui. Não é um disco tão ruim quanto a estreia patética, mas é aquela coisa: pra que eu iria querer ouvir a cópia se o original é milhas superior a isso?

André: O hard rock do ano passado foi melhor do que pensei. Já havia colocado alguns na minha lista particular e é uma pena que passei batido pelo Black Star Riders. Guitarras fedendo a blues, aquele vocal característico do excelente Ricky Warwick e a malícia típica das melhores épocas do Thin Lizzy estão na cara por aqui. Discaço!

Bruno: Decepcionante. Uma música boa aqui, outra lá, mas no geral um disco bem meia-boca. E olha que aqui é um grande fã de Thin Lizzy falando.

Davi: Outro excelente disco. No seu álbum de estreia eles soavam quase como um clone do Thin Lizzy. Aqui, há algumas músicas onde soam como o Thin Lizzy na cara dura, mas existem outras onde começam a ir para outros lados. A influência dos anos 70, contudo, é sentida em todo o álbum. O disco conta com boas melodias vocais e um ótimo trabalho de guitarra. Belo disco!

Fernando: Em respeito ao nome Thin Lizzy eles mudaram para Black Star Riders e foi uma ótima decisão. Não sei se os shows continuam com a mesma quantidade que antes, mas era o certo a se fazer. Mas o som continua o mesmo e isso não é uma crítica, afinal quem aqui não curte o Thin Lizzy e gostaria que seu legado continuasse?

Leonardo: Ótimo disco de hard rock, com bons riffs, solos e refrões. Por que isso não toca no rádio.

Mairon: O ex-new Thin Lizzy e seu segundo disco. Ouvi eles em 2013, e confesso que não me chamou a atenção como deveria. O mesmo foi para esse álbum. É legalzinho, mas para quem tem em sua formação nomes como Scott Gorham e Jimmy DeGrasso, é muito pouco.


Soulfly – Archangel

Alison: Segunda bola fora consecutiva na carreira de Max e seu Soulfly. Para uma banda que, literalmente, arregaçou com Enslaved e nos proporcionou verdadeiros clássicos modernos como “Plata O Plomo”, ver composições do calibre de “We Sold Our Souls to Metal” chega a ser motivo de chacota no mesmo nível de um Manowar da vida.

André: O Soulfly me passou batido em 2015. Posso dizer que tenho gostado dessa direção que Max tem dado a banda desde Enslaved (2012). Dessa vez notei que colocaram umas orquestrações que deram um clima diferente ao disco. Já alguns momentos como “We Sould Our Souls to Metal” e “Titans”, as guitarras e a bateria são praticamente death metal. Tirando a faixa “Live Life Hard!” que achei bem ruinzinha, o restante me soou legal.

Bruno: Max precisa tirar o pé um pouco e respirar, é o terceiro disco do Soulfly num período de quatro anos, isso sem contar nos lançamentos do Cavalera Conspiracy e do Killer Be Killed. É ruim? Claro que não, mas longe de ter a inspiração do excelente Enslaved. Calma, Max. Respira, descansa e se reserve um tempo pra ter novas ideias, os fãs vão entender.

Davi: Sou fã do Max Cavalera desde o Arise e do Soulfly desde o início. Tem muita gente que torce o nariz para o Soulfly, mas sempre admirei o grupo. Infelizmente, o novo álbum não fez minha cabeça. A capa é realmente muito bonita e o disco é realmente muito bem gravado, mas as composições não me cativaram. Há uma influencia de death metal forte (que é um gênero que nunca fez minha cabeça) e não tem nenhuma musica que fique na memória. Provavelmente, um de seus piores discos. Infelizmente!

Fernando: É uma pena que o Max tenha partido para um tipo de som tão horrível no início da carreira do Soulfly. Mesmo eu curtindo essa nova fase iniciada em Enslaved não chego nem perto dos outros discos.

Leonardo: O Soulfly já lançou tanta bizarrice, que perdi totalmente o interesse na banda de Max Cavalera. Archangel é mais metal, mas não me impressionou.

Mairon: É interessante, mas eu deixei de ouvir isso há um bom tempo. Com nostalgia apreciei algumas faixas, como “Shamash” e “Archangel”. Destaque em todo o álbum para o Zyon Cavalera na bateria. O filho de Max puxou o sangue do tio e está detonando. Dizer que esse é o bebezinho que Max balançou para o público em um show de 1993, como o tempo passa. Nessa linha, “Mother of Dragons”, que uniu a família Cavalera (Max, Zyon, o enteado de Max, Richie , e o filho de Iggor Cavalera, Iggor Cavalera Jr., sobrinho de Max) também é uma faixa que chama a atenção. Trocando em miúdos, é a turma de Max Cavalera fazendo mesmo old Thrash Metal que o consagrou mundialmente na década de 90.


Revolution Saints – Revolution Saints

Alisson: Disco de hard rock decente feito pelas mãos dos ídolos aqui do pessoal da Consultoria — não sou chegado em hard rock oitentista, então o nome Doug Aldrich não significa nada pra mim. Produção caprichada, aquela coisa toda, mas ouvi discos de hard rock mais interessantes que este durante o ano.

André: Supergrupos no hard rock nunca deram lá muito certo. O Contraband que o diga. O Chickenfoot está na UTI. Apesar de contar com Deen Castronovo, Doug Aldrich e Shaw Blades que são três monstros do rock chacoalhador de cabelos, achei as músicas bem comuns, ao nível de uma banda mediana, sendo “You’re Not Alone” uma balada bem sem graça como principal exemplo. Nem a versão do filipino Arnel Pineda (Journey) ajudou. Pelo talento que cada integrante tem, creio que possam sair composições melhores em um possível segundo registro.

Bruno: Não ouvi.

Davi: Projeto realizado para demonstrar o lado cantor do baterista Deen Castrono. Contando com os excelentes Doug Aldrich (guitarra) e Jack Blades (baixo), os músicos fizeram um disco que pode não ser o mais criativo do mundo, mas que se destaca pelas ótimas composições. A sonoridade é um Journey com um pouco mais de guitarra e um pouco menos de teclado. Se você curte a banda do Neal Schon pode ir sem medo de ser feliz.

Fernando: Só fui saber desse disco quando começaram a me chegar as listas individuais dos consultores e dos convidados. Fui ver do que se tratava e pelos nomes envolvidos já sabia que coisa boa viria. Não mudou a história, mas é um ótimo item para a coleção.

Leonardo: Melhor disco de melodic rock do ano. Com um time desses, fica difícil sair algo ruim.

Mairon: O supergrupo de Jack Blades, Doug Aldrich e Deen Castronovo fazendo um hard rock anos 80 tradicional, que não sabia existir. Ouvi o álbum e a audição foi tão prazeirosa quanto água com açúcar. Assustador que em pleno 2015 uma banda consiga soar tão anos 80.


Europe – War of Kings

Alisson: Fase interessante essa vivida pelo Europe. Não que estejam reinventando a roda ou lançando novos clássicos. Na verdade, apenas SE reinventaram em discos fluidos e de sonoridade orgânica, talvez até relegando a pasteurização de seus discos oitentistas. Toda essa embromação para, no fim das contas, dizer que esse disco não provocou sensação alguma em mim. Ouvi umas vezes durante o ano, mas nada me veio à mente para destacar aqui. Faço os mesmos comentários que fiz ao disco do Helloween: é um disco para os fãs. Para os que não gostam, não possui relevância alguma.

André: Entre os veteranos do hard oitentista, os suecos são os que melhor mantém a consistência entre os seus novos lançamentos. Tempest e companhia sabem que não terão mais o sucesso estrondoso de 1986 então eles se mantém em sempre aprimorar a qualidade de seu rock de forma a agradar os seus fãs.

Bruno: Europe ainda existe?

Davi: Muitos ainda insistem em olhar para o Europe como aquela banda de hard com acento pop que estourou com The Final Countdown. Embora ame sua fase oitentista, defendo que as pessoas deveriam ouvir seus álbuns mais recentes com um pouco mais de atenção. Os discos dessa nova fase do Europe nada tem a ver com o que o grupo fez nos anos 80. Em relação à esse disco em questão, achei um bom disco, mas um pouco abaixo do que os músicos vêm apresentando nos últimos. Continuam fazendo um hard rock honesto. Os músicos continuam excelentes, mas as composições me deixaram um pouco a desejar. Achei um bom disco, mas não espetacular. Faixas de destaque: “Nothin´To Ya”, “Praise You” e “Days of Rock n Roll”.

Fernando: Para quem acompanha música como a gente faz por aqui é desse impressionar como ainda tem gente que acha que o Europe é aquela banda que tocava “The Final Countdown” duas vezes no mesmo show. A banda mudou, mesmo com todos os componentes daquela época, e se tornou em uma versão atual do Uriah Heep, do UFO, ou de alguma fase do Deep Purple e eles veem fazendo isso muito bem.

Leonardo: Essa fase mais setentista do Europe é interessante, mas ainda sinto falta dos refrões grudentos de outrora.

Mairon: Desde seu retorno o Europe só vem fazendo bons trabalhos, e o melhor, todos surpreendentes. War of Kings lembra bastante o atual Uriah Heep, mas com as pitadas suecas que somente o excelente guitarrista John Norum consegue dar. Fácil um dos melhores discos do quinteto, e se não estivesse entre os melhores de 2015, eu sairia do site.


Outro discos citados em ordem de classificação:

11 – Armored Saint – Win Hands Down
12 – The Neal Morse Band – The Grand Experiment
13 – 2814 – 新しい日の誕生
—- Baroness – Purple
—- David Gilmour – Rattle That Lock
—- Naxatras – Naxatras
17 – Scorpions – Return to Forever
18 – Architects of Chaos – The Leagu of Shadows
—- Blind Guardian – Beyond the Red River
—- Queensrÿche – Condition Human
—- Revenge – Behold.Total.Rejection.
—- Royal Thunder – Crooked Doors
—- UFO – A Conspiracy of Stars
24 – Luca Turilli´s Rhapsody – Prometheus, Symphonia Ignis Divinus
25 – Lacrimosa – Hoffnung
—- Praying Mantis – Legacy
27 – Cage – Ancient Evil
—- Def Leppard – Def Leppard
—- Kamelot – Haven
—- Komara – Komara
—- Kylesa – Exhausting Fire
—- Muse – Drones
—- Stoned Jesus – The Harvest
34 – Angra – Secret Garden
—- Le Butcherettes – A Raw Youth
—- Leviathan – Scar Sighted
—- Paradise Lost – The Plague Within
—- Saxon – Batering Ram
—– Tribulation – The Children of the Night
40 – Black Tora – Black Tora
—- Crystal Ball – Liferider
—- Faith No More – Sol Invictus
—- Luciferian Light Orchestra – Luciferian Light Orchestra
—- Motörhead – Bad Magic
—- Nechochwen – Heart of Akamon
—- Ufomammut – ECATE
47- Eclipse – Armageddonize
—- Elza – A Mulher do Fim do Mundo
—- Night Flight Orchestra – Skyline Whispers
—- Turnstile – Nonstop Feeling
51 – Amorphis – Under the Red Cloud
—- Anekdoten – Until All the Ghosts Are Gone
—- Mac Demarco – Another One
—- SOTO – Inside the Vertigo
—- The Soft Moon – Deeper
56 – Ana Cañas – Tô na Vida
—- Apocalyptica – Shadowmaker
—- Steven Wilson – Hand. Cannot. Erase.
—- Von Hertzen Brothers – New Day Rising
60 – Ammunition – Shanghaled
—- Arcturus – Arcturian
—- Cradle of Filth – Hammer of the Witches
—- High on Fire – Luminiferous
—- Michael Schenker – Spirit On a Mission
—- The Darkness – The Last of Our Kind
—- Them Are Us Too – Remain
—- Tuatha De Danann – Down of a New Sun
68 – Beardfish – +4626 -Confortzone
—- Glass Hammer – The Breaking of the World
—- Lamb of God – VII: Sturm and Drang
—- Napalm Death – Apex Predator – Easy Meat
—- Sweet & Lynch – Only to Rise
—- Wino & Conny Ochs – Freedom Conspiracy



93 Comentarios

  1. Marco Gaspari disse:

    Puta que o pariu!
    Só um palavrão para dar início a este texto. Tá certo que podem ser bons ou ótimos discos. Tá certo que gosto é gosto e tem gente que não tem braço. Tá certo que é tudo banda consagrada. Mas a lista, gente, não está certa. É velha, e torna o site velho. Quem votou nisso é velho. E quem está afirmando isso é velho o suficiente para enxergar essas coisas. Vão se reciclar, vão rezar três pai nossos e 5 ave marias ajoelhados no milho. É um pecado que garoto de 20 e poucos anos tenha participado dessa votação. Vão brincar de Barbie e Ken que vocês ganham mais, pois precisam recuperar a adolescência perdida. Parece que estamos no final de 1999, com os mais tementes discutindo se o mundo vai acabar ou não. Pelo jeito acabou para muita gente, inclusive os Consultores responsáveis por esta lista. Estão vivendo no século passado. Amo vocês, mas insisto: Puta que o pariu!

    • André Kaminski disse:

      Marcola, meu caro, vou contra-argumentar aqui com base nesse trechinho que é muito importante:

      “É velha, e torna o site velho. Quem votou nisso é velho.”

      Bingo!

      Desde que eu acesso o site nos fins de 2013 e que comecei a colaborar no início de 2014 eu já sabia qual era o principal chamariz do site: escrever matérias sobre bandas antigas, movimentos históricos e, ao menos, tentar dar uma nova visão e todo o contexto dos discos com mais detalhes que acrescentem mais aos textos ao invés de apenas dizer que “o disco é bom, comprem” ou “o disco é ruim, não comprem”. Claro que isso não impede de alguém chegar e resenhar uma banda nova ou um lançamento novo, apenas reflete o fato de que a maioria aqui tem um gosto voltado para os anos 70.

      Uma das razões de que fui um entusiasta da entrada do Alisson para o nosso site foi justamente o fato de que em seus textos no seu antigo blog retratavam bandas diferentes da maioria dos gostos aqui, visto que sua entrada ajudaria a dar uma variada em termos de matérias.

      Eu não sei ao certo o que define como “bandas ou discos novos”, mas normalmente eu uso o critério de 20 anos de lançamentos frequentes ou da banda em atividade. Após isso, considero a banda como “veterana”. Justamente pelo fato de que após os 20 anos é que a maior parte de sua base de fãs entra na faixa dos 30 anos, o que significaria para muitos, o possível rótulo de “velho”.

      Tendo isso como base, posso dizer que Revolution Saints, Black Star Riders, Ghost, Nightwish e Soulfly se encaixariam no rótulo ainda de bandas novas, sendo as duas últimas entrando agora no rol de “veteranos” visto suas bases de fãs ainda estarem na faixa dos 20 anos. Isso daria a metade da lista.

      Quanto ao que aparentemente chamam de “bandas novas”, o que vejo é citar bandas stoner ao se tratar de rock. O stoner está bem, mas bem longe de ser uma sonoridade nova. Bandas desse estilo existem desde o início dos anos 90, a exemplo de Cathedral. A única diferença que vejo é o fato do stoner agora ser o gênero mais popular entre a imprensa.

      Então sempre quando vejo-o ralhar com as escolhas, me passa a impressão de que é um novato chegando agora ao site.

      Que fique bem claro aqui para aqueles que gostam de interpretar da pior maneira possível o que eu escrevo: nem de longe quero dizer que as bandas de agora são ruins ou que não mereçam estar em uma lista de melhores. Apenas vejo o fato de não ocorrer isso por aqui é devido a um background dos consultores e dos objetivos do site. Eu quando quero ler resenhas de discos dessas bandas mais recentes, vou ler a Collectors Room. Notícias quentinhas do rock, leio a Van do Halen. Resenhas de discos novos de bandas velhas, leio o Whiplash. Matérias próximas das nossas mas com a visão de outros colaboradores, leio o Minuto HM. Questão de objetivos diferentes dentro de cada site.

      Ou resumindo esta parede de texto: Marco, eu jamais cobraria de ti uma resenha de alguma banda de 2014 porque sei que você prefere contar histórias de contextos diferenciados dentro da música de décadas anteriores.

      • maironmachado disse:

        Parabéns André. O relho de ouro e a regada cheirosa do mês de fevereiro já é seu. Tem inclusive vários velhinhos no ASPABROMI que estão considerando você como O TORDO. Outros estão o vendo como um Divergente, abrindo a caixa de pandora que revelará todo o domínio sádico da família Gaspari dentro do asilo. É o início da revolução, aguardem novos capítulos

      • Marco Gaspari disse:

        Nossa, André… você tem razão e eu peço mil desculpas. É que eu vi discos do Iron Maiden, Helloween, Europe, Slayer, Nightwish, Soulfly e que tais e me confundi, porque por um momento achei que era uma lista de melhores de 2015!. Estou ficando gagá.

        • Agora fiquei confuso. Esses discos aí não foram laçados em 2015?

          • Marco Gaspari disse:

            Pois é, Fernando. Muito estranho isso.

          • maironmachado disse:

            Marco, o Abbey Road em 1969 não reflete o que foi aquele ano, mas mesmo assim, seria inadmissível que ele não aparecesse entre os 10 mais não é? Os beatles já eram velhos em 69, mas lançavam discos decentes. Imagine 1972 sem o Exile on Main Street. Uma banda veterana como os Stones, já em 1972, fazendo um disco contra-mão do progressivo, clássico. Como não entrar. Ninguém critica. Ver Iron Maiden em primeiro para mim é mais méritos do Fernando, que escolheu o Eduardo e o Daniel para ajudar a colocar essa porcaria em primeiro, mas Helloween, Europe, Slayer, Nightwish (eca), por mais veteranos que sejam, ainda são relevantes perto do que se faz hoje em dia. Minha lsta tem muita velharia, mas não deixo de discordar que essa lista aqui, para quem ouve metal, é bem representativa

          • Marco Gaspari disse:

            Mairon, o veterano aqui sou eu. Nasci no ano oficial do rock’n’roll, então tenho obrigação de ser das antigas. Mas procuro me cercar de pessoas mais jovens para buscar o equilíbrio. Então, por favor, faça sua parte: equilibre.

          • maironmachado disse:

            Não posso, a barriga pesa mais nessas horas

      • Obrigado pela citação, André.

    • Alisson Caetano disse:

      Foi dureza comentar esses discos aí, senhor…

    • Alisson Caetano disse:

      Na verdade foi mais difícil ouvir. Não tenho mais saco pra essas bandas caquéticas e as “novas” bandas que fazem o mesmo som datado dos anos passados (não venham me dizer q Black Star Riders é novo pq aquilo soa idêntico ao Lizzy dos anos 70/80, piorado).

    • Ronaldo disse:

      Assim falou nosso ombudsman. Abs!

    • maironmachado disse:

      Então nos mostre as novas bandas, oh senhor todo poderoso Siri

    • Diogo Maia de Carvalho disse:

      Concordo. Tudo bem que eu adoro rock clássico e HM old school. Tenho favoritado no meu celular apenas rádios online que tocam esse tipo de música, assim como Prog dos velhos tempos, mas faço isso porque quando estou na rua, no metrô ou no ônibus prefiro escutar algo que eu conheço muito bem e que me é familiar porque ali não é hora de prestar atenção na música e sim serve para passar o tempo, enquanto o trânsito tá parado, por exemplo, Porém, em casa, quando eu posso prestar mais atenção, 90% do que eu escuto é coisa nova.

  2. António Marcos disse:

    Essa lista cheira a naftalina. Parece que os consultores se acomodaram e preferem ficar na zona do conforto, ouvindo mais do mesmo. Concordo com Gaspari. A Consultoria já foi mais ousada e inovadora. Agora parece um blog geriátrico qualquer.

  3. Daniel disse:

    Ghost é heavy metal universitário.

  4. Nathan disse:

    Eu só venho aqui pela diversão e esse site nunca me desaponta.

    Só um detalhe André, se vocês são vanguardistas e não estão ligados em lançamentos. Porque diabos fazer lista de melhores de 2015?

    Esse site parece a versão escrita do That Metal Show da VH1.

    • André Kaminski disse:

      A resposta disso está no meu próprio comentário, Nathan:

      “Claro que isso não impede de alguém chegar e resenhar uma banda nova ou um lançamento novo, apenas reflete o fato de que a maioria aqui tem um gosto voltado para os anos 70.”

      Isso vale para as listas também.

    • André Kaminski disse:

      Aliás, não sei se foi sua intenção, mas nos chamar de “versão escrita do That Metal Show” foi o melhor elogio que já vi esse site receber.

      Vou interpretá-lo dessa forma.

  5. Tiago disse:

    Poxa, Iron Maiden em pleno 2015 foi difícil de engolir. Eu até conseguiria entender se entrasse discos medianos de bandas que existem há 10, 15 anos, mas com visibilidade. Mas, a maioria por bandas com 30, 35 anos de existência, me faz crer que realmente há algo de errado. E fico mais preocupado ainda com um comentário que vi tempos atrás em uma lista que “a cada década, os lançamentos são piores”. Isso é muito coisa de quem não consegue admitir a importância que muitos movimentos musicais, dentro do rock, possuem de 1992 pra frente. Não admitir isso é se apegar a um passado grandioso, mas que não foi feito para negligenciar as novidades do presente. Mas enfim, é um assunto batido, é chato ficar repetindo isso.

    Entendo a linha editorial do Consultoria e gosto, mas quando se propõem a falar de MELHORES LANÇAMENTOS de um ano, é dureza, muito dureza. Acho que o ano que vocês mais acertaram, se não me engano, foi 2013. Ali há equilíbrio, porque realmente os “dinossauros” botaram pra quebrar… McCartney, Bowie, Sabbath.

    Como foi discutido em outro post, em que um consultor (se não me falhe a memória) disse que para o site trazer mais novidades precisaria de pessoas para escrever exclusivamente sobre novidades, gostaria até mesmo de, algum dia, poder colaborar no site com algum texto, visto que eu tenho uma idade bastante distinta da maioria e acompanho alguns nomes que pouco aparecem ou estão longe dos textos aqui.

    De qualquer forma, achei até interessante e curiosa demais a menção ao Stryper por ser uma banda de rock cristão. Mostra que o preconceito com vertentes do rock mais polêmicas é até evitado por aqui. É com certeza (tirando o disco de 2013) o melhor disco deles desde 1990, mas ainda acho muito aquém de vários lançamentos de 2015, assim como a maioria destes trabalhos citados.

  6. Davi Pascale disse:

    Excelente lista. Parabéns para nós. Deixem de reclamar da vida e let´s rock!

  7. Alisson Caetano disse:

    Só uma pergunta: o que sonoramente o tal “rock cristão” tem de diferente? Ainda não entendo porque insistem em enaltecer esse rótulo se ele só faz menção aos temas abordados pela banda. Dentro desse balaio, podem caber bandas de hard rock até bandas de black metal. Portanto ainda não vejo sentido a existência de um subgênero só pra fazer menção à temática lírica das bandas.

    • Nathan disse:

      É simples, Rock Cristão: bandas de Rock com letras Cristãs. Metal Cristão: bandas de Metal com Letras Cristãs.
      Seria um segmento do segmento, ex: Hard Rock Cristão, Metalcore Cristão, etc.

      • Alisson Caetano disse:

        Então sonoramente não tem diferença nenhuma e não é subgênero de música. Por que isso é relevante ser citado no caso do Stryper?

        • Tiago disse:

          Em tese é isso mesmo. Na prática, é bem diferente.

        • Nathan disse:

          Cara, não é questão de ser relevante ou não. É algo que foi estabelecido e ajuda a situar e classificar as bandas. O mesmo vale para Viking Metal.

          • Eudes Baima disse:

            Vinking Metal congrega bandas chifrudas?

          • Alisson Caetano disse:

            Viking Metal faz menção à sonoridade.

          • Nathan disse:

            Menção a sonoridade?

            Por favor, explique.

          • Em bandas como Amon Amarth e Turisas percebe-se elementos da música escandinava, dos coros de batalha, essas coisas, não?

          • Nathan disse:

            Fala Ricardo,

            Entendi o seu ponto e do Alisson, eu não via por esse lado.
            Por exemplo Amon Amarth seria um Melodeath com temática viking, Enslaved Black Metal com letras sobre o tema, etc.

            Mas o que você falou faz sentido.

            Abraço!

    • É mais ou menos como o indie rock: o rótulo é muito mais centrado no conceito das bandas (no caso do black e white metal, lírico; e no indie, na questão de serem artistas teoricamente “independentes”) do que na sonoridade em si.

      Também acho estranho. Existem, por exemplo, bandas de unblack metal, que seria uma espécie de “black metal cristão”. Mas como pode isso, se o principal elemento para categorizar uma banda como black metal é justamente o conteúdo de suas letras?

      • Eudes Baima disse:

        Deve ter alguém recebendo salário para criar nomes de subgêneros e sub-sub gêneros do heavy metal.

      • Eudes Baima disse:

        Taí um negócio que não sei o que é, indie rock…meus filhos me explicam, me explicam e eu continuo no zero.

      • Alisson Caetano disse:

        Acho que o black metal tem se desprendido do tema satânico hoje em dia, mas não é um assunto que entrarei no momento. É que não concordo com gêneros musicais que se direcionam exclusivamente à temática lírica das bandas e nada mais. Não ajuda em nada.

        Alguns vão falar do black metal e do indie, mas acho que ambos os gênero possuem características sonoras perceptíveis (timbres de guitarra, trabalho vocal, desenvolvimento estrutural das músicas e por aí vai).

  8. Eudes Baima disse:

    O que me incomoda na lista não refletir velhice ou não, mas ser monocromática! Quando um pesquisador dos anos de 2050 virem isso, pensarão que o heavy metal era a única coisa que existia nos anos de 2010. Em tempo: como um negócio tosco e primitivo como Ghost pode ter tantos admiradores?…tem algo de podre no reino do rock’n’roll. Melhor coisa desta lista é a capa do disco do Black Star Riders…

    • FábioRT disse:

      É que a Banda é boa Eudes…apesar de vc não gostar…
      e eles fazem um excelente trabalho de marketing…coisa que conta muito neste mercado tão concorrido

    • António Marcos disse:

      Tem todo razão Eudes. A Consultoria vem optando pelo HM ignorando outros gêneros do rock, o que empobrece o site e, ao longo do tempo, acarretará a perda de seguidores.

    • António Marcos disse:

      Tem todo razão Eudes. A Consultoria vem optando pelo HM ignorando outros gêneros do rock, o que empobrece o site e, ao longo do tempo, acarretará a perda de seguidores. Ps.: o Ghost é o m amonas assassinas do HM

    • Tiago disse:

      Outro ponto importante é o do Eudes. É algo extensamente repetido aqui, é óbvio, mas continua a ocorrer.

      Mas ainda prefiro ver Ghost numa lista de 2015 do que Iron Maiden.

      A solução para o portal é ter mais consultores voltados para outros gêneros. Mesmo que as opiniões estejam cada vez mais segmentadas para o heavy metal, não há como forçar pessoas a escreverem e votarem sobre discos que não gostam ou não querem. Para isso, é necessário ter mais pluralidade de opiniões.

      • maironmachado disse:

        Os caras reclamam, mas por que não participaram para tentar mudar? Se sabem tanto das atualidades, tragam para nós …

  9. Eudes Baima disse:

    Acho que me expressei mal. Não tive a intenção de puxar a orelha dos consultores ou de questionar o direito de escolher os nomes desta lista. O que penso é que a lista expressa tão somente o clima no campo dos fãs de rock hoje em dia. Os Consultores não têm culpa de viver esta época. Ó tempos!

  10. Eduardo Luppe disse:

    A lista é boa e é sempre bom dizer…”Panela velha é que faz comida boa”. Quando as bandas novas tomarem vergonha na cara e criarem algo realmente grande, diferenciado, competente e com qualidade assim como os “idosos de hoje” fizeram no passado (Led Zeppelin, Purple, Maiden, Rainbow e etc) o público vai dar a devida importância a eles… Sucesso e reconhecimento são para os fortes!

    • Alisson Caetano disse:

      Tem várias que estão fazendo isso faz tempo, cara. Desculpa, mas é só dar uma pesquisada rápida pra constatar.

      • Diogo Maia de Carvalho disse:

        Concordo Alisson, não dá para ter preguiça no mundo de hoje. É só procurar no spotify e no youtube. Tem muito som bom sendo feito atualmente, tão bom quanto antigamente, no mesmo nível inclusive. Nos anos 60 e 70 tinha música ruim também. Assim como no cinema a música pop sempre manteve um certo padrão de qualidade.

        • maironmachado disse:

          Daí já discordo. É difícil achar banda ruim nos anos 60 (as Shaggs talvez). Hoje em dia é difícil achar banda com originalidade, como o Beardfish ou o Naxatras por exemplo.

          • Alisson Caetano disse:

            Minha preferência é pelo heavy metal, então pra mim nunca foi problema achar bandas originais por aí. Como eu disse, é só não ter preguiça de procurar. Como exemplo, o Leviathan lançou um discos de black metal mais viciantes dos últimos anos e, mesmo seguindo o padrão de composição dos caras, ainda é diferente de qualquer coisa que já vi dentro do estilo. No black metal ainda tem o Peste Noire, que faz uma coisa “carnavalesca” e une umas bizarrices que também nunca vi paralelo.

            Também dá pra citar o Diablo Swing Orchestra (eles bem que podiam soltar disco novo logo…) e o Orphaned Land. Ou seja, falta de originalidade nunca ocorreu.

      • maironmachado disse:

        Isso ai Alisson. Ficar insistindo em Iron Maiden, Soulfly e Nightwish é dose.

  11. Davi Pascale disse:

    Quanto chororô. Vocês estão me lembrando o Chitãoró & Xorãozinho da Praça é Nossa. Mas, agora, fiquei preocupado. Elaborei minha lista pensando nos melhores álbuns de 2015, mas pelo visto vocês queriam as Revelações de 2015. Falha minha, me desculpe. Tinha certeza que não havia limite de idade/tempo de carreira/popularidade para músicos/bandas. Que coisa, não?

    • Diogo Maia de Carvalho disse:

      Sei que é algo subjetivo, mas não tem como achar o disco novo do Iron melhor que o do Baroness, por exemplo. Eu entendi a explicação do André, da diferença entre a linha editorial dos sites, mas mesmo assim acho que a lista do Seelig lá na Collectors foi muito mais honesta. Estou sendo educado, acho que a crítica é construtiva. Minha educação musical passa pela Consultoria desde que ela foi criada. Lembro que tive notícia dela através do próprio Ricardo Seelig lá na CR. Não acho que ninguém tem que dar satisfação e cumprir as expectativas dos leitores do site, mas uma variada de vez em quando seria interessante. Essa lista está mais parecendo algo feito no Whiplash e todo mundo sabe que isso nunca é bom.

      • André Kaminski disse:

        O grande problema de uma lista compilada de várias opiniões é que muitas delas mesclam algo mais novo com algo mais antigo. Algo mais da época e alguns discos de velhos medalhões. O grande problema que ocorre, e isso também se dá nas listas de melhores de anos anteriores excetuando os anos 70, é que os mesmos medalhões estão nas opiniões de mais de uma lista enquanto as bandas mais novas são fragmentadas nas escolhas de no máximo um ou dois consultores, o que acaba não dando pontuação suficiente para entrarem na lista final.

        Só dei uma olhada ali nas bandas citadas mas que não entraram que há várias delas. Um votou no Baroness, outro preferiu o Naxatras, mais outro votou no Stoned Jesus e ninguém mais votou nessas e escolheu outras. Eu poderia fazer outra lista de 10 bandas mais novas que não entraram na minha e acabaria que não alterando em nada o resultado final porque mais gente citou o Slayer, mesmo que não tenha sido em primeiro lugar.

        Eu vejo que a maioria (não todas) mesclou entre algumas mais antigas e algumas mais novas. Porém, as antigas são as mesmas de outras listas e as mais novas são diferentes. É o que acontece quando cada um manda sua lista individual sem o outro saber. Se fosse para ser diferente, teria que todo mundo “entrar em consenso” o que acho contraproducente e prefiro os frios números das listas individuais do que usar da subjetividade em convencer o outro colega que a banda tal merece mais do que a outra banda.

        Eu escuto bandas novas, eu escuto bandas velhas e particularmente não levo nem essa seção e nem os melhores de todos os tempos ao pé da letra exceto por ouvir a recomendação de uma maioria dos colegas que tal disco que entrou na lista seja bom e então irei escutá-lo para conhecer e comentar o que achei dele. Sempre achei mais frio e honesto do que simplesmente vamos juntar todo mundo e decidir o que vai entrar em tal ano. Cabe que o que entra é um reflexo apenas dos gostos pessoais da maioria dos participantes e, de certa forma, a linha editorial do site que temos a oferecer.

        Sei que alguns querem que apareçam outras coisas e tudo mais, porém, a mim soa como concordar com o Edu Falaschi ralhando há uns 4 anos que quer que as pessoas ouçam, paguem, escolham e gostem de coisas que não querem. Eu também não concordo quando dizem que não há originalidade ou mesmo qualidade em bandas novas, entretanto, continuarei a escolher, comprar, escrever e comentar sobre o que me atrai e isso não significa ter qualquer tipo de obrigação, seja ela moral ou não, para com trabalho x ou y e para com época x ou y.

        Também não vejo como listas como essas podem contribuir ou não para a vida do rock em geral. Servem para serem comentadas, criticadas ou não, gerar debate que está sendo até bem bacana aqui. Prefiro apenas continuar escrevendo sobre aquilo que eu gosto e que não gosto e se tiver gente que esteja interessada no que posso contribuir, com a liberdade total que sempre foi a linha editorial deste site que me interessou desde o meu primeiro acesso, permanecemos por aqui.

    • maironmachado disse:

      Boa Davi! Relhaço neles!

    • Alisson Caetano disse:

      O que me pareceu ter ficado nas entrelinhas de quem reclamou é que quem mandou as listas demonstrou total preguiça em ir procurar lançamentos para além das bandas favoritas. De todos que entraram nessa lista aí de cima, pelo menos 6/7 são as bandas do coração de todo mundo — Iron Maiden, Europe, a farofada oitentista, power metal e por aí vai –.

      Cada um tem o direito de ouvir o que quiser, mas a partir do momento que você faz essa escolha e não vai além do que lhe trás conforto, soa como contraditório você reclamar que nada de bom é produzido na atualidade sendo que poucos se dispõem a pesquisar coisas novas.

      Não estou dizendo que é o caso do pessoal daqui, até porque não conheço ninguém pessoalmente, só estou dizendo o que geralmente ocorre — e me tira do sério na internet — e também estou tentando traduzir a reclamação do pessoal (e que achei meio justa, pq puta que pariu, dos 10 disco, 9 eu achei de ruim pra baixo).

      • Davi Pascale disse:

        Peraí… Vocês estão criticando o Europe, o Black Star Riders e o Revolution Saints por não serem originais. Vocês realmente consideram originais a proposta de grupos como Blues Pills? Vintage Caravan? Rival Sons? Graveyard? Sword? Red Sky Mary? Blackberry Smoke? Airbourne? Graviators? As bandas são ótimas, têm ótimos discos, mas originais?!?!?!? Pego tanta chupinhada da galera dos anos 70 quanto os 3 discos citados acima.

        Tem algumas coisas que não fazem meu gosto. Assisti Gojira ao vivo, quase dormi no gramado. Ghost acho os discos interessantes, mas não acho sensacional. Lamb of God não gosto do trabalho vocal. Do Baroness, ouvi o Yellow & Green algum tempo atrás e não curti. Ouvi um do Mastodon (The Hunter) que achei razoável. Uma banda que me chamou a atenção recentemente foi o Halestorm, mas não achei o “Into The Wild Life” tão bom quanto o “The Strange Case Of…”. Da nova geração, também gosto do Virginmarys e do Royal Blood, mas não lançaram disco esse ano.

        De brasileiro, têm surgido algumas coisas interessantes. Na MPB, teve a Ana Cañas (que coloquei na minha lista) e a Tulipa Ruiz que fizeram bons discos. De rock, gostei do Far From Alaska e do Dônica. Fora eles, da nova geração, gosto de Vespas Mandarinas, Vanguart, Hibria. Gosto do Baranga e do Carro Bomba que já têm um tempinho de estrada, mas não são tão populares assim… O Hibria lançou um disco que achei abaixo dos demais. Os outros não lançaram disco esse ano. No lado pop internacional, teve a Adele e o Mark Ronson que fizeram discos bacaninhas, mas não sensacionais.

        Lista é gosto mesmo. Por exemplo, você fala que 9 de 10 álbuns você achou ruins. Eu ouvi os discos da sua lista de 10 melhores e só gostei de 2 discos (Wino & Connyochs e o Archturus). O resto, não curti. E o que entra na lista final é o que é meio senso comum entre os colaboradores mesmo. É por pontuação!

        • Marco Gaspari disse:

          Que chororô, Davi!

        • Alisson Caetano disse:

          Davi, não votei em qualquer uma das bandas que VC mencionou lá acima. Sequer gosto de Airbourne. Uma coisa é tomar referências dos clássicos e fazer um trabalho bem feito e colocando sua característica ali no meio, algo que o Blues Pills, The Sword e Graveyard fizeram e fazem muito bem, ate ai beleza. O problema com o BSR é q a banda copia exatamente tudo o que o Thin Lizzy fez (tudo bem q a banda é um seguimento do TL, mas ainda me soa como uma copia de segunda categoria) sem apresentar algo próprio, apenas pegou tudo e refez sem propriedade. Revolutions Saint é a mesma coisa.

          E realmente se trata de senso comum essa lista. Mas infelizmente esse senso comum não me agradou.

          E bacana que VC tenha gostado de algo na minha lista e q talvez não conhecesse ainda 🙂

          • Davi Pascale disse:

            Eu sei que você não votou. Eu acompanhei as listas de todos os participantes. Mas pode reparar que entre a galera que defende a nova geração, é certeza que colocam pelo menos 2 daquelas bandas como destaque da nova cena. Inclusive, a galera de publicação internacional. Não estou criticando as bandas. Gosto de todas elas. Inclusive, do Airbourne. Mas existem vários momentos dos discos dessas bandas que, para mim, vão além de tomar referências. Não é só timbragem ou mixagem que me refere à essa galera, mas construção de riffs, linhas vocais, etc. O que estou dizendo é que os caras também não são tããããõ originais assim… E que não acho que isso desqualifique o trabalho do artista, tanto que vários desses grupos estão crescendo. Concordo que o Revolution Saints não traz nada de novo, mas a ideia era essa mesma. Aliás, a idéia é de ser apenas 1 disco mesmo. Listas do jeito que a gente faz é muito difícil sair do senso comum. Porque como é por pontuação, vão sempre entrar aquelas bandas que a maioria aqui curte. E a afinidade da galera aqui se dá pelo heavy metal. E a maioria é da mesma geração. Então, ou se muda o método de seleção dos discos ou se conforma. Porque ler comentários do tipo em toda lista que se publica é desanimador.

  12. Diogo Maia de Carvalho disse:

    Definitivamente se eu tivesse que convencer alguém que a música de hoje é tão boa quanto antigamente eu não mostraria essa lista, pois mais parece uma seleção de discos de 20 anos atrás. Tem muita coisa boa como o Baroness que merecia ter entrado. Os melhores discos que escutei do ano passado são de HM, o problema não é a quase exclusividade do gênero presente aqui, a exceção de uns dois discos, mas sim da falta de originalidade. Todos esses álbuns tem características jurássicas, mesmo que a sonoridade não seja típica de um conjunto. Por exemplo o Europe, que é famoso pelo Hard farofa, fez um trabalho que lembra o Uriah Heep, ou seja, não é novidade. Acho que o único que se salva é o Ghost, que apesar de ter muitos detratores tem um som original, mesmo que seja influenciado pelo Occult Rock que nasceu lá nos anos 60.

    • Alisson Caetano disse:

      Exatamente o que comentei acima. Não adianta apontar um Black Star Riders ou Revolution Saints da vida como “essas são bandas novas, portanto a lista não é velha” , sendo que a primeira é o Thin Lizzy cuspido e escarrado e a segunda parece um disco de hard rock gravado nos anos 80 e que acabou engavetado e só lançado esse ano.

  13. Tiago disse:

    Quando eu vejo um comentário como: “Quando as bandas novas tomarem vergonha na cara e criarem algo realmente grande, diferenciado, competente e com qualidade assim como os “idosos de hoje” fizeram no passado o público vai dar a devida importância a eles…” chego a conclusão de que não adianta escrever uma tese acadêmica gigantesca. Com todo respeito, mas este pensamento de “tiozão de 60 anos” é o tipo de mentalidade que ‘mata’ o rock.

    Somente em janeiro deste ano eu vi uns 5 bons lançamentos. Hoje está muito fácil achar. Você entra no Allmusic na sexta-feira, você tem lista de lançamentos com críticas. Com o Spotify, você descobre o que está sendo mais ouvido em vários locais do mundo. Você vai em blogs, portais, tem uma penca de lançamentos. Não consigo entender, sinceramente.

    No mais, concordo em absoluto com Alisson e Diogo.

  14. Eduardo disse:

    vejo que o problema continua… “mimimi” de mais…

    Acredito que as pessoas que fizeram suas resenhas não são pesquisadores e sim apreciadores e colecionadores de músicas! Sendo assim, fiz a minha resenha pautada no “meu gosto pessoal” e o que costumo comprar para me divertir… não tenho como objetivo investigar e escarafunchar as atividades underground em busca do el dorado…

    tenho respeito e gosto muito das bandas “novas” assim como Ghost, Rival Sons, Dirty Sweet, Volbeat, Eclipse, Von Hertzer Brothers e muitas outras que fizeram algo diferenciado e competente!

    Tentei ouvir muito dos álbuns obscuros inseridos em algumas listas, confesso que a maioria deles achei um verdadeiro lixo e fiquei indignado por estes figurar na lista de melhores de 2015… mas, gosto é gosto, cada um tem o seu! E chega de mimimi…

    • Alisson Caetano disse:

      Mal tenho grana pra passar o mês, vou ter dinheiro pra comprar discos? E sim, sou apreciador de música, como todo mundo que está aqui. Queria algo diferente? E não, o mimimi deve continuar.

    • maironmachado disse:

      Isso aí, é preconceito de mais mi mi mi. A partir de hoje, vamos faze só popopo.

      • Davi Pascale disse:

        Aliás por falar de mi mi mi, popopo, não deixem de assistir a Band Folia. Parece que a Ivete Sangalo, o Carlinhos Brown, a Daniela Mercury e a Claudinha Leitte vão fazer uma homenagem ao novo rock. A música escolhida é do revolucionário Baroness. A banda que está tirando o sono do Steve Harris. Não deixem de assistir esse momento histórico na televisão brasileira. Baroness invadiu a Bahia. Se tudo der certo, vai virar disco: “Bahironess”.

        • maironmachado disse:

          Já viu o Carlinhos Brown ontem, com o Angra e o Sepultura, afirmando que o rock surgiu na Bahia? Que foi lá que foi inventada a distorção da guitarra por Dodô e Osmar? Eles tentando tocar We Will Rock You e no fim, acabando tocando “Anda com fé eu vou, que a fé não costuma falhar”? Pior que isso é real

    • Tiago disse:

      Se pessoas reclamam esperando mais, deve ser porque os próprios leitores reconhecem que o portal e seus consultores tem sim potencial e cacique para fazer algo melhor.
      Acho que isso deveria ser encarado como uma crítica construtiva do que um mero “mimimi”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *