Matérias mais acessadas da história do Consultoria do Rock: Julho de 2012

23 de Fevereiro, 2013 | por micaelmachado
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Durante os meses de janeiro e fevereiro, o blog estará de férias, por isto estaremos publicando novamente as matérias mais acessadas a cada mês nestes dois anos de Consultoria do Rock, sempre às terças, quintas e sábados. Chegamos ao mês de julho de 2012.

Em julho de 2012, foram publicadas quarenta matérias, sendo a mais acessada até o final de 2012 esta, por Micael Machado: Livro: Slash – Slash com Anthony Bozza [2008]

 

Por Micael Machado

“Este livro não é um desabafo… É apenas a história como a conheci”. A história de um garoto britânico chamado Saul Hudson que, ainda quase bebê, se mudou para os Estados Unidos e acabou se tornando Slash, um dos maiores guitarristas do mundo da música. Desde o encontro (e fulminante paixão) de seus pais até o lançamento do disco Libertad (2007), do Velvet Revolver, está tudo lá: o sexo, as drogas e o rock and roll aparecem em doses enormes com uma sinceridade e uma falta de pudores tal que parece que estamos sentados em um bar com o músico, ouvindo-o contar suas histórias entre os muitos drinques e cigarros…

O garotinho Saul Hudson

Claro que sua trajetória com o Guns And Roses ocupa a maior parte das quase 450 páginas desta autobiografia. Afinal, foi nesta banda que Slash encontrou fama e fortuna e também onde quase encontrou a morte por mais de uma vez. A história da banda, desde sua forma embrionária até sua chegada ao topo do mundo. Sua queda até o fundo do poço traz detalhes desconhecidos até para o fã mais “die hard”. Se o sucesso do grupo parece ter pegado Slash de surpresa, sua separação é retratada com uma grande riqueza de detalhes.

Depois de lermos o seu relato dos fatos, a triste constatação é que, se o Guns se despedaçou e deixou de ser uma das maiores bandas do mundo, a culpa é exclusivamente de Axl Rose que foi afastando seus comparsas (músicos, empresários, managers e pessoal de staff) até acabar ficando com este arremedo de banda que arrasta de um lado a outro do planeta.Nota-se muita mágoa de Slash ao falar de Axl. O que não ocorre quando ele relata a demissão de Steven Adler por abuso de drogas ou a saída de Izzy Stradlin da banda, segundo sua visão, por não aguentar mais os chiliques do temperamental vocalista. Fica claro o quanto ele tentou se manter no Guns o máximo de tempo possível, apesar dos estrelismos e “condições” impostas por Axl aos músicos da banda. Até que chegou um ponto em que tudo isto se tornou insustentável, até mesmo para ele!

Slash sobre o palco, com sua famosa cartola

Depois de lermos o livro, é impossível não se perguntar como um sujeito que raramente tinha sequer onde morar, que nunca teve um emprego “regular” por um longo período, que fugiu do colégio antes de completar o segundo grau, que roubava o que podia das mais diversas lojas (inclusive sua famosa cartola), que abusou (e muito) das drogas e que parece ter transado com metade da população de Los Angeles chegou a se tornar um ícone tão grande. A resposta, se sua música e talento já não bastassem, está nas páginas do livro: sua dedicação, empenho, convicção e amor pelo ato de tocar guitarra são superiores a todo o tipo de adversidade pela qual ele tenha passado. E, pode ter certeza, não foram poucas.

O guitarrista e sua mãe, que viria a falecer em 2009

Slash é leitura obrigatória para qualquer fã de Guns And Roses ou do guitarrista. Mas também é altamente indicado a todos aqueles que têm curiosidade de saber um pouco de como é a vida “fora do palco” no mundo da música. Um livro muito interessante e gostoso de ler. Como diz a capa: “parece exagerado. Mas não significa que não aconteceu”.



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