Por Leonardo Castro

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Com 17 discos lançados em aproximadamente 30 anos de carreira, o Overkill é uma das mais prolíficas e consistentes bandas do cenário thrash metal norte-americano. E ao contrário de outras bandas da sua geração, o grupo nunca ficou mais de três anos sem lançar um novo álbum, além de estar em turnê constantemente, mantendo uma regularidade impressionante em sua carreira.
Contudo, em uma carreira tão longa, é normal que haja oscilações, e entre clássicos como Taking Over [1987], Horrorscope [1991] e Killbox 13 [2004], a banda lançou alguns discos medianos, principalmente na segunda metade da última década. Entretanto, Ironbound, lançado em 2010, foi mais do que um retorno à forma, mas um dos melhores discos da carreira da banda e do ano no qual foi lançado. Assim sendo, quando o grupo anunciou que seu sucessor, intitulado The Electric Age, seria disponibilizado este ano, as expectativas se tornaram muito altas.
E felizmente, todas estas expectativas foram alcançadas com folga. Mantendo o estilo adotado no disco anterior, mais direto e com menos groove, mas apostando em uma sonoridade ainda mais oitentista, The Electric Age não decepciona, nem faz feio perante os outros grandes discos da carreira da banda. As duas primeiras faixas, “Come And Get It” e “Eletric Rattlesnake” seguem a linha de Ironbound, com diversos riffs com palhetadas abafadas, bases cavalgadas, diversos solos e muitas variações de andamento, como o Metallica costumava fazer nos tempos áureos… Vale ainda ressaltar o belíssimo trabalho de bateria de Ron Lipnicki e os solos e riffs de Dave Linsk, certamente o melhor guitarrista que passou pela banda desde a saída do fundador Bobby Gustafson, em 1990.
Bobby “Blitz”, Ron Lipnicki, Dave Linsk, DD Verni e Derek Taylor
 
Comparada às duas primeiras músicas, “Wish You Were Dead” é mais direta, sem tantas variações, e com uma latente influência punk, como a banda já apresentou diversas vezes. As faixas seguintes, apesar de terem estilos diferentes entre si, têm em comum o fato de remeterem o ouvinte diretamente à década de 80. “Black Daze” demonstra a importância do heavy metal tradicional no som do grupo, com um riff mais cadenciado que chega a lembrar o que a banda fez em músicas como “Fear His Name”, do álbum Taking Over, ou até “In My Darkest Hour”, do Megadeth. Já “Save Yourself” tem uma pegada thrash mais agressiva, onde o baixo de D.D. Verni brilha. Contudo, o principal destaque é “Drop The Hammer Down”, que é um deleite para os fãs mais de metal mais old school. Após um riff que lembra bandas clássicas esquecidas como o Nasty Savage ou Hallows’ Eve, a música cai em um andamento mais acelerado, e tem um grande trabalho de guitarra, com um solo estupendo no meio da faixa. Entretanto, é importante citar que apesar das composições remeterem aos anos 80, a produção do disco é moderna e excelente, e não tenta emular o que foi feito naquela época.
Outro destaque do disco é “Old Wounds, New Scars”, uma pedrada mais moderna que lembra o que a banda fez nos anos 90, principalmente no disco W.F.O., e que tem um dos melhores refrões do disco. Aliás, o disco inteiro é repleto de bons refrões, e a performance de Bobby “Blitz” Ellsworth em todas as faixas é excelente. “All Over But The Shouting” inicia com um riff a lá “Blackened”, do Metallica, e continua com um andamento destruidor até explodir em um refrão espetacular, e é uma das melhores músicas do disco. O álbum se encerra com “Good Night”, que começa com um dedilhado de guitarra e baixo e em seguida descamba para o thrash metal, mais uma vez com ótimos riffs de Dave Linsk e Derek Taylor, cheios de variações. Um belo encerramento para um grande disco.
Vale ainda ressaltar que The Electric Age também foi lançado em formato mediabook, uma espécie de digipack do tamanho do case de um dvd, mas que se abre horizontalmente, com um encarte expandido para este formato e um dvd bônus, com o making of do disco e uma entrevista com Bobby Blitz, onde ele fala sobre a composição e gravação do álbum e sobre a carreira da banda. Um interessantíssimo item para colecionadores e fanáticos pela banda.
Mediabook
 
Em resumo, The Electric Age confirma o bom momento que a banda iniciou com Ironbound, e para muitos até supera o que foi feito no álbum anterior. Certamente um dos melhores discos de thrash metal lançados neste ano, e obrigatório para os fãs do estilo. Quem dera outros “gigantes” do estilo continuassem lançando discos assim após tantos anos…
Track list
1. Come And Get
2. Electric Rattlesnake
3. Wish You Were Dead
4. Black Daze
5. Save Yourself
6. Drop The Hammer Down
7. 21st Century Man
8. Old Wounds, New Scars
9. All Over But The Shouting
10. Good Night

2 comentários

  1. leonardobandeira

    Disco fodasso, as 4 primeiras musicas são obras primas do Thrash, muito riff e muita variação de pegada, é bater cabeça até doer! Tenho a versão mediabook e apesar de ser lindo, achei mancada não ter o clipe de Eletric Rattlesnake ou algum video ao vivo, o conteudo do dvd é mto fraquinho.

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