Por Thiago Reis
Lançado em 2011 via Hellion Records, o álbum de estreia do Amaranthe traz fortes influências de Death Metal sueco e New Metal, com a característica de ter uma voz feminina e uma voz masculina no comando dos microfones. O grupo é formado por Elize Ryd (vocais), Andy (screams), Jake E (vocais), Olof Mörk (guitarra e teclado), Johan Andreassen (baixo) e Morten Lowe Sorensen (bateria). 
O álbum começa com “Leave Everything Behind” com muita energia, teclado em evidência e riffs bem característicos do estilo new metal. As mudanças de vocal (entre o scream e o limpo) trazem uma atmosfera mais dinâmica para a música. A faixa de abertura foi escolhida a dedo, pois aguça ainda mais a curiosidade do ouvinte para o que está por vir. 
Seguimos com um dos singles do álbum, que inclusive virou videoclipe. “Hunger” traz os mesmo elementos da faixa antecessora, sem muitas mudanças de andamento. O que chama a atenção é o refrão muito bem elaborado, o ouvinte pode cantar junto sem se esforçar muito. As guitarras são mais cruas com riffs mais diretos e solos mais curtos. O destaque vai para os vocalistas e as bases. 
“1.000.000 Lightyears” começa com a mesma troca vocais limpos/screams, imprimindo a dinâmica típica do New Metal. Alguns efeitos de voz também são usados, sem muito sucesso. Com certeza, a faixa anterior tem maior apelo e acessibilidade para os que não são fãs do estilo do que esta. 
Na sequencia, “Automatic”. Nela encontramos alguns elementos de música eletrônica e riffs bem parecidos com os das faixas anteriores. A estrutura de refrão é a mesma. Ou seja, vozes limpas se sobressaindo sobre os gritos de Andy. Vale ressaltar que o refrão tem a mesma fórmula de “Hunger” e deve ser um sucesso nas apresentações ao vivo. 
“My Transition” possui grande destaque para Andy e os vocais suaves de Elize. Quando chega o refrão, contudo, chega-se a conclusão de já ter ouvido esse formato antes. Percebemos que o disco girará em torno de uma fórmula e que dificilmente sairá dela. 

Foto divulgação da banda
Seguimos com “Amaranthine” que quebra um pouco o ritmo propositalmente, o disco já estava ficando enjoativo e sem novidades. Elize faz uma ótima performance com um piano ao fundo criando um clima de dramaticidade para a música, comprovado pelos vocais com um clima de choro, cortesia de Jake E. Logo após, Andy chega com os seus já conhecidos gritos e dá um pouco de ânimo para a música. A surpresa agradável fica por conta do solo de guitarra. O único que chama mais a atenção pelas harmonias e por casar de forma certeira com a proposta da música. Vale ressaltar que “Amaranthine” foi o segundo clipe lançado pelo sexteto. 
“Rain” é caracterizada pela volta da velha fórmula: riffs mais diretos crus, screams, vocais limpos e refrões melódicos. Algumas passagens são bem interessantes, principalmente nos vocais limpos, mostrando que a banda tem capacidade de fazer mais do que mostrou nas faixas anteriores. 
Continuamos com “Call Out My Name” que começa de uma maneira um pouco diferente com um teclado guiando os outros instrumentos. Segundos depois, Andy dita a velha fórmula de screams com a entrada de Elize nos vocais mais limpos e com os riffs mantendo a característica já citada. O que mais chama a atenção é o clima “dance music” no refrão, diferindo um pouco do resto do álbum. 
“Enter The Maze” possui como grande destaque o refrão. Parece ter sido composto para ser cantado pelos fãs que estão na platéia. No geral, a música é mais do mesmo. 
A décima faixa, “Director’s Cut”, tem um teclado parecido com o da música “Call out My Name”, mas os vocais demoram um pouco mais a entrar. Os riffs e a cozinha acompanham muito bem o teclado que dá espaço para os screams/cleans do trio de vocalistas, levando a um refrão já conhecido. Ou seja, a estrutura se repete novamente.
Seguimos com “Act of Desperation”. De cara, chama a atenção pelas boas viradas de bateria, saindo um pouco do usual e das viradas mais comuns. O restante da música tem um grande destaque para Elize com uma ótima interpretação das letras. 

Elize Ryd

A última faixa do play, “Serendipity” tem um começo mais tranquilo. Logo após aproximadamente 15 segundos, os riffs tomam conta da música. Andy aparece com gritos bem colocados, em partes escolhidas a dedo pela banda. No geral, a construção de “Serendipity” é a mesma da maioria das faixas.
Em suma, Amaranthe é feito na medida para fãs do estilo New Metal com uma pitada (bem pequena, diga-se de passagem) do Death Metal sueco. O disco não representa nenhuma novidade dentro do estilo, muito menos é um clássico. Mesmo assim, tem alguns aspectos positivos (que foram citados no texto). Os não fanáticos pelo estilo empregado podem passar longe já que – no começo, meio e fim do álbum – o estilo é o mesmo.
Tracklist 
1. Leave Everything Behind
2. Hunger
3. 1.000.000 Lightyears
4. Automatic
5. My Transition
6. Amaranthine
7. Rain
8. Call Out My Name
9. Enter The Maze
10. Director’s Cut
11. Act Of Desperation
12. Serendipity

1 comentário

  1. Davi Pascale

    Esse disco achei legazinho, mas realmente não é a banda mais original do planeta!

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