Accept – Stalingrad [2012]

16 de julho, 2012 | por leonardocastro
Resenha de Álbum
3


Por Leonardo Castro
Dois anos após o excelente Blood Of The Nations, que marcou o retorno do grupo de maneira definitiva e a estréia do novo vocalista Mark Tornillo, o Accept retorna com um novo álbum, Stalingrad. Graças ao sucesso do disco anterior e a grande aceitação que o novo vocalista teve em todo o mundo, as expectativas em torno deste lançamento eram enormes, e felizmente, foram todas alcançadas.
O disco abre com a ótima “Hung, Drawn and Quartered”, dona de um belíssimo riff de Wolf Hoffman e onde Mark Tornillo prova mais uma vez ter sido a escolha perfeita para substituir Udo Dirschneider, uma vez que sua voz não foge ao estilo de seu antecessor, mas ainda assim tem muita personalidade. A faixa-título vem em seguida, mais cadenciada e seguindo a linha de outros excelentes hinos que a banda compôs, como “Metal Heart”, e assim como esta, possui um grande refrão, backing vocals fortes e um belo solo de Wolf Hoffman. “Shadow Soldiers” é mais épica, e tem como destaque as lindas passagens de guitarra e o baixo de Peter Baltes. 
Slipcase da edição limitada de Stalingrad
O principal destaque do disco, contudo é a viciante “Revolution“, que tem todas as características que os fãs do Accept amam na banda: um grande riff de guitarra, andamento acelerado, backing vocals perfeitos, um refrão forte e um solo sensacional de Wolf Hoffman, além de uma performance inspirada de Tornillo. Sem dúvida alguma, “Revolution” tem tudo para se tornar um clássico da carreira do grupo e uma constante em suas apresentações ao vivo. Outros destaques do álbum são “Against The World”, as rápida “Flash To Bang Time” e “The Quick and The Dead”, e “Never Forget”, mais uma com um refrão inesquecível. O disco se encerra com “The Galley”, a faixa mais longa e arrastada do disco, e até por isso, um tanto cansativa.
Vale ressaltar ainda a ótima produção de Andy Sneap, que consegue soar moderna e manter a sonoridade dos álbums clássicos da banda. A temática das letras, baseadas no exército russo da Segunda Guerra Mundial, é outro destaque, fugindo um poucos dos clichês do estilo.
DVD Bônus – Official Bootleg
A edição limitada de Stalingrad traz ainda um DVD bônus, intitulado Official Bootleg, que traz cinco músicas ao vivo e dois videoclips. Entre as faixas ao vivo, as três primeiras, “Princess Of The Dawn”, “Pandemic” e “No Shelter” foram gravadas no festival Bang Your Head de 2011, enquanto as duas últimas, “Teutonic Terror” e “The Abyss”, no Masters Of Rock de 2010. Ainda que o som e a imagem do primeiro show sejam bem melhores que os do segundo, ambos fazem do DVD um bônus muito interessante para o disco. Por fim, temos os dois videoclips lançados para promover Blood Of The Nations,  “Teutonic Terror” e “Pandemic”, que foram bem divulgados quando lançados originalmente, mas com uma qualidade muito melhor do que se encontra na internet.
Em resumo, Stalingrad traz o Accept mais uma vez inspirado, mostrando que a nova encarnação da banda veio com tudo e para ficar. Ainda que Blood Of The Nations seja no geral um pouco mais forte e marcante, Stalingrad mantém o alto nível do disco anterior, e certamente não decepcionará os fãs da banda e de heavy metal clássico em geral.
Accept – Stalingrad [2012]
01. Hung, Drawn and Quartered
02. Stalingrad
03. Hellfire
04. Flash To Bang Time
05. Shadow Soldiers
06. Revolution
07. Against The World
08. Twist Of Fate
09. The Quick and The Dead
10. Never Forget
11. The Galley



3 Comentarios

  1. Carlos disse:

    Melhor disco de 2012 até agora, acho difícil ele perder esse posto até o fim do ano…
    Como vc bem citou Revolution tem tudo pra se tornar um clássico assim como Teutonic Terror do Blood Of The Nations, um riff animalesco aliado à um solo magistral de Hoffman,
    e que vocal é esse do Tornillo meu irmão?
    melhor dele no Accept…68
    que falta faz guitarristas como Hoffman, o cara faz do solo um complemento da música, e não um exibicionismo gratuito!!!

  2. Com certeza um grande disco; o que eu mais gosto nele é que todas as musicas possuem estruturas de riff e refrão diferentes uma das outras; todas mesmo! e isso é bem raro em discos de metal ein; minhas favoritas são Flash to Bang Time, Shadow Soldiers e The Galley. Unico pecado do disco foi abrir com Hung, Drawn and Quartered que é muito parecida com Beat the Bastards Down, só que bem pior…

  3. Igor Maxwel disse:

    Accept, a melhor banda da Alemanha (não os Scorpions). Com todo respeito ao Mark Tornillo, o baixinho Udo é insubstituível!

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