Melhores de 2011: por Igor Miranda

3 de janeiro, 2012 | por Mairon
Diversos
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Black Country Communion: Derek Sherinian, Joe Bonamassa, Jason Bonham e Glenn Hughes



Nesta primeira semana de janeiro, de segunda a sexta, diversos colaboradores da Consultoria do Rock estarão apresentando listas com suas preferências particulares envolvendo os novos álbuns de estúdio lançados em 2011. Cada redator tem a oportunidade de elaborar sua listagem conforme seus próprios critérios, escolhendo dez álbuns de destaque, além de uma surpresa e uma decepção (não necessariamente precisam ser discos). Conforme o desejo de cada um, existe também a possibilidade de incluir outros itens à seleção, como listas complementares, enriquecendo o processo e apresentando sugestões relacionadas ao ano que acabou de se encerrar. Como culminância do processo, no sábado, os dez álbuns mais citados serão compilados e receberão comentários de todos os colaboradores, não importando o teor das opiniões.


Nosso parceiro Igor Miranda, do blog Van do Halen, também nos deu a honra de participar com suas escolhas. Confiram:

Por Igor Miranda

Como de costume nos portais de Rock nessa época, os colunistas tentam expor os melhores álbuns lançados no ano. Meramente opinativa, a minha lista está organizada por ordem alfabética dos artistas/bandas.

Álbuns do ano
Alice Cooper – Welcome 2 My Nightmare

O melhor da discografia de Alice Cooper desde The Last Temptation, de 1994. Welcome 2 My Nightmare dá continuidade à história do clássico Welcome To My Nightmare, sucesso de 1975, com louvor. A reunião com Bob Ezrin enriqueceu bastante o álbum, pois essa dupla trabalha como poucas no Rock. O resultado não poderia ser ruim pois, além da dupla dinâmica, um timaço de músicos participou das gravações, com destaque para os ex-integrantes da Alice Cooper Band, como Michael Bruce, Dennis Dunaway, Neal Smith e Dick Wagner, entre outros.

Almah – Motion
Não dá pra entender a choradeira de Edu Falaschi que se tornou um viral no YouTube. O novo disco do Almah está tão bom que a repercussão atravessou o continente e rendeu concertos nas longínquas Europa e Ásia. Motion traz a pegada melódica que nunca faltou em trabalhos de Falaschi, mas com peso raro em composições do Angra e vocais mais adequados às suas limitações, que nasceu pra cantar Heavy Metal, não agudinho.

Black Country Communion – 2
O segundo disco do supergrupo Black Country Communion mostrou que agora tudo funciona como um grupo, de verdade. A química era notada desde sempre, mas 2 soa uníssono em se tratando de colaborações e funções de cada integrante. A influência zeppeliana aparece ainda mais, com o toque melódico competente desses verdadeiros peritos em seus instrumentos. Vale endossar que Glenn Hughes, no auge de seus 60 anos, dá um tapa na cara de vários trintões reclamões – vocalista (e muito), baixista, compositor e showman.

Chickenfoot – III

O mesmo caso do Black Country Communion aconteceu com o Chickenfoot. Também um supergrupo, o quarteto se mostrou mais direcionado em seu segundo álbum, ironicamente batizado de III. O Hard Rock suingado e descompromissado do grupo demonstrou maturidade principalmente por conta do guitarrista Joe Satriani, mais à vontade para destilar ótimos riffs e solos precisos. Esse disco provou, novamente, que Chad Smith é um dos melhores bateristas do Rock e que as vozes de Sammy Hagar e Michael Anthony, juntas, são imbatíveis.

Foo Fighters – Wasting Light
O primeiro disco do Foo Fighters a contar com três guitarristas é sensacional. A cada dez fãs da banda, onze concordam que Wasting Light é um dos melhores, senão o melhor, da discografia do grupo liderado por Dave Grohl. O disco soa mais pesado e visceral em sua totalidade, mas sem perder o approach radiofônico costumeiro da banda. Talvez esse seja o grande charme do álbum.

King Kobra – King Kobra
Ninguém esperava por uma volta definitiva do King Kobra em pleno século XXI. A banda, liderada pelo lendário baterista Carmine Appice, englobava todos os clichês da década de 1980, que ficou pra trás. A surpresa é que o quinteto voltou com a moral de antes, sem olhar para o passado – principalmente por conter a voz de Paul Shortino, novato nesse grupo mas muito experiente. A adesão de peso às composições grudentas do Kobra transformaram esse full-length em um dos melhores de 2011.

Megadeth – Th1rt3en
O primeiro com o baixista David Ellefson em 10 anos, Th1rt3en tem um clima de retrospectiva. É como se a velocidade dos primeiros álbuns, a complexidade melódica dos discos noventistas e o peso elementar dos mais recentes fossem parar num caldeirão para gerar essa pérola metálica. O Megadeth continua forte e pulsante e este novo full-length tem a soberba de um verdadeiro clássico.

Red Hot Chili Peppers – I’m With You
Após o jejum de cinco anos sem material novo e a segunda saída do guitarrista John Frusciante, o Red Hot Chili Peppers surpreendeu com I’m With You. Os mais apocalípticos aguardavam mudanças sonoras, como da primeira vez que Frusciante abandonou o barco, mas o novato Josh Klinghoffer – indicado pelo próprio antecessor – deu sangue novo à banda, que voltou ao Funk Rock que a consagrou e estava meio largado em “Stadium Arcadium”, de 2006. Músicas fenomenais permeiam o registro do início ao fim e só saudosismo exagerado impede o reconhecimento de que I’m With You é uma grande obra.
Ritchie Kotzen – 24 Hours
O gênio Richie Kotzen surpreende novamente com seu novo disco. Em 24 Hours, o músico simplesmente decidiu reinventar o seu jeito de tocar guitarra, largando a palheta para utilizar apenas os dedos. A mistura de Hard Rock, Pop, música negra norte-americana e guitar shredding ficou ainda melhor com essa ideia. Um dos melhores de sua extensa discografia, sem exageros.

Whitesnake – Forevermore
Com a adoção de maior influência do Blues Rock de seus primeiros discos, o Whitesnake apresentou um grande disco neste ano. Forevermore traz tudo que há de melhor na carreira da trupe de David Coverdale, desde a sua voz marcante e guitarras matadoras até as composições que, como de costume, abordam mulheres e relacionamentos. Menos farofeiro e mais conciso, o play supera seu antecessor com sobras.

A decepção

Sebastian Bach – Kicking and Screaming
Não é ruim, mas imaginava algo bem acima da média, no nível de Angel Down (2007). Esperava mais criatividade do tão falado novo guitarrista, Nick Sterling. Sebastian superestimou demais o álbum em entrevistas anteriores, e isso nem sempre é bom, pois cria uma expectativa muito grande.



3 Comentarios

  1. Thiago disse:

    ótima lista!! parece que concordamos em vários discos…como por exemplo almah, whitesnake, megadeth e black country communion…
    preciso correr atrás do disco do kotzen urgentemente!
    abração

  2. Silver disse:

    Ler um artigo que escrevo aqui na Consultoria é sempre um prazer, apesar de nunca comentar. 😛

    E sim, Thiago, precisa. Achei um discão, um dos melhores dessa lista pra mim.

    Abraços a todos!

  3. diogobizotto disse:

    Thiago, como eu escrevi no meu comentário a respeito do disco, "24 Hours" pode até não ser tão bom quanto "Peace Sign", só que o "problema" é que "Peace Sign" é bom demais, um arregaço, candidato a ser um dos cinco melhores discos na carreira de Richie Kotzen, lista encabeçada, na minha opinião, pelo mais que magnífico "Change".

    Concordo quanto ao novo álbum de Sebastian Bach ser uma decepção. Realmente parece que sua dependência de trabalhar com bons compositores ao seu lado limita as possibilidades em sua carreira. E, definitivamente, Nick Sterling não é nenhum Roy Z, muito menos um Rachel Bolan.

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