Discografias Comentadas – Black Sabbath [Parte 2: 1980 – 1995]

4 de dezembro, 2011 | por Mairon
Discografias Comentadas
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Por Thiago Reis (TR) e Mairon Machado (MM)
Nessa semana, o Consultoria do Rock traz a segunda parte da Discografia Comentada do Black Sabbath, percorrendo a trajetória desde a estreia de Ronnie James Dio nos vocais da banda, com Heaven and Hell, de 1980, até o último álbum de estúdio, Forbidden, lançado em 1995 e tendo como vocalista Tony Martin. Essa discografia foi realizada com a colaboração dos consultores Thiago Reis e Mairon Machado, e é uma bela sequência do material discutido pelo colega Pablo Ribeiro na primeira edição dessa Discografia Comentada especial.

A partir da saída de Ozzy Osbourne, o Black Sabbath encontrou um novo caminho para sua música. Mudando de formação como quem muda de roupa, o grupo manteve-se na ativa por mais 15 anos, lançando oito álbuns de estúdio e deixando para sempre pelo menos mais dois clássicos do heavy metal mundial, além de diversas histórias envolvendo o bigodudo Tony Iommi e os front-man Ian Gillan, Glenn Hughes, Ray Gillen e Ronnie James Dio, além da revelação de um talentoso vocalista: Tony Martin.

Voltamos então para o final da década de 70 …

Heaven and Hell [1980] (MM)

Depois da saída de Ozzy Osbourne, após a turnê de divulgação de Never Say Die, o posto de vocal do Black Sabbath foi assumido pelo baixinho Ronnie James Dio, que havia saído do Rainbow meses antes de ser chamado por Tony Iommi (guitarras). Junto com Bill Ward (bateria) e Geezer Butler (baixo), Dio e Iommi resgataram o lado pesado do Black Sabbath, que para muitos, havia sido perdido desde os tempos de Sabotage. Porém, não foi somente o som que mudou. As letras, com temáticas místicas e fabulosas, mudaram a concepção geral no som do Black Sabbath, som esse que adquiriu uma personalidade marcante, e vigente com predominância nos álbuns pós-Ozzy. O primeiro deles, Heaven and Hell, surpreendeu ao mundo pelo peso e pela fuga total em relação à fase Ozzy, e rapidamente tornou-se mais um grande clássico do grupo. Essencial em suas oito faixas, é um dos poucos (se não o único) disco que o fã-xiita da fase Ozzy reconhece o valor. Também, um disco que abre com a violência de “Neon Knights” não pode ser menosprezado. O baixo de Butler, em uma velocidade absurda, e a apresentação da voz de Dio ao heavy metal, são a porta de entrada para um mundo novo e apaixonante. Iommi exala sua capacidade de composição na linda “Children of the Sea”, com uma interpretação magistral de Dio, alternando momentos mais pesados (a parte da letra) e outros emocionantes, como o belo solo de Iommi, tendo a companhia dos teclados de Geoff Nicholls. “Lady Evil” é o momento Rainbow do álbum, bem diferente das duas primeiras e também sem peso, e o lado A encerra-se com a imortal faixa-título, onde qualquer prova da capacidade de Dio substituir Ozzy é jogada no lixo, pois o que o baixinho faz nessa canção não é pra qualquer um, além de Iommi eternizar um de seus principais riffs, ao lado do de “Iron Man” e “Paranoid”. No lado B, “Wishing Well” e “Walk Away” retornam os momentos amenos e sem grandes atrativos de “Lady Evil”, enquanto “Lonely is the World” resgata as alternâncias leves e pesadas de “Children of the Sea”, deixando as luzes para a melhor canção da fase Dio, “Die Young“, um petardo gigantesco, com um solo matador de Iommi, que desde a bela introdução com os teclados de Nicholls, surge imponente para ocupar seu espaço e mostrar que o Black Sabbath pode sobreviver sem a figura de Ozzy por detrás do microfone. Heaven and Hell é um dos melhores álbuns do grupo e do heavy metal, e se Paranoid é O DISCO da fase Ozzy a ser ouvido, o mesmo tem que ser dito a Heaven and Hell, o qual é obrigatório para qualquer um que queira dizer que gosta desse estilo.

Tony Iommi, Vinny Appice, Ronnie James Dio e Geezer Butler

Mob Rules [1981] (MM)

Bill Ward não conseguiu aguentar a pressão, e com vários problemas de saúde, acabou saindo. O novato Vinny Appice, irmão do lendário baterista Carmine Appice, assumiu o posto, dando origem a segunda principal formação da história do Black Sabbath, com Dio, Iommi, Butler e Appice. Esse time gravou a sequência de Heaven and Hell, batizada por Mob Rules. Não tão surpreendente quanto seu antecessor, esse álbum é ainda mais pesado do que ele, e resgata a chama experimental de Iommi. Apesar de começar calmo, através de “Turn Up the Night” e “Voodoo”, a épica “The Sign of the Southern Cross” apresenta realmente o álbum ao ouvinte, em seus quase oito viajantes minutos de duração, contando com pequenas experimentações nos teclados de Nicholls e no violão de Iommi, algo que ele não registrava há algum tempo e que é responsável pela emocionante introdução da canção, deixando para a guitarra despejar todo o peso necessário para destruir seu cérebro. O lado A encerra com as experimentações instrumentais de “E5150”, a qual virou canção de abertura da fase Dio, e a canção mais conhecida do álbum, a pesadíssima “Mob Rules“. O lado B é uma cópia do lado A, começando ameno através de “Country Girl” e “Slipping Away”, que mesmo lembrando os momenos amenos de Heaven and Hell, são ainda mais pesadas, e deixando novamente para a terceira faixa a pauleira, com a fantástica “Falling off the Edge of the World“, onde mais uma introdução totalmente diferente dá lugar a uma das canções mais pesadas e velozes da história do Black Sabbath. Mob Rules é concluído com “Over and Over”, uma canção que já dá mostras do futuro que o grupo iria ter dentro de alguns anos, e que só não foi adotado de imediato devido a uma inesperada mudança de formação.

Tanto Mob Rules quanto Heaven and Hell foram recentemente lançados no formato DELUXE. Nesse formato, Heaven and Hell ganhou um cd bônus com seis versões ao vivo de algumas de suas canções e uma versão mono de “Lady Evil”. Já a versão DELUXE de Mob Rules ganhou um segundo disco trazendo a apresentação na íntegra do Black Sabbath no Hammersmith Odeon, onde podemos conferir um pouco mais do talento que era Ronnie James Dio em cima do palco.

Geezer Butler, Ian Gillan, Bill Ward e Tony Iommi

Born Again [1983] (MM)

Em 1982, o Black Sabbath se preparou para lançar o primeiro ao vivo. Com sua formação consolidada em Dio, Appice, Iommi e Butler, era hora de mostrar que a lenha que o grupo estava queimando não era pouca. Porém, durante as mixagens do tal ao vivo, Dio e Iommi trocaram farpas, e assim, Live Evil foi lançado ainda aquele ano, e sendo além do primeiro disco ao vivo oficial do Black Sabbath (já que Live at Last foi lançado em 1981, mas não oficialmente pelo grupo), o derradeiro com Dio, que insatisfeito com os resultados finais de sua voz, pediu o boné, construindo o grande grupo Dio e levando para lá seu parceiro Appice. Butler e Iommi ficaram sozinhos, e a tendência era de o grupo acabar. Até que em uma noitada, um grande porre fez com que o Black Sabbath voltasse novamente. Nessa noitada, nada mais nada menos que Ian Gillan, o ex-vocalista do Deep Purple, e que estava completamente embriagado naquela noite, assumiu os vocais do grupo, mesmo sem ter noção da bronca que estava pegando. Para completar a formação, Bill Ward voltou para a bateria. O resultado: depois de muitas especulações do que a união de uma das maiores vozes dos anos setenta com uma das principais bandas da mesma década poderia gerar, eis que o mundo conhece Born Again. Lançado em 1983, é outro álbum essencial na discografia do Black Sabbath, e em alguns pontos, é muito similar à Heaven and Hell. Afinal, a apresentação de Gillan aos fãs do Sabbath é feita com a veloz “Trashed“, com um riff e levada muito parecidos ao de “Neon Knights”. As experimentações instrumentais de Nicholls, que praticamente é o quinto integrande do Sabbath, aparecem na vinheta “Stonehenge”, levando a sinistra “Disturbing the Priest”, malfadadamente utilizada como refrência para dizer que o grupo havia retornando aos temas satânicos, mas que não é condizente com a realidade. O lado A tem espaço para outra vinheta, “The Dark”, e conclui-se com a longa “Zero the Hero”, a qual em seu riff marcado e repetitivo da guitarra e do baixo, mesclado com os teclados de Nicholls, vai corroendo a mente do fã aos poucos, deixando para o lado B a redenção à Born Again. Se “Trashed” é a paulada que abre o disco, “Digital Bitch” é a paulada que abre o lado B, e não tem como não balançar a cabeça ao som dessa canção. A faixa-título é uma estranha balada pesada, que ainda hoje eu não consigo entender a mescla, e honestamente, é a mais fraca do disco. “Hot Line” é mais uma prova do fabuloso talento para criar riffs que Iommi tem, e também é o ponto onde vemos que Gillan estava com uma gana de cantar no disco, já que o que o homem grita não está no mapa. O disco encerra-se com “Keep it Warm”, complementando sem grandes destaques um bom álbum, que por algum tempo ficou relegado às moscas, mas que hoje tem seu lugar garantido (e merecido) no coração dos fãs do grupo. Particularmente, é o último grande disco de Gillan, que após a turnê de promoção de Born Again, aceitou o convite de retornar ao Deep Purple, fazendo com que mais uma vez, Iommi ficasse de mãos abanando, e pela primeira vez, sem a companhia de Geezer Butler. 

O relançamento DELUXE de Born Again apresentou uma canção inédita, “The Fallen”, juntamente de uma versão extendida de “Stonehenge” e nove faixas registradas no Monsters of Rock de 1983, onde o grupo, contando com Bev Bevan no lugar de Ward, que novamente sucumbiu ao álcool, fez uma belíssima apresentação.

Seventh Star [1986] (TR)
Após mais uma tentativa frustrada de reunir a formação original, durante o Live AID de 1985, Tony Iommi enxergava o Black Sabbath em uma situação nunca antes vista. Seu fiel parceiro, Geezer Butler abandona o barco, justamente pelas constantes trocas de formação e Bill Ward prometeu a si mesmo que só voltaria a tocar no Sabbath com a formação tendo Ozzy nos vocais (o que acabou não acontecendo, como veremos em breve). Além disso, Ozzy decidiu seguir sua carreira solo. Eis que Iommi resolve lançar um álbum solo. Porem, por imposição da gravadora, o trabalho que veio a seguir foi chamado de Seventh Star Featuring Tony Iommi o qual foi lançado sob o nome de Black Sabbath. Para a reformulação do Sabbath, Nicholls foi efetivado como membro oficial, e Iommi saiu em busca de novos músicos, recrutando músicos da importância de Eric Singer (bateria) e Dave “The Beast” Spitz (baixo). Agora a única peça do quebra-cabeça que faltava era a escolha de um vocalista. Primeiramente, Iommi pretendia chamar vários convidados, como David Coverdale, Rob Halford e Glenn Hughes. Mas a contribuição de Hughes foi tão satisfatória que Tony descartou os outros vocalistas e fez o álbum com apenas com o último. Seventh Star começa com um petardo chamado “In For The Kill”, com uma introdução de bateria que chama a atenção, e logo depois, um riff maravilhoso e energético. Uma ótima forma de iniciar um álbum, diga-se de passagem, e uma pena ela não ter sido tocada na turnê promocional de Seventh Star, e muito menos não ter ganhado um clipe. Seguimos com “No Stranger to Love”, uma balada bem blues, com ótima performance de Glenn Hughes e grandes solos de Tony Iommi. Essa sim foi a música escolhida para ter um clipe e sinceramente, não representa fielmente o Sabbath. Com certeza “In For The Kill” faria um papel melhor neste caso. “No Stranger to Love” representa a única participação de Gordon Copley (baixo) no álbum. Todas as outras faixas foram gravadas pelo já citado Dave  Spitz. “Turn to Stone” é outra música pesada, com mais uma introdução excepcional de Eric Singer e um riff bem característico de Iommi. A música chegou a ser executada em algumas datas da turnê, caindo muito bem no set list. A próxima faixa é uma das melhores instrumentais ao estilo Geoff Nicholls, que nos leva a um clima de viagem com os seus efeitos. “Sphinx (The Guardian)” nos guia até a melhor música do álbum, a faixa título, com seus riffs arrastados, lembrando muito o Sabbath dos anos 70, um refrão muito bem construído por Glenn Hughes e um solo acima da média de Tony Iommi. Essa foi uma das faixas de “Seventh Star” que foi tocada em todas as datas da turnê, e a resposta do público sempre foi muito positiva. “Danger Zone” é a próxima e também agrada muito, com ótimos vocais de Glenn Hughes, mais um bom riff de Tony Iommi e a cozinha fazendo o dever de casa. Mais um blues para continuar o álbum vem na forma de “Heart Like a Wheel”, com um dos melhores momentos de Iommi no álbum. Solos muito inspirados, um ótimo riff e a inspiração e bom gosto de sempre. Hughes faz seu melhor desempenho no álbum, com ótimas melodias nos vocais, e o baixo tem uma participação muito importante nesta faixa. Ponto positivo para Spitz, que segurou bem a onda em todo o álbum, já que é grande a responsabilidade em acompanhar o mestre Iommi. Em “Angry Heart” encontramos mais um riff bem cadenciado, que tem o poder de grudar na cabeça e um refrão muito bem feito. Encerramos o álbum com uma faixa muito sentimental e que o próprio Iommi escreveu. Se trata de “In Memory…”, em homenagem ao seu pai, que havia falecido há pouco tempo. Glenn tem uma atuação digna de nota, tentando transmitir toda a emoção que a letra representa para Tony. Uma maneira perfeita de se encerrar o álbum, mantendo o alto nível. 
Na turnê, fatos bizarros aconteceram. Glenn Hughes entrou em uma briga com um roadie da banda e acabou levando um soco no nariz que fez efeitos devastadores em sua voz. Além disso ele estava em uma época de uso alucinante de drogas. Suas performances no palco foram ficando cada vez piores e no quinto show da turnê, ele foi sacado da banda, dando lugar ao jovem Ray Gillen, o qual segurou o rojão muito bem e mostrou ao mundo sua potente e cativante voz. Tony Iommi ficou tão maravilhado com a voz de Ray, que imediatamente após o término da turnê de divulgação de Seventh Star, foram para o estúdio trabalhar em um novo álbum. 

A versão DELUXE desse álbum ganhou no cd bônus uma apresentação no Hammersmith Odeon em 2 de junho de 1986, com Gillen nos vocais, e também uma versão single para “No Stranger to Love”, sendo um bom registro para exaltar o talento de Gillen.

Eternal Idol [1987] (TR)
Confiante em ter achado a voz perfeita, Iommi e Cia. começam a gravação do álbum sucessor de Seventh Star. Mas como não poderia deixar de ser, as dificuldades começaram a aparecer logo no início das sessões de gravação. Spitz passava incontáveis horas no telefone com a namorada e não se concentrava no trabalho, sendo demitido em poucas semanas, e colocando em seu lugar Bob Daisley, que além de baixista, ajudou muito na composição das letras. Vendo que o Black Sabbath estava desmoronando, Gillen saiu após as gravações das primeiras demos, e quase na época de lançamento do CD nas lojas. Para não ver mais uma vez um disco novo nas prateleiras com um vocalista e na turnê um cantor completamente diferente, Iommi apagou a voz de Gillen da versão final do álbum, e teve que achar rapidamente um substituto. O nome dele é Tony Martin, que teve que aprender as músicas, as harmonias e as letras em apenas oito dias. O álbum começa com “The Shining”, que tem um dedilhado no começo muito bonito, e logo após, um riff bem pesado e criativo de Iommi. Nota-se também uma presença marcante de Geoff Nicholls e os seus mais do que característicos efeitos. “The Shining” se tornou um clássico da fase Tony Martin no Black Sabbath, e sempre foi uma das mais pedidas entre os fãs do vocalista. Falando em Tony Martin, o vocalista dá as caras logo no começo, mostrando um timbre único e uma técnica bem apurada. Seguimos com “Ancient Warrior”, cujo riff nos remete a algumas músicas de Mob Rules, e possui um clima bem denso contando com a ajuda mais uma vez de Geoff Nicholls. O refrão também é muito bem construído, e a faixa ganha ainda mais destaque nessa parte. “Hard Life to Love” é um típico Hard Rock do final dos anos 80, com um riff rápido adicionado a um vocal bem melódico e um refrão grudento. Realmente essa música não é de minhas preferidas no álbum, mas possui alguns momentos de destaque. Prosseguimos com “Glory Ride”, uma das melhores do disco, que inclusive foi destaque na turnê de divulgação do álbum. Energética, poderosa e bem construída, temos em “Glory Ride” uma amostra do que Tony Martin pode fazer. Realmente uma interpretação digna de nota. O alto nível do álbum segue com “Born To Lose”, que tem como ponto alto seu refrão e o excelente riff de Tony Iommi. Uma música que fica na cabeça, e que juntamente com “Glory Ride” e “The Shining” foram as músicas escolhidas para entrarem no set list dos show da turnê de divulgação do álbum. Já em “Nightmare”, temos um riff típico de Iommi, daqueles que quando escutamos identificamos na hora o compositor. A cozinha funcionou muito bem, com um ótimo desempenho de Singer e Daisley, e é justamente em “Nightmare” que encontramos o único registro de Ray Gillen na versão final do álbum, onde ele solta risadas bem satânicas em certas partes da música. Continuamos com “Scalet Pimpernel”, um ótimo momento de inspiração do mestre Iommi, com muito bom gosto e que resultou em uma dos melhores dedilhados de sua carreira. O peso volta com “Lost Forever”, que conta com um riff pesado, rápido e cativante. Todos os membros da banda se destacam e a conseqeência é que “Lost Forever” figura entre as melhores faixas do disco. Mas o melhor está reservado para o final. A faixa-título é densa, envolvente, pesada, possui ótimos riffs e um Tony Martin ainda mais inspirado. “Eternal Idol” é simplesmente uma das melhores músicas da fase 87-95 do Sabbath. Essa música se equipara ao clima sombrio de grandes clássicos dos anos 70 e 80, como “Black Sabbath” e “The Sign of The Southern Cross” de Black Sabbath e Mob Rules, respectivamente. 
Na turnê, mais problemas para Tony Iommi, já que ele teve que substituir Eric Singer e Bob Daisley por Terry Chimes e Jô Burt, respectivamente. A turnê em si foi um fracasso, tendo inclusive uma data no Hammersmith Apollo cancelada pela péssima venda de ingressos. Iommi precisava de mudanças drásticas no gerenciamento da banda e na formação da mesma para conseguir prosseguir. O álbum recebe uma versão DELUXE, trazendo no segundo CD a versão com a voz de Gillen. Mais um interessante registro de uma das melhores vozes a passar pelo grupo.

Headless Cross [1989] (TR)
A única alternativa que Iommi tinha para continuar com o Black Sabbath era mudar o gerenciamento e contratar nomes de peso para passar credibilidade para o seu público. E foi justamente o que ele fez. Junto de Geoff Nicholls, tratou de recrutar Cozy Powell (bateria) para juntos, reerguerem o nome do Black Sabbath. Para ajudar no gerenciamento, Iommi saiu da Warner Bros e migrou para a IRS Records, que deu todo o aval para a composição de um álbum que fizesse com que o Sabbath literalmente ressurgisse das cinzas. Antes de saírem tentando contratar outro vocalista, tomaram a sábia decisão de manter Tony Martin no posto, já que ele mostrou bastante serviço durante as gravações de The Eternal Idol e na própria tour, garantindo assim a sua permanência por mais um álbum. O baixo ficou a cargo do habilidoso Laurence Cottle, que trabalhou com Eric Clapton, Forcefield, entre muitos outros. O álbum começa com uma típica faixa intro de Nicholls, chamada “The Gates of Hell”, que nos faz sentir literalmente nos portões do inferno, de tão sombria que é. Depois, uma das introduções de bateria mais famosas da discografia do Black Sabbath ecoa nos amplificadores. Um verdadeiro clássico surge, sob o nome de “Headless Cross”. Com riffs poderosos, as batidas ferozes de Cozy, o vocal envolvente de Martin e os efeitos ainda mais sombrios de Nicholls nos teclados, brindam o ouvinte com a música mais famosa dessa fase da banda. “Headless Cross” foi tocada em todos os shows do Black Sabbath entre os anos de 89 e 95, excluindo-se claro o ano de 92, que marcou a volta de Dio aos vocais. O álbum continua despejando clássicos com “Devil and Daughter”, que marca uma das melhores interpretações de Martin. Basta escutar o refrão e ver que o destaque total para essa música vai para o vocalista, que realmente estava inspirado quando gravou uma das melhores faixas do álbum. O alto nível continua com a faixa seguinte, “When Death Calls”, que tem uma linda introdução de baixo fretless, cortesia de Cottle, e um acompanhamento não menos brilhante de Nicholls. Vale ressaltar que tivemos um convidado ilustre no solo de guitarra de “When Death Calls”. Nada mais nada menos do que Brian May, que deu um brilho ainda maior para a música. “Kill in The Spirit World” é a próxima, e dá uma esfriada nos ânimos, mesmo tendo um bom riff e uma “cozinha” muito bem formulada. “Call of The Wild” dá prosseguimento ao álbum com um estilo bem AOR, e com uma veia Hard Rock do final dos anos 80. Martin faz ótimas linhas vocais nessa música, e mais uma vez, Powell dita o ritmo com a sua precisão bem característica. “Black Moon” é a próxima, e traz um riff bem pesado e denso. Essa canção foi originalmente lançada como B-side do single “The Shining”, do álbum anterior. “Nightwing” vem para mostrar a versatilidade de Iommi, tanto nos vários solos que a música possui, quanto na maravilhosa introdução, com um dedilhado que chama a atenção logo na primeira audição. Martin fez um excelente trabalho nesta música, ainda mais se considerarmos que ele cantou a música em apenas um único take. Para a turnê de suporte ao disco, foi recrutado para o baixo o fiel companheiro de Powell em tantas outras bandas, Neil Murray. A banda estava mais do que forte e preparada para os desafios e a consequência disso foi o sucesso em países como Alemanha, Suécia, Áustria, Rússia e Itália. Merece destaque as mais de vinte datas em território russo, que fez com que a popularidade da fase Tony Martin naquelas terras subisse muito. Infelizmente o álbum não teve o mesmo sucesso na terra do Tio Sam, e isso botava uma pulga atrás da orelha em Iommi. 

Tony Iommi, Cozy Powell, Tony Martin e Neil Murray
TYR [1990] (TR)
Depois de uma extensa turnê, o Black Sabbath volta ao estúdio com a mesma formação da turnê anterior pela primeira vez desde 80/81. Como resultado, um álbum poderoso, épico e com uma temática lírica muito mais madura por parte de Martin. Começamos logo com um clássico, a épica “Anno Mundi”. Desde os corais no começo cantando em latim, até o dedilhado que lembra um pouco “Children of the Sea”, e o vocal ainda mais poderoso de Martin, mostrando para que o Sabbath veio. Além disso, temos Nicholls fazendo um papel central, com suas partes de órgão mais do que presentes em certos momentos. A próxima faixa é “The Lawmaker”, com um riff bem rápido, uma bateria muito bem executada por Cozy Powell, e diga-se de passagem, cobrindo o baixo na mixagem (único defeito do disco). Não é por acaso que a produção de Headless Cross e TYR foi assinada por Iommi e Powell. “Jerusalem” é melódica, possui um riff grudento, e um refrão que funciona bem. Ótima receita para uma boa música. A seguir vem uma verdadeira pérola, simplesmente uma das melhores músicas de todo o catálogo do Black Sabbath. “The Sabbath Stones” possui ótimos riffs, linhas extraordinárias de baixo (cortesia de Murray) e um dos vocais mais bem executados que já vi em toda a minha vida. Martin conseguiu subir o nível, o que parecia impossível após músicas como “Devil and Daughter”, “When Death Calls” e “Nightwing”. “The Sabbath Stones” é um verdadeiro épico escondido na rica discografia do Black Sabbath. A próxima faixa dá ínicio a uma trilogia nunca antes feita na discografia da banda. “The Battle of TYR” nos dá a impressão de estarmos em uma batalha, nos brindando com climas sombrios e com o toque de qualidade Geoff Nicholls de introduções. Logo após, “Odin’s Court”, uma linda faixa acústica, que mostra a criatividade de Iommi e o poder da voz de Martin. Tudo isso é um preparativo para “Valhalla”, uma das mais pesadas do disco, com ótimas variações de riffs e a cozinha mais do que entrosada. A próxima faixa é literalmente um peixe fora d’água. “Feels Good To Me” não tem nada a ver com o resto do disco. Apenas uma tentativa frustrada de compor um hit Single. Mesmo assim, a faixa tem alguns bons momentos, mas nada que se compare com músicas como “Anno Mundi” e “The Sabbath Stones”. Como curiosidade, “Feels Good To Me” foi tocada apenas uma vez na turnê, justamente na primeira data da “TYR Tour”, em Wolverhampton, na Inglaterra. O álbum termina com mais uma música onde praticamente só escutamos a bateria. “Heaven in Black” possui destaque total para Powell, que nos brinda com uma introdução feroz e marcante. Mas no resto da música nada chama muito a atenção. A popularidade da fase Tony Martin crescia cada vez mais e mais na Europa, e principalmente nos países já citados, mas infelizmente nos EUA e Canadá nada acontecia para o Black Sabbath. Tanto que na “TYR Tour” não tivemos nenhuma data na América do Norte. Como Iommi buscava sua popularidade de volta na América, a solução encontrada foi a volta de Ronnie James Dio aos vocais do Black Sabbath. 

Dehumanizer [1992] (MM)

Dois anos depois, o mundo surpreendia-se com o retorno de Dio aos vocais do Black Sabbath. Além disso, o retorno de Appice e Butler animavam o mundo do heavy metal. Apesar de todo o sucesso da era Martin na europa, era inegável que o carisma do vocalista não agradava aos fãs xiitas da fase Ozzy, que estava prestes a se “aposentar” pela primeira vez. Dio, depois de quase 10 anos em uma bem sucedida carreira solo, trouxe o nome Black Sabbath à tona novamente, com um disco sensacional e uma turnê mundial que arrecadou novos fãs para o grupo (eu inclusive). A estranha introdução de “Computer God” é uma pequena prévia do que está por vir. Os barulhos iniciais, puxando um riff pesadíssimo, traz a voz do Dio, e o saudosismo acaba com uma das melhores canções da era Dio. Além disso, a temática das letras, voltada para uma realidade do mundo, e não para temas fictícios, dão sinais de que todas as modificações de formação do grupo fizeram com que a adaptação aos anos 90 caissem de forma simples no colo e nos riffs de Iommi. “After All (The Dead” mantém o peso de “Computer God”, levando a outra pérola, chamada “Tv Crimes”, a qual retrata com precisão e forte crítica ao sensacionalismo da televisão. “Letters from Earth” acaba passando despercebida entre a grandiosidade de “Tv Crimes” e a genialidade de “Master of Insanity”, outra forte candidata a figurar entre as melhores canções da era Dio, tendo em seu riff o principal destaque. O lado B é muito similar ao lado B de Heaven and Hell, abrindo com “Time Machine”, uma bonita canção, que carregada pelo peso de Butler e Iommi, guarda para o grudento refrão seu ponto de maior destaque. A diferença é que em Dehumanizer não há espaço para canções amenas, e o disco segue com a soturna “Sins of the Father”, a mais arrepiante canção já gravada por Ronnie Dio. A balada doom “Too Late”, preenche com méritos os minutos que separam “Sins of the Father” daquela canção que eu considero a melhor canção do Black Sabbath pós-Ozzy. Com o simples nome de “I“, não há nada que possa ser comparada a essa paulada. Talvez “Die Young” se aproxime dela, mas o wah-wah carregado de distorção na introdução, a avalanche sonora do baixo de Butler e Ward, e a magnífica interpretação vocal de Dio, fazem com que os fãs de Ozzy fiquem batendo cabeça dizendo “eu não posso estar gostando disso”, e os fãs de Martin ajoelhem-se em tributo ao mestre Dio. O álbum encerra-se com “Buried Alive”, outra grande canção de mais um grande álbum do grupo. Particularmente, considero esse o melhor álbum da fase Dio. Ele foi o primeiro disco do grupo que ouvi na íntegra, e foi graças a ele que eu descobri o som do Black Sabbath, pois com certeza, se Dehumanizer não tivesse sido lançado, certamente eu jamais teria ouvido aquele programa da Rádio Atlântida no dia 01 de julho de 1992, me tornando um viciado pela banda a partir de então.

A edição em CD conta com um bônus, que é a versão alternativa de “Time Machine“, a qual foi lançada originalmente na trilha do filme Wayne’s World. O relançamento DELUXE trouxe todas as canções do LP original e um cd bônus, onde além da versão alternativa de “Time Machine”, encontra-se versões alternativas para “Master of Insanity” e “Letters From Earth”, além de cinco canções gravadas ao vivo na Flórida em julho de 1992. Porém, Ozzy anunciou sua turnê de despedida, apresentando-se no último show da turnê ao lado de Iommi, Ward e Butler, levando ao pedido de demissão por parte de Dio (que obviamente não aceitou o que chamou de “traição”) e culminando com o fim do Black Sabbath. Apesar da lamentável situação, esse breve período deixou para a posteridade um belíssimo álbum. Mas, se você acha que finalmente Ozzy tinha feito as pazes e voltado para o Black Sabbath, está totalmente enganado. Ele voltou para sua carreira solo, e Iommi, pela décima quinta vez (exagerando, óbvio) viu-se novamente sozinho, carregando o nome Black Sabbath nas costas. 

Cross Purposes [1994] (TR)

Com a saída de Dio e a reunião com Ozzy não dando certo, a escolha natural de Iommi e Geezer foi pela volta de Tony Martin aos vocais. Para completar o line up, Bobby Rondinelli foi recrutado para completar a “cozinha” e gravar o próximo álbum. A faixa de abertura do novo álbum, batizado de Cross Purposes, é “I Witness”, e foi a escolha perfeita, pois é uma música poderosa, pesada, com ótimos riffs e a abordagem lírica de Tony Martin ficando cada vez melhor. “Cross of Thorns” é mais uma faixa bem sombria, com ótimos vocais de Tony, um refrão acima da média e um solo mais do que perfeito de Iommi. “Cross of Thorns” é de fato um dos clássicos da fase Martin e merece todo o destaque. O que mais chama a atenção em “Psychophobia” são os riffs rápidos de Iommi e a pegada mais do que precisa de Rondinelli. Essa é outra faixa que funcionou muito bem ao vivo, e mostra claramente as intenções do Sabbath, comparado a álbuns como Headless Cross e TYR. Em Cross Purposes vemos temas mais atuais sendo abordados, seguindo a linha de Dehumanizer, enquanto que nos dois álbuns citados, aspectos históricos eram o centro das atenções. O clássico doom metal do Sabbath volta à tona com “Virtual Death”. Densa, pesada, com uma linha de baixo que só Geezer sabe fazer e envolvente, “Virtual Death” é mais um ponto alto do disco. “Immaculate Deception” tem uma levada bem legal, mas o ápice da música é no refrão, quando Martin tem um grande desempenho. Não é a melhor música do disco, mas cumpre bem o seu papel. Foi executada na parte americana da turnê e para a perna europeia foi retirada em favor de “Anno Mundi”. “Dying For Love” tem uma linda introdução, com o solo de guitarra de Iommi e o teclado de Geoff ditando o ritmo. Uma faixa realmente muito emocionante e um dos pontos altos do disco, tanto pelos vocais, quanto pelos belíssimos solos. Continuamos com “Back to Eden”, que é bem animada, revigorante e merecia ter sido incluída no set list da turnê. A música de divulgação do álbum, que inclusive ganhou um clipe, é a próxima faixa, chamada “The Hand That Rocks The Cradle”, que tem uma ótima introdução, cortesia de Nicholls e Martin. Mas por algum motivo que não sabemos, mesmo sendo a faixa de divulgação do álbum, e tendo maior circulação na TV, acabou ficando de fora do set list da turnê. “Cardinal Sin” é a próxima, e apresenta um riff grudento, e mais uma boa linha de baixo de Butler, mas é uma música que além das já citadas qualidades não apresenta nada demais. O álbum se encerra com “Evil Eye”, que tem solos acima da média, riffs magníficos e um refrão que fica na cabeça. Essa é outra faixa que poderia figurar nos set lists da turnê. A versão japonesa ainda conta com “What’s The Use?”, simplesmente uma das melhores faixas de todo o disco, e que poderia muito bem estar na versão que foi veiculada para o resto do mundo. Uma introdução de muito bom gosto de Bobby, um riff bem pesado de Iommi e linhas vocais muito bem feitas por Tony Martin. 

Após mais um desentendimento entre Iommi e Geezer, o guitarrista se vê praticamente sozinho, e dessa vez é obrigado a recrutar a formação que gravou o álbum TYR
Forbidden [1995] (TR)

Este álbum já foi resenhado por mim aqui no Consultoria. Se quiser conferir, é só clicar no link a seguir. Este com certeza é o mais odiado entre os fãs e o menos conhecido entre os simpatizantes da banda. Forbidden foi concebido com a ideia de voltar às raízes dos primeiros álbuns, com um tempo pequeno de estúdio e tudo meio que improvisado. Iommi estava em compasso de espera para uma reunião com a formação original, o que acabaria acontecendo dois anos mais tarde. Isso refletiu nas letras de Martin, que se tornaram de cunho mais pessoal. A produção a cargo de Ernie C, e, juntamente com a participação do rapper Ice-T, contribui para a decepção dos fãs. O álbum começa com a faixa “Illusion of Power”, que tem um riff poderoso de Iommi, um acompanhamento sempre competente da cozinha Powell/Murray. Temos aqui uma pequena participação de Ice-T no meio da música, que não compromete em nada. Seguimos com o single do álbum, “Get a Grip”, que inclusive ganhou um videoclipe. Temos aqui um riff bem grudento e um refrão que fica na cabeça, mas com certeza não seria minha escolha de single para promover o álbum. A terceira faixa, “Can’t Get Close Enough”, começa com um dedilhado de Iommi, um vocal bem legal de Martin encaixando com a melodia e depois segue com um riff que é a espinha dorsal da música até o fim. Continuamos com “Shaking Off the Chains”, que nunca foi um destaque para mim. Não gostei muito dos vocais de Martin nela, e o baixo não aparece muito. Fica registrado o riff bem legal que a música possui. “I Won’t Cry For You” é o grande destaque do álbum, começando com uma condução de teclado e baixo e trazendo um vocal meio rasgado de Tony, além do grudento refrão. Uma das melhores faixas do álbum, com certeza. A próxima é “Guilty as Hell”, que sinceramente não sei o que faz aqui. Não consigo gostar de nada nela, e com toda humildade, nada se salva. “Sick and Tired” é a próxima, e me dá arrepios sempre que a ouço. Grande blues, criado pelo mestre Iommi e pela excelente cozinha Powell/Murray. Vários solos magníficos. A seguir, temos a faixa que deveria ter sido o single do álbum. “Rusty Angels” possui todos os predicados para isso. De simples assimilação, riff bem grudento, uma parte lenta no meio, com um dedilhado muito bem feito, um solo bem inspirado do mestre Iommi e uma bela participação de Martin fazem com que “Rusty Angels” seja uma de minhas favoritas no álbum A faixa-título possui mais um riff de destaque de Iommi, e um segundo riff no refrão que podemos cantar junto facilmente. O final é em grande estilo, com “Kiss of Death”, que também entra fácil no meu Top 10 de todos os tempos do Black Sabbath. Gosto muito da letra, que mostra um Martin revoltado com toda a situação de entra-e-sai da banda, e realmente conseguiu retratar bem a situação. Possui um dos riffs mais poderosos que Iommi já compôs, junto com um dos melhores refrões que já ouvi em minha vida. Mas, depois da turnê de divulgação de Forbidden, Iommi anunciou mais uma  reunião com Ozzy Osbourne, chamando também Butler e Ward. O resultado foi o álbum ao vivo Reunion (1998), que apresentou duas canções inéditas (“Selling in My Soul” e “Psycho Man”), juntamente com a participação do Black Sabbath em várias edições do festival itinerante OzzFest, porém sem lançar material novo.

Reunion foi o último registro oficial do Black Sabbath. Depois disso, vieram o ao vivo Past Lives (2002), trazendo apresentações do grupo na era Ozzy, e cujo CD 1 é a mesma versão lançada em 1981 como Live at Last, finalmente oficializado, e diversas coletâneas lançadas nos últimos anos. Uma delas, The Dio Years (2007), culminou com o retorno da segunda formação clássica do Black Sabbath, tendo Iommi, Appice, Butler e Dio. Nesse álbum estão presentes três canções inéditas: “The Devil Cried“, “Shadow of the Wind” e “Ear in the Wall”, levando ao nascimento do grupo Heaven & Hell, o qual contava com o mesmo quarteto. Assim, foi feita a turnê de divulgação de The Dio Years, gerando o ao vivo Live from Radio City Music Hall (2007) e, na sequência, o fundamental álbum de estúdio The Devil You Know (2009) e o ao vivo Neon Nights: 30 Years of Heaven & Hell (2010). Dio faleceu em 16 de maio de 2010, e o Heaven & Hell acabou com suas atividades.

Anúncio do retorno da formação clássica, no dia 11/11/11:
Bill Ward, Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e o produtor Rick Rubin
O anúncio do retorno da formação clássica no último dia 11 de novembro atiçou os ânimos dos fãs do Black Sabbath, que esperam ansiosamente em todo o planeta pela turnê mundial programada para o ano que vem, contando com Ozzy, Iommi, Butler e Ward, além da possibilidade do lançamento de um disco de inéditas. É aguardar para ver, pois vindo de Iommi e cia., certamente sempre se pode esperar um material no mínimo suficiente para ser considerado essencial.



4 Comentarios

  1. Pablo Ribeiro disse:

    Excelente, Thiago e Mairon! Parabéns pelo texto.

  2. Thiago disse:

    Grande Mairon!!!
    Ótimo texto, como de costume!
    E só uma coisa…o solo da música "Born Again" é demais!!!
    e Iommi estava endiabrado neste play, diga-se de passagem!
    Vlw pela edição e acréscimo de algumas partes.

    abrasss

  3. jantchc disse:

    gostei muito desta discografia comentada..

    Black sabbath é demais..

    não sei como vai ser esse disco novo, mas TODOS os antigos foram fodas, (menos o Technical Ecstasy, q é muito ruinzinho)..

    parabens pelo texto…

  4. Rafael Costa Sanches disse:

    Eu acredito que o Sabbath seja uma das poucas bandas de Rock que têm em sua discografia com mais de 10 discos de alto nível. Da fase Ozzy, do primeiro até o Sabotage, são todos fora de série. A fase Dio, apesar de alguns ainda torcerem o nariz, com exceção do razoável “The devil you know” (que conta com a clássica Bible Black), todos são ótimos. O projeto maluco com o Ian Gillan rendeu a pedrada “Born again”, um dos discos mais criativos dentro do cenário metal dos anos 80.
    Acho importante ressaltar, após mais de 3 anos de seu lançamento, que o 13 é um disco de audição fundamental dentro da carreira da banda. Um álbum com faixas como “Loner”, “Age of Reason” e “God is dead” não pode ser colocado na vala comum de discos razoáveis que as bandas mais “classicas” lançaram.

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