Por Mairon Machado
A briga entre Brasil e Argentina não se restringe apenas ao futebol. Outros esportes, mulheres bonitas, cultura… Enfim, tudo é motivo para comparações entre os dois países. No mundo da música não é diferente. No final da década de 60 e no início dos 70 os países possuíam diversas bandas que disputavam palmo a palmo o posto de melhor banda de rock da América do Sul. Um exemplo claro e direto: se o Brasil tinha Mutantes, a Argentina tinha Pescado Rabioso, e, se dos Mutantes Arnaldo saiu para fazer Lóki! (1974), considerado por muitos o melhor e mais ousado disco do rock nacional, o Pescado tinha Luis Alberto Spinetta, que lançou aquele que é considerado o melhor e mais ousado disco do rock argentino, Artaud.
O Pescado Rabioso nasceu em 1971, a partir da ideia do guitarrista e vocalista Luis Alberto Spinetta. Nascido em 23 de janeiro de 1950, no bairro de Belgrano, em Buenos Aires, Spinetta aprendeu a tocar guitarra ouvindo as grandes bandas da invasão britânica, além de tango, música nativista argentina e boleros. 
Almendra, com Spinetta acima (centro)

Com 17 anos, Spinetta formou, ao lado de seus colegas do Instituto San Román, Edelmiro Molinari (guitarra, voz), Emilio del Guercio (baixo, voz) e Rodolfo García (bateria), o Almendra, uma das principais bandas do final dos anos 60 na Argentina, ao lado do grupo Los Gatos, e que lançou apenas dois álbuns, Almendra (1969) e Almendra II (1970), ambos cultuadíssimos, e que devem ser ouvidos com muita atenção, principalmente pela inovação de composição das canções com letras em espanhol.

A essencial estreia do Almendra
Spinetta desmanchou o Almendra e foi para a Europa, em busca de maturidade e de um ambiente musical propício para inovações e aprendizado. Nessa época, crescia a opressão ditatorial na Argentina, e Spinetta viu tudo acontecer de longe. Porém, voltou para Buenos Aires em 1971, e com novas visões musicais, criou o Pescado Rabioso, em outubro do mesmo ano. Um excelente grupo de hard rock, com letras pregando contra a violência que crescia no país e também contra os problemas dos hermanos em relação a saúde, habitação e educação.
Spinetta, Amaya e Bocón
A formação inicial do Pescado Rabioso era Spinetta, Black Amaya (bateria) e Osvaldo “Bocón” Frascino (baixo, voz). Black Amaya havia participado do grupo Las Piedras, especializado em covers dos Rolling Stones, e também tocou com o cantor Mario Roger, Las Medias Negra e Billy Bond. Foi tocando com Billy que Amaya conheceu Spinetta, já que Billy frequentemente abria os shows do Almendra no famoso clube La Cueva de Once. Black ainda passou pelo La Pesada del Rock and Roll e pelo Pappo’s Blues, antes de juntar-se ao Pescado Rabioso.
Já Bocón trabalhava no La Cueva, e vez por outra participava das jams organizadas no palco do clube. Lá conheceu Spinetta e Amaya, e quando Spinetta voltou da europa, logo pensou no seu amigo de farra para acompanhá-lo no novo projeto. Antes disso, Bocón teve uma rápida passagem pelos grupos Engranaje, ao lado de Pappo (guitarra), Tito La Rosa (guitarra e voz, depois membro do La Máquina de Hacer Pajaros) e Droopy Gianello (bateria, tocou no grupo Arco Iris).
A primeira apresentação do Pescado Rabioso foi em 5 de maio de 1972, no Teatro Metro, antes de participar do Festival Buenos Aires Rock II e fazerem diversas apresentações por Buenos Aires e La Plata. No mês seguinte, tocam diante de 1200 pessoas no teatro Atlantic, onde conseguem um contrato com a gravadora Microfón para a gravação do primeiro LP.
O primeiro disco do Pescado Rabioso

Desatormentándonos, lançado em outubro de 72, marcou a estreia nos estúdios Phonalex da Microfón, e é uma pedrada com destaque para as longas peças “El jardinero (temprano amaneció)” e “Serpiente (viaja por la sal)”. Neste disco, participa o tecladista convidado Carlos Cutaia, que havia participado do grupo El Huevo, ao lado de Miguel Abuelo e Pomo Lorenzo.

Pescado Rabioso, na formação de seu segundo disco (Spinetta à esquerda)
Ao término da gravação de Desatormentándonos, Cutaia foi efetivado como membro do Pescado Rabioso, e David Lebón (baterista do grupo Color Humano) substituiu Bocón no baixo. Ainda nesse ano, o grupo participa do filme Hasta que se Ponga el Sol, dirigido por Aníbal Uset, onde apresentam as canções “Post-crucifixión” e “Despiértate Nena”, onde Spinetta aparece com uma sirene nas costas, e em novembro voltam para os estúdios Phonalex, de onde saem em fevereiro de 1973 com o álbum duplo Pescado 2, considerado pela imprensa argentina como um dos 100 melhores álbuns da história do rock argentino, na décima nona posição.

Pescado 2, um dos melhores álbuns do rock argentino
Logo após o lançamento de Pescado 2, o grupo se dissolveu por problemas internos e com a gravadora, que praticamente faliu para conseguir produzir o LP duplo do Pescado. Mas pelo contrato com a Microfón, mais um disco precisava ser lançado, e assim, nasce Artaud que saiu por um pequeno selo ligado a Microfón, o Talent.
Spinetta assumiu a responsabilidade de produzir e compor as canções desse novo LP, que é realmente um álbum solo do guitarrista, tendo o nome Pescado Rabioso apenas por obrigação contratual. Ao lado do irmão Carlos Gustavo Spinetta (bateria), e dos ex-colegas de Almendra Rodolfo García (percussão e voz) e Emilio del Guercio (baixo e voz),  Spinetta derrama canções emotivas, com belíssimos arranjos para violão e guitarra, em um disco repleto de variações climáticas, indo desde rocks alegres até as mais profundas lamentações, com as letras construídas basicamente em cima dos poemas do poeta francês Antonin Artaud,  inspirando-se principalmente nos livros Heliogabalus, or the Crowned Anarchist e Van Gogh, The Man Suicided by Society, mostrando romantismo e críticas a política argentina como nunca antes havia sido feito na Argentina, em cima de uma cama após fazer amor com a sua namorada, Patricia Salazar.

Luis Alberto Spinetta (1973)

Gravado praticamente ao vivo no estúdio, conservando o primeiro take de cada canção, Artaud apresenta ao público praticamente o néctar da inspiração de um músico, começando com “Todas las hojas son del viento”, onde acordes de violão trazem os vocais emocionados de Spinetta em uma autobiografia de Spinetta cantada através do folk, onde destaca-se o conjunto de vocalizações do refrão e também o modesto mas bonito solo de guitarra que encerra a mesma.

Órgão e baixo apresentam o excelente blues de “Cementerio Club”. Spinetta  canta a primeira estrofe, seguido por um breve solo de guitarra, voltando a letra e mais um solo de guitarra. A embriagante levada bluesística de baixo, bateria e órgão se mantém. A terceira estrofe da letra aparece, e então o solo de guitarra retoma a sequência da letra, encerrando a canção com a repetição do solo com deliciosas escalas bluesísticas.
Por” é uma curta canção apenas com violão e voz falando sobre Deus e as afeições entre homens e mulheres, seguida por “Supercheria”, uma balada setentista, onde as vozes cantam “Superstición”, com acordes jazzísticos da guitarra acompanhando vocalizações, trazendo as escalas do baixo e batidas nos pratos. O refrão é pesado, com um ritmo acelerado de baixo, bateria e guitarra, levando ao bonito solo de guitarra entre os gritos de “Superstición“, repetindo o refrão e levando a bela sequência jazzística, com a letra sendo cantada despejando palavras castelhanas, voltando ao solo de guitarra sobre o leve andamento jazzístico, e a palavra “Supersticíon” sendo entoada até o fim da canção.
O lado A encerra-se com “Sed Verdadera”, outra canção apenas com violão e voz, tendo intervenções de dedilhados da guitarra repletos de efeitos psicodélicos. A sessão final da canção é cheia de vozes e barulhos de carro, vento, e pessoas conversando na rua, além de um badalar de um sino.

Charly Garcia e Luis Spinetta, ícones do rock argentino ontem e hoje

O lado B abre com a melhor e mais importante canção do LP e da carreira de Spinetta, a épica “Cantata de Puentes Amarillos”. Composta de pequenas canções que vão se encaixando perfeitamente para formar uma canção maior, ela começa com o violão fazendo o bonito tema inicial, repetindo-o em diferentes escalas, e trazendo então as vocalizações de Spinetta acompanhadas por acordes batidos do violão, que ditam o ritmo para o poema ser cantado. O belíssimo arranjo dos acordes de violão é simples e ao mesmo tempo encantador. O ritmo transforma-se em um dançante blues de bar, com violão e guitarra solando juntos, e então, entramos em uma viajante sessão, onde vocalizações são acompanhadas pelos pesados acordes do violão de 12 cordas, em um tema bem soturno.

Um pandeiro da ritmo para a sequência de furiosos acordes do violão, onde Spinetta ataca as cordas do instrumento, cantando enlouquecidamente e voltando as vocalizações que abrem a terceira parte, e assim, um tema da guitarra repete-se por diversas vezes, com violão e guitarra fazendo os acordes para a parte final do poema, encerrando com o tema da guitarra enquanto a palavra “mañana” é repetida.

Já “Bajan” possui um dedilhado da guitarra que lembra “Vírginia” (Mutantes), trazendo os vocais de Spinetta em um rock simples, com um bom andamento de baixo e bateria, muito próximo as canções de grupos como o Sui Generis e Nito Miestre y los Desconocidos, além de um bom solo de guitarra.
“Starosta, el Idiota” apresenta voz e piano em um leve andamento, em uma bonita balada que transforma-se com muita psicodelia e efeitos presentes no tema central, apresentando uma mulher chorando e citações a “She Loves You”, dos Beatles, voltando ao piano e acordes iniciais da canção, que no seu encerramento, leva para “Las Habladurías del Mundo”, onde Spinetta surge com o tema da guitarra apresentando piano, baixo e bateria, em um bom rock com destaque para a levada de baixo, guitarra, muitas sessões quebradas, dedilhado de cordas abafadas além de trechos próximos a um bolero, encerrando o LP com os solos de Spinetta.

Contra-capa do LP original de Artaud
Artaud foi apresentado por Spinetta em uma série de shows realizados no Teatro Astral em outubro de 1973, tendo apenas como instrumentos violão e guitarra,  conversando diretamente com o público e ressaltando a importância de Antonin Artaud como um dos poetas mais lúcidos do século XX.  Durante estes shows,  Spinetta aproveitou também para expor o trabalho de  Hidalgo Moraño, um talentoso fotógrafo argentino que acabou desaparecido posteriormente por causa da ditadura, e também havia como introdução projeções do filme Un Chien Andalou, de Luis Buñuel e Salvador Dali, bem como a execução do LP The Dark Side of The Moon (Pink Floyd) antes da apresentação.  Na entrada, o participante recebia um manifesto escrito por Spinetta, chamado Rock, Música Dura,  La Sociedad por la Sociedad, descarregando sua raiva contra a todas as formas de repressão e auto-repressão. Os shows ocorriam sempre as 10 ou 11 horas da manhã.

Antonin Artaud, a inspiração de Spinetta

O LP foi batizado por Spinetta como “a almendrização do Pescado”, já que ele conseguia empregar a leve sonoridade do Almendra nas pesadas letras do Pescado Rabioso. Porém, vendeu pouco, assim como a maioria dos grandes discos do rock argentino, que somente após os anos 90 começaram a ser buscados pelos colecionadores. 

Sua versão original é raríssima, e nela, a capa possui um formato totalmente diferente, que chama-se a atenção sendo um produto atípico nas lojas argentinas através de um objeto inquietante e que chocasse e incomodasse as pessoas quando elas vissem a capa, diferente das quadradas capas normais, algo que representava a revolta contra as “quadradas” regras ditatorias argentina, sendo então diferente do normal, trazendo em sua parte interna um pequeno folheto com as letras do álbum. A ideia, bem como o desenho, surgiu da cabeça de Spinetta,  e também de Juan Gatti, hoje chefe de arte do diretor de cinema Pedro Almodóvar. Quando estive na Argentina, encontrei um LP a venda na famosa rua Corrientes, pela bagatela de 1800 pesos argentinos (algo como 1000 reais na época). No Mercado Livre argentino, uma versão original está variando entre 400 e 1000 pesos (de 300 a 700 reais aproximadamente), mas a precariedade de conservação dos LPs é péssima.  

Ao mesmo tempo, o próprio relançamento do vinil, não em formato de peixe, bem como os demais vinis do Pescado Rabioso, atingem preços exorbitantes nas lojas argentinas e também em outros sites de venda como e-bay e amazon (isso quando encontrados). Um colecionador argentino aficcionado pela banda relançou Artaud  em CD no formato da capa original, o que também não sai por menos de 70 reais nas lojas argentinas. Já as versões em CD no formato digipack e normal podem ser encontradas com mais facilidade nas lojas portenhas, a um preço acessível (em média 30 reais).

Relançamento em CD, fiel a versão original do LP
Cutaia integrou o La Máquina de Hacer Pajaros, de outro ícone argentino, Charly Garcia, com quem gravou os clássicos La Máquina de Hacer Pajaros (1976) e Películas (1977), seguindo então para uma bem sucedida carreira solo tocando tango e jazz. Lebón integrou outras grandes bandas da argentina na década de 70. Seru Girán, Pappo’s Blues e Espiritú são algumas delas, além de ter seguido uma carreira como músico convidado. Amaya seguiu carreira no jazz, se tornando um dos mais conceituados bateristas da Argentina.
Invisible
Já Spinetta formou o grupo Invisible, com Carlos Alberto “Machi” Rufino (baixo e voz) e Héctor “Pomo” Lorenzo (bateria), com quem gravou os discos Invisible (1974), Durazno Sangrando (1975) e El Jardín de los Presentes (1976), esse último considerado por Spinetta, ao lado de Artaud, seu melhor trabalho. Depois, peregrinou por uma carreira solo de altos e baixos, além de ter participado dos projetos Spinetta Jade e Spinetta Y Los Socios del Desierto e de ter resgatado o Almendra, fazendo shows que culminaram com os álbuns Almendra en Obras I e II, lançados em 1980.

Para quem tiver mais curiosidades sobre o LP, existe um programa especial do excelente blog lomejordelosmedios.blogspot.com conta praticamente toda a história envolta em um dos principais discos da história do rock latino-americano, e que para mim, é o melhor já lançado na Argentina.

10 comentários

  1. Fábio RT

    Muito bonito esse disco
    Conheço pouco do rock portenho dos 70…. mas tudo é muito bacana..
    Parabens Mairon por relembrar dessa pérola escondida pra nós brasileiros… que temos ENORME preconceito com artistas que cantam em espanhol

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  2. Mister

    Mais uma vez o Mairon desfila seu bom gosto na escolha de um grande disco de um artista fantástico. E foi muito feliz ao comparar em importância para seus respectivos países o Artaud argentino e o Loki brasileiro.
    Mas essa pendenga entre quem fazia o melhor rock and roll no continente é puro bairrismo. E diria que os argentinos são muito mais tolerantes em relação aos brasileiros do que o contrário (tome-se por exemplo o incrível sucesso dos Paralamas por lá).
    O consenso de importância de um Mutantes ou de um Pescado a ponto de se discutir qual deles é o melhor na América do Sul é coisa recente. Já houve tempo em que o Uruguai ganhava disparado, pois gerou os beatlemaníacos Shakers (dos irmãos Fattoruso) e os stoneanos Los Mockers (banda muito legal) que mexeram com todo o rock sul americano nos anos 60 e nos 70 já eram cobiçados pelos colecionadores.
    Eu considero o Spinetta o melhor compositor de rock em castelhano do mundo. E olha que a Argentina ainda tem Charly Garcia, Leon Gieco, Nito Mestre… talvez seu único paralelo no rock em geral seja Peter Hammill. E fiquei muito feliz quando o Artaud foi escolhido na última enquete da Rolling Stone argentina o melhor disco da história do rock portenho, embora ache seu trabalho no Invisible mais interessante.
    O Mairon citou o Almendra e Los Gatos: para completar o tripé que sustenta todo o rock de nuestros hermanos faltou o Manal, outra bandaça.

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  3. Mairon Machado

    Fábio, o Gaspa deu ótimas indicações sobre o rock portenho. Se tu queres conferir, os nomes citados pelo Gaspa são todos fantastico

    E concordo com o Gaspa tb na questao do preconceito. Os argentinos são bem mais afaveis em relação ao que chega do Brasil do que os brasileiros com o produto argentino. Essa rivalidade é muito maior na cabeça dos brasileiros. Obviamente, o povo argentino tem sua visão de mundo, mas todas as acusações e impropérios que os brasileiros (em sua maioria) atacam aos argentinos é sem sentido. Quando eu estive la, fui extremamente bem tratado, e quando descobriam que eu era brasileiro, a forma de tratamento se tornava ainda melhor. Eles admiram muito nossos artistas, como roberto carlos, xuxa, o citado paralamas e tb mutantes. Em compensação, aqui se tem um ranço forte contra a cultura argentina, mesmo com a recente onda de bandas portenhas invadindo as radios (pelo menos aqui no sul).

    Comparar Spinetta com Hammill é meio forçado, mas o cara realmente é o melhor compositor de rock castelhano do mundo. Admiro muito tb o trabalho do Nito Mestre (o primeiro disco dos Desconocidos é ALGO), mas Spinetta estava a frente e todos os outros. Outro grande nome é o Pappo, que tocava muito guitarra.

    Do Uruguai, mesmo gostando muito dos Los Mockers, é inegável o trabalho da Psiglo 69, talvez a banda que melhor concorresse (sadiamente e sem existir a disputa na realidade) com mutantes e pescado.

    Enfim,valeu pelos comentarios tb Gaspa, sempre é bom ter um retorno positivo vindo de ti. se tiveres tempo, da uma assistida no documentario. Apesar de estar em espanhol, é bem facil de se entender.

    E aos demais, ouçam esse disco e preparem-se para um choque cultural de composição portenha.

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  4. Mister

    A comparação Spinetta Hammill não é só minha. Na Argentina, onde PH já foi várias vezes, ele é considerado o Peter Hammill local. Para o bem ou para o mal (goste o Spinetta ou não), claro. Nunca li nenhuma manifestação dele a respeito.
    Também gosto muito do Psiglo, mas acho que não fui bem entendido na minha colocação. Quis dizer que afirmar que esta ou aquela banda é a melhor de qualquer coisa é sempre uma coisa sazonal. Artaud, por exemplo, não ganhou melhor disco na enquete feita na Argentina nos anos 90.

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  5. Mairon Machado

    Ah, entendi errado então, foi mal. Pois é, eh uma coisa sazonal sim, mas acabamos sempre fazendo essa comparação. O fato do Artaud ter ressurgido nos últimos anos se deve também ao fato de que o vinil se tornou muito raro, e quando lançaram a versão em CD imitando o original, a curiosidade da gurizada para ouvir o q estava contido naquela capa esquisita atiçou bastante os ouvidos, fora que pelo q conversei com os portenhos, o disco na época foi tratado como sendo uma obra dylanesca feito na argentina, o que acaba influenciando para os historiadores colocar Artaud no topo. Eu particularmente coloco no topo por que realmente gosto muito desse disco, mas tens toda razão, se é ou não o melhor, isso não é relevante, já que a qualidade depende de quem ouve e também do "amadurecimento" do disco

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  6. Gilberto Franco

    Uma perda para historia do rock MUNDIAL ! Spinetta foi um grande compositor ! O rock argentino é bem mais original que o nosso rock ! Diferentemente do futebol, eles sempre estiveram a nossa frente, são muitos nomes, Spineta, Chraly Garcia, Nito Mestre, Leon Gieco, Pappo , Fito Paez e muitos outros ! Nos resta ouvir a vasta discografia de Luis Alberto Spinetta e sua verve roqueira !

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