Por Diogo Bizotto
Houve uma época na qual os álbuns ganharam muito mais importância em relação aos singles. Se for necessário situar esse tempo mais especificamente, diria que a década de 70 foi a mais prolífica em se tratando de voltar as atenções do público para um trabalho como um todo ao invés de canções em separado. Discos como Rumours (Fleetwood Mac), IV (Led Zeppelin) Boston (Boston), The Dark Side of the Moon (Pink Floyd) e Bat Out of Hell (Meat Loaf) venderam dezenas de milhões de cópias e ajudaram a solidificar esse status. Mesmo os singles ou músicas de mais sucesso extraídas desses álbuns fugiam de formatos mais convencionais. Não raro eram longas, e mesmo assim eram muitas vezes executadas sem edição nas rádios. Entre esses artistas também estava o grupo norte-americano Eagles, que, em se tratando de seu país de origem, foram os soberanos da década.

Em 1976 a situação do Eagles não poderia ser melhor. A banda vinha de uma sequência de álbuns de sucesso, sendo que seus dois últimos lançamentos, One of These Nights (1975) e a recente coletânea Their Greatest Hits (1971-1975) (que se tornaria o segundo álbum mais vendido da história nos EUA) haviam ocupado o posto mais elevado da Billboard. De seus quatro últimos singles, dois haviam chegado à primeira posição nas paradas norte-americanas (“Best of My Love” e “One of These Nights”), um alcançara a segunda colocação (“Lyin’ Eyes”) e outro beliscou o quarto posto (“Take It to the Limit”). Além do gigantesco reconhecimento por parte do público, “Lyin’ Eyes” havia conquistado o prêmio Grammy como melhor performance pop por uma dupla ou grupo com vocais. Por outro lado, a banda havia acabado de sofrer a primeira baixa em sua formação; mas até nisso o Eagles não foi azarado, pois no lugar do vocalista e multi-instrumentista Bernie Leadon entrou um dos mais habilidosos guitarristas da época: Joe Walsh (ex-The James Gang), que também era multi-instrumentista e vocalista.

Eagles em 1976: Don Henley, Joe Walsh, Randy Meisner, Glenn Frey e Don Felder

Mesmo com tudo a seu favor, a banda adentrou o estúdio Criteria, em Miami, com a intenção de consolidar ainda mais seu nome como a atração número um dos Estados Unidos. Oito meses foram passados tanto no Criteria quanto no Record Plant, em Los Angeles, até que o grupo tivesse encerrado o processo de produção desse álbum que, durante as gravações, se encaminhou para um rumo conceitual. O Eagles já havia feito um disco semiconceitual em 1973 com o excelente Desperado, que mesmo não seguindo uma narrativa linear, versa sobre histórias ambientadas no oeste norte-americano durante o século XIX, expressando as influências musicais que tinham suas mais profundas raízes fincadas nessa época.

Entretanto, em Hotel California a banda foi além. Ao invés de escrever letras de temática distante da realidade, resolveram olhar para seus próprios umbigos e retratar a realidade que rodeava os cinco músicos, que, saídos de diversas regiões do país, acabaram por se unir em busca de fama e fortuna na “terra prometida”, a Califórnia. Talvez com exceção de “Pretty Maids All in a Row” e “Try And Love Again”, o Eagles buscou, através de diversas metáforas focadas no universo californiano de excessos que a banda vivenciava, apresentar as benesses e as agruras, a pujança e a decadência dos Estados Unidos como um todo. Não à toa as mais mirabolantes teorias surgiram a respeito da temática utilizada nas letras do álbum, especialmente em se tratando da faixa-título. O “hotel” em questão já foi tido como um hospital psiquiátrico, uma igreja tomada por satanistas e até mesmo a mansão de Aleister Crowley, entre outras coisas. As letras sugerem referências diversas, e esse é um dos pontos positivos de Hotel California, colocar os ouvintes para refletir, ao mesmo tempo sugerindo interpretações diversas. Claro que, mesmo mais de 30 anos após o lançamento do disco, os membros da banda ainda são inquiridos constantemente a respeito do significado das letras, fato que já os irritou por diversas vezes, dada a grande insistência e a quantidade de questionamentos já respondidos em diversas oportunidades

Don Henley

Não foi apenas liricamente que o grupo deu um passo além nesse álbum. Musicalmente, o Eagles se mostrou ainda mais amadurecido do que no já sofisticado One of These Nights. Rotulado por muitos como apenas um empacotador da fórmula criada anteriormente por grupos como The Byrds e The Flying Burrito Brothers, polindo seu rock infectado de country até que esse se tornasse mais palatável para o ouvinte médio norte-americano, o Eagles soa mais sólido do que nunca em Hotel California. A adição de Joe Walsh no lugar de Bernie Leadon (que fez parte do The Flying Burrito Brothers) trouxe um approach mais hard rock à banda, e a performance do baterista e vocalista Don Henley e do baixista e vocalista Randy Meisner é a mais roqueira de toda a discografia do grupo até então. O guitarrista e vocalista Glenn Frey se concentrou mais nas bases, enquanto Joe Walsh e Don Felder solaram com bom gosto, brilhando sem jamais deixar de jogar para o time.

Outro diferencial importantíssimo foi a ascensão de Don Henley como principal vocalista do grupo, cantando cinco das nove canções do álbum (uma é instrumental). Até então, havia uma distribuição quase igualitária do número de faixas que cada um dos músicos cantaria, dependendo também da autoria das canções, geralmente equilibrada, com exceção do guitarrista Don Felder, que em sua carreira com o Eagles cantou apenas a faixa “Visions”, de One of These Nights. Talvez essa tenha sido uma das razões para acirrar a guerra de egos que se reforçaria no grupo dali em diante e resultaria no final da banda em 1980 de maneira nada pacífica, culminando em um show ocorrido em Long Beach, no qual Glenn Frey e Don Felder trocaram ameaças inclusive sobre o palco.

Lançado após meses de trabalho e com o perfeccionismo de Don Henley chegando a raias quase intoleráveis pelos outros integrantes, Hotel California chegou às lojas no dia 8 de dezembro de 1976. Em apenas cinco dias, a 13 do mesmo mês, o álbum chegou a disco de ouro (500 mil cópias comercializadas), e dois dias depois alcançou a platina (1 milhão de cópias). O disco não apenas chegou à primeira posição na Billboard como permaneceu nesse posto por oito semanas, chegando à impressionante marca de 16 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. No futuro o álbum seria sempre um dos protagonistas de todo tipo de lista que se prestou a agregar os melhores e mais importantes discos já lançados na história da música moderna, tanto no rock quanto na música pop em geral.

Beverly Hills Hotel, o “Hotel California”
da capa do álbum

Mas será que o conteúdo do disco é suficiente para justificar todo esse sucesso e reconhecimento conquistado pelo Eagles, uma banda que, apesar de todo seu êxito comercial e da forte presença na cultura popular de seu país, não incutiu tanta influência musical a nível mundial? É o que pretendo discutir nos próximos parágrafos.

“Hotel California”, a música, pertence ao rol de canções que foram executadas a tal exaustão que não conseguem mais ser escutadas da mesma maneira por muitas pessoas, tendo praticamente expirado seu “prazo de validade”. Outros não a apreciam devido aos rótulos com os quais a música foi tachada (brega, auto-indulgente), seguindo a maré. Contudo, é inegável que se trata de uma música antológica, carregada das mais diversas histórias a respeito de seus mais de seis minutos o quanto é possível. Aliás, o fato de, mesmo com sua longa duração ter alcançado o topo da parada de singles, remete à introdução deste texto e à época atípica em que o álbum foi lançado. “Hotel California” não é nada convencional, mesmo para os padrões do Eagles. Foi Don Felder quem teve a ideia inicial e mostrou o esqueleto da canção para Don Henley e Glenn Frey, quando ela contava com o título provisório de “Mexican Reggae”. Henley e Frey ajudaram a arranjar a música, criaram o refrão, e Henley escreveu a letra que suscitaria tantas interpretações posteriores. Não vou citar aqui todas as diversas teorias que foram criadas com o passar dos anos sobre “Hotel California”, pois elas são muitas e em grande parte bastante infundadas, mas sintam-se livres para fazer perguntas nos comentários. Porém, trago uma curiosidade: em seus versos, apenas como uma brincadeira, Henley incluiu uma referência à dupla Steely Dan, no trecho “they stab it with their steely knives / but they just can’t kill the beast”. A citação se deve ao fato de que o Steely Dan também fez uma referência à banda na faixa “Everything You Did”, do álbum The Royal Scam (1976), no verso “turn up the Eagles, the neighbours are listening”, onde é descrita uma briga entre o autor e sua namorada, com o autor pedindo para que a mulher aumentasse o volume da música que estava sendo ouvida (do Eagles) a fim de que os vizinhos não escutassem a discussão. Supostamente, a namorada de Walter Becker do Steely Dan seria uma grande fã da banda, fato que teria inspirado o verso. Porém, não existem declarações confirmando esse rumor. O que existe é o fato de que os dois grupos compartilhavam o mesmo empresário (Irving Azoff) e mantinham uma rivalidade amigável nos anos 70.

Glenn Frey

Como está explícito no título provisório da faixa, um andamento próximo do mais famoso dos ritmos jamaicanos conduz a maior parte da canção, bastante suingada, levando ao refrão cheio das harmonias vocais tão características do grupo. A introdução, executada em um violão de 12 cordas, remete imediatamente, mesmo aos ouvintes mais leigos, a essa música que ficou gravada na mente de milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo. A letra, mais que apenas um amontoado de estrofes que causam tanta discussão até hoje, constitui uma inteligentíssima escolha de palavras, contribuindo para a construção das lindas melodias vocais de Don Henley. Mas nada em “Hotel California” é tão marcante quanto a longa sequência de solos que se inicia aos quatro minutos e vinte de música e se encaminha até o final da faixa. Don Felder e Joe Walsh trocam belíssimos e melodiosos solos com suas Gibson SG e Fender Telecaster, respectivamente, mas soam especialmente maravilhosos quando executam suas linhas em dueto, cunhando um dos solos mais memoráveis da história do rock.

Glenn Frey é o vocalista da seguinte, a semiacústica “New Kid in Town”, provavelmente a mais próxima do passado recente do grupo. A música, que também chegou ao primeiro posto da Billboard, é uma perfeita configuração daquilo que passou a ser denominado como “soft rock” na época. Uma balada pop rock com o tempero country precioso para a banda em seus primórdios, denotando a influência dos pioneiros do gênero, além de um toque latino, mas com um esmero muito especial em se tratando das harmonias vocais, que inclusive renderiam em 1977 um Grammy na categoria “melhor arranjo para vozes” a essa faixa. Tudo funciona à perfeição nessa música que mostrou a capacidade do Eagles em transformar uma canção simples em um festival de arranjos, mas sem soarem autoindulgentes em momento algum.

O então recentemente aflorado lado hard rock dá as caras em “Life in the Fast Lane”, com um fantástico riff inicial, cortesia de Joe Walsh, e uma carga de distorção não experimentada anteriormente pelo grupo, casando perfeitamente com a letra, que versa sobre o estilo de vida cheio de excessos de um hipotético casal, mas que certamente se refere às experiências que a fama e o dinheiro trouxeram aos cinco integrantes, incluindo festas, carros, mulheres e drogas, muitas drogas, explícitas no verso “there were lines on the mirror, lines in her face”, uma clara alusão à cocaína. É importante destacar nessa faixa a afirmação do baterista Don Henley, também cantor da faixa, e do melódico baixista Randy Meisner como uma cozinha capacitada para explorar com propriedade as plagas mais pesadas do rock.

Don Felder

“Wasted Time” traz Glenn Frey no piano e Joe Walsh no órgão, além de arranjos de cordas, embelezando essa ambiciosa canção que traz Don Henley na excelente interpretação de um lamento sobre tempo perdido, provavelmente na estrada, sina de um músico, sem poder se prender a relacionamentos. Contando com a faixa seguinte, “Wasted Time (Reprise)”, uma espécie de “cauda” para a canção, trazendo os arranjos do condutor Jim Ed Norman em evidência, são pouco mais de seis minutos de um épico compacto, contando com uma característica especial na discografia do grupo, a presença mais discreta das harmonias vocais, relegadas a um segundo plano. Ponto para Henley, que cada vez mais tomava as rédeas do grupo e se mostrava um fantástico vocalista.

Canção mais convencional, “Victim of Love” é a única motivação que alguém pode ter para não rotular Hotel California como um álbum perfeito de cabo a rabo. Mesmo assim trata-se de outra ótima canção a explorar a veia hard rock da banda, dessa vez de maneira mais simples, mas sem jamais descuidar dos esmerados arranjos, contando com Joe Walsh executando o slide e Don Felder descendo o braço de maneira mais displiscente em sua guitarra. É necessário destacar a perfeita timbragem dos instrumentos em todo o álbum, mérito do perfeccionismo do grupo e do produtor Bill Szymczyk.

Joe Walsh

A voz fanhosa de Joe Walsh é a condutora da faixa seguinte, “Pretty Maids All in a Row”, em uma veia mais melódica do que seu trabalho anterior, tanto em carreira solo quanto no The James Gang. Além de cantar, Joe toca piano e sintetizador na música, conduzida por estes dois instrumentos e pontuada por belas intervenções guitarrísticas, além de contar com uma discreta mas perfeita base de violão, baixo e bateria. O Walsh por diversas vezes agressivo do The James Gang revela sua faceta mais sensível, algo difícil de se imaginar levando em conta seu comportamento selvagem na estrada, onde era famoso por carregar consigo uma motosserra, a fim de “abrir portas” quando fosse necessário. Isso sem falar na destruição de banheiros e outros cômodos com o auxílio de seus companheiros de estrada, em especial o baterista do The Who, o falecido Keith Moon.

“Try and Love Again” é a filha única do baixista Randy Meisner, que deixaria o grupo após alguns meses de turnê, cansado da vida estradeira, recolhendo-se a sua casa no estado de Nebraska junto com sua família. Randy, sempre o mais pacífico e amigável membro da banda, seria substituído por Timothy B. Schmitt, egresso do Poco, grupo original do próprio baixista. Meisner, autor e cantor da faixa, demonstra em “Try and Love Again” toda sua sensibilidade lírica, unindo uma letra de romantismo explícito, mas não exacerbado, ao perfeito instrumental, contando com uma introdução que traz uma guitarra muito bem timbrada executando uma linda melodia. Suas linhas mais agudas trariam um problema para o Eagles após sua saída, tanto que as canções originalmente cantadas por Randy seriam pouco tocadas ao vivo em épocas posteriores, com exceção do hit “Take It to the Limit”, cantado por Glenn Frey.

Randy Meisner

Se a faixa-título e “Wasted Time” já possuíam tons épicos, é em “The Last Resort” que reside a gravação mais ambiciosa do grupo até então. Escrita em forma de narrativa mais linear, a música conta a história do crescimento da civilização branca norte-americana no oeste do país sob uma ótica crítica e atualizada à época. Narra a destruição dos Estados Unidos pelas mãos daqueles que, ao mesmo tempo em que buscavam um sonho, arruinavam a vida dos nativos e a própria terra na qual habitavam, satisfazendo suas necessidades e ambições em nome de um suposto deus que os espera no paraíso, enquanto destruíam seu paraíso na terra. Musicalmente, a climática faixa leva o ouvinte a uma etérea viagem que merece ser acompanhada pela leitura da belíssima letra, para assim compreender melhor sobre o que Don Henley está cantando. Sintetizadores tocados por Joe Walsh e Henley emprestam uma maior sofisticação à canção, que também conta com certeiras intervenções de Don Felder tocando pedal steel guitar. Devo admitir que, mesmo não sendo minha favorita, “The Last Resort” talvez seja a maior realização de toda a carreira do Eagles.

Ao término desta avaliação, não tenho como deixar de dar razão a todos que apontam Hotel California como um dos mais importantes discos já lançados na história da música popular, retrato de uma época diferente, mostrando uma banda no auge, que apesar de todos os excessos, conseguiu focar todo seu talento na criação de um documento histórico musical e lírico, de maturidade experimentada raras vezes e de um bom gosto que transcende décadas. Não é por causa de sua extrema popularidade que deve ser rejeitado pelos exploradores das obscuras plagas musicais. Trata-se de um item obrigatório na discoteca de qualquer um interessado em boa música, sem rótulos.

Track list:

1. Hotel California
2. New Kid in Town
3. Life in the Fast Lane
4. Wasted Time
5. Wasted Time (Reprise)
6. Victim of Love
7. Pretty Maids All in a Row
8. Try and Love Again
9. The Last Resort

10 comentários

  1. Rafael "CP"

    É uma pena e uma grande injustiça essa banda ser conhecida pela maioria como uma banda de uma musica só , no caso , a faixa titulo , pois no final das contas ela é a menos relevante nesse trabalho tão maravilhoso deles.

    Responder
  2. diogobizotto

    Não chego ao extremo de considerar a faixa-título a menos relevante do álbum, ao contrário, ela é excelente. Inclusive deixei claro que a que menos me chama a atenção é "Victim of Love", mas considerar o Eagles um "one hit wonder" é um comportamento descabido, dada a quantidade de singles que a banda teve no topo das paradas norte-americanas.

    Responder
  3. Mairon Machado

    Baita matéria Diogo, emeteu-me aos meus 15-16 anos onde eu e um grande amigo faziamos os solos de "Hotel California" enquanto algumas guriazinhas choviam na horta (infelizmente somente dele …).

    Esse disco eu acho muito bom, mas não uma maravilha. "Wasted Time" é a melhor música que eu conheço do eagles, e que são poucas na verdade. Porém, creio q foi o melhor time que o Eagles montou. A entrada do Walsh mudou a cara da banda como bem ressaltaste. Mesmo assim, eu prefiro o Walsh na James Gang (bandaça).

    Outro fato é que sempre ouvi que a faixa-titulo era uma canção satanista, que eles tinham vendido a alma para o Demo e o hotel seria a casa onde eles levavam as pessoas para o abate. Como as pessoas são criativas para inventar esse tipo de assunto …

    Uma dúvida, o Walsh esta na apresentação UNPLUGGED de Hotel California que ficou famosa no final da década de 90? Alias, quem é quem naquela apresentação? E que fim deu o Timothy?

    Parabéns pelo artigo!

    Responder
  4. diogobizotto

    Opa, Mairon! Seguinte… Não apenas Joe Walsh esteve presente na reunião que resultou no álbum ao vivo acústico "Hell Freezes Over", mas toda a então derradeira formação do grupo, isto é, Don Henley, Don Felder, Glenn Frey e Timothy B. Schmitt, além de Walsh, que no vídeo está de cabelo curto e de óculos.

    A última volta, já nesse milênio, resultou no multiplatinado álbum duplo "Long Road Out of Eden", lançado em 2007, contando com Henley, Frey, Schmitt e Walsh. Don Felder não está presente, até porque processou a banda em 2001, hehe.

    Quanto à formação, eu concordo que a entrada de Walsh foi positiva, apesar de adorar Leadon. Mas ao mesmo tempo que esse line-up o melhor disco da banda, também fez o mais fraco, o pouco equilibrado "The Long Run".

    Responder
  5. Groucho KCarão

    Gostei do que li. Confesso que a banda nunca me interessou, até pq essa faixa-título nunca me desceu. Mas agora fiquei querendo pagar pra ver..

    Responder
  6. Jack

    Excelente descrição de uma excelente e por vezes injustiçada e estigmatizada banda. Conhecí a banda pesquisando o caminho percorrido pelo Walsh, do qual sou grande fã (aliás, fica a sugestão de uma resenha em igual nível acerca deste genial instrumentista de muitas facetas e bandas). Apesar de meu casamento com o tradicional Hardão, não pude deixar de me apaixonar pelo Eagles, pela sensacionais harmonias vocais, pelos excelentes trabalhos de guitarra, em suma, por tudo o que a banda tem de apresentar. Nunca achei que a banda fosse mais uma One Hit Band e ao conhecer mais profundamente a banda, felizmente isso se confirmou e exatamente por deixar isso muito claro aplaudo sua resenha com alegria, e a quem interessar possa, acreditem, este album é fenomenal, cada linha descria acima faz jus ao que esse petardo representa para a boa música. E assim que puderem, ouçam o sensacional Long road Out of Eden, um presente, aos fãs, carentes do sensacional Eagles.

    Em tempo, uma segunda sugestão: Uma resenha/análise sobre o Animals, outra excelente banda, por vezes estigmatiza como One hit band pela House of the rising sun, mas que é muito mais do que isso.

    Responder
  7. diogobizotto

    Jack, obrigado pelo comentário e pelo depoimento. Conhecer a discografia do Eagles a fundo foi uma das melhores surpresas que tive em meus mais de 15 anos de jornada através da música, desmistificando clichês a respeito do grupo.

    Certamente não apenas a carreira de Joe Walsh ainda vai merecer destaque por aqui, mas o The James Gang também. Posso dizer que ainda engatinho em se tratando de conhecer suas carreiras, mas iss não deve durar por muito tempo.

    Quanto a "Long Road Out of Eden", ele pode não ser um pertardo do nível de seus melhores álbuns lançados nos anos 70, mas foi certamente um presente aos fãs, que talvez nem mais esperassem um disco de inéditas, ainda mais duplo! Fica como lição para muita banda formada por velhos birrentos e egocêntricos, que não conseguem colocar suas diferenças de lado em nome da música e dos fãs.

    Responder
  8. eoveye

    Matéria muito bacana, excelente homenagem a esta banda fantástica, hoje pouco divulgada no Brasil, exceto por Hotel California, a música. Quem, como eu, viveu os 70 tem razões para venerar os Eagles.

    Responder
  9. Mairon Machado

    eoveye deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Eagles – Hotel California [1976]":

    Matéria muito bacana, excelente homenagem a esta banda fantástica, hoje pouco divulgada no Brasil, exceto por Hotel California, a música. Quem, como eu, viveu os 70 tem razões para venerar os Eagles.

    Responder

Deixar comentário

Seu email NÃO será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.