Discografias Comentadas: The Rolling Stones – Parte I

20 de fevereiro, 2011 | por Adriano KCarao
Discografias Comentadas
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Por Adriano KCarão

Nesta semana iniciamos uma série de três matérias englobando a discografia de uma das bandas mais influentes e revolucionárias da história da música, os Rolling Stones! Próximos de completar 50 anos de existência desde sua fundação, em 1962, os Rolling Stones possuem uma vasta discografia, consistindo, além de singles e EPs, de diversos álbuns de estúdio e ao vivo, além de inúmeras compilações trazendo material já lançado ou não. Por conta disso, dividiremos sua discografia em três partes: (I) década de 60, (II) década de 70 e (III) década de 80 e seguintes. Trataremos apenas dos álbuns de estúdio lançados originalmente no Reino Unido, o que exclui uma série de álbuns de estúdio lançados de 1964 a 1967 apenas para o mercado estadunidense. Esses discos que saíram apenas nos EUA costumavam abrigar faixas oriundas de singles e EPs de sucesso, portanto apenas neles se pode encontrar músicas como “As Tears Go By” e “Let’s Spend the Night Together”, entre muitas outras. Outras faixas, como “Jumpin’ Jack Flash”, “19th Nervous Breakdown” e a versão original de “Honky Tonk Women” não saíram em nenhum álbum de qualquer dos dois países, podendo ser encontradas apenas em compilações. É importante que isso seja dito para que o leitor não deixe de correr atrás desse material que ficou de fora, o qual também inclui “The Last Time”, canção famosa atualmente pela polêmica com “Bitter Sweet Symphony”, do The Verve, e “Paint It, Black”, o primeiro single que alcançou o topo das paradas contendo uma cítara na gravação. A discografia inglesa, no entanto, contém também um bom número de verdadeiros clássicos que nem sempre recebem o devido reconhecimento – mas aqui eles o receberão! Antes de iniciar os comentários sobre cada disco, quero apenas ressaltar o fato de que os Stones evoluíram de um grupo interessado em tocar versões de clássicos do blues, do rhythm ‘n’ blues e do rock ‘n’ roll na direção de uma banda autoral altamente criativa. Isso não significa que o período em que os covers dominaram seu repertório possa ser facilmente descartado, pois oferece também alguns grandes momentos. Agora, que rolem as pedras!

 

The Rolling Stones [1964]

O primeiro álbum dos Stones destaca-se já pela capa, que não apresenta sequer o nome da banda, mas apenas uma foto do conjunto e o símbolo da gravadora. O som contido no disco não deixa a desejar, apesar de o repertório ser basicamente constituído de covers. As três faixas autorais são a instrumental “Now I’ve Got a Witness” e a blueseira “Little by Little”, creditadas à banda inteira com o nome fictício “Nanker Phelge” – a segunda creditando também Phil Spector –, e “Tell Me”, creditada a Jagger e Richards (que, até 1978, foi chamado “Keith Richard”, sem o “s” no final, pois o produtor Andrew Oldham achou que assim soava “mais pop”). As duas primeiras não impressionam – sendo que “Little by Little” deveria creditar Jimmy Reed por ser idêntica à sua “Shame, Shame, Shame” – mas servem para apresentar Keith Richards como um competente guitarrista de blues-rock. “Tell Me”, uma balada que mais lembra o som das bandas de merseybeat, destoa do restante do álbum, mas soa interessante se ouvida corretamente. Entre as covers pode-se destacar a agressiva versão para o blues “I Just Want to Make Love to You”; “Mona (I Need You, Baby)”, que parece ter sido criada para os Stones; e a versão divertidíssima de “Walking the Dog”, que deve ter deixado seu autor, Rufus Thomas, bastante orgulhoso. Além dessas, vale mencionar “I’m a King Bee”, que se tornou hit, e “Can I Get a Witness”, cantada aos berros por Jagger.

The Rolling Stones nº 2 [1965]

O segundo álbum britânico dos Stones é, na minha opinião, inferior ao primeiro, principalmente no que diz respeito aos covers, que são ainda a maioria das faixas. Apesar de haver versões inspiradas como “Time Is on My Side”, que se tornou uma faixa associada diretamente à banda, a maior parte desses covers pouco acrescentam, a meu ver. O que se percebe sempre é a substituição da instrumentação diversificada na base das originais pelo trabalho das guitarras, o que talvez irá marcar a sonoridade dos Stones e o estilo próprio de seus guitarristas (basta lembrar que o sagrado riff de “Satisfaction” era inicialmente nada mais que o guia para os metais que seriam incluídos na faixa, mas que Oldham acabou vetando). As três faixas autorais, “What a Shame”, “Grown Up Wrong” e “Off the Hook”, todas creditadas a Jagger e Richards, são pra mim o destaque do disco e também são passos importantes na formação do som característico da banda, com sua fusão de uma sonoridade fincada no blues e uma levada mais rocker.

Out of Our Heads  [1965]

A versão inglesa desse disco, diferente da que saiu nos EUA, apresenta poucas canções autorais, pois os hits, como “Satisfaction” e “The Last Time”, saíram no Reino Unido apenas como singles. O álbum, ao contrário, dos anteriores, não atingiu o topo das paradas inglesas, chegando apenas ao 2º lugar. Apesar disso, temos aqui um registro da maturidade dos Stones, exemplificada principalmente na faixa de abertura, a versão para “She Said Yeah” de Larry Williams, antes regravada sem muitas diferenças pelos Animals. Aquele inofensivo rock ‘n’ roll a la “Great Balls of Fire” se torna com os Stones um embrião tanto do punk como do hard rock, tendo em vista a energia e o peso contidos nas nervosas guitarras de Keith e Brian, o baixo e a bateria imponentes e os empolgantes gritos de Mick Jagger. Após essa primeira paulada, seguem covers na mesma linha do álbum anterior, mas alguns ficaram bem interessantes na versão dos Stones, como “Good Times”, com um lindo acompanhamento de baixo e guitarra, além da bateria precisa de Charlie Watts. Destaco, em especial, a versão para “Cry to Me”, que recebeu um tratamento bem blueseiro, permitindo a Keith solar durante toda a música e fazer miséria em seu encerramento. Keith demonstra nesse disco ser tão bom guitarrista quanto Dave Davies, dos Kinks, e Pete Townshend, do Who. Entre as quatro canções autorais, “The Under Assistant West Coast Promotion Man”, creditada a Nanker Phelge, é um resquício dos primeiros tempos dos Rolling Stones, ainda muito presos ao blues. As outras três, as ótimas “Gotta Get Away”, “Heart of Stone” – que traz mais um belo solo de Keith – e “I’m Free”, todas compostas por Jagger e Richards, mostram que a banda alcançava maturidade também em suas composições. “I’m Free”, por sinal, deve ser conhecida do leitor, pois já foi tema de comercial de TV no Brasil.

Aftermath [1966]

Os discos anteriores são bons e importantes, mas é neste aqui que os Stones ganham verdadeira significância na história da música pop. Aftermath traz uma série de novidades, para os Stones e para o rock – tendo sido lançado antes, por exemplo, de Pet Sounds (The Beach Boys) e Revolver (The Beatles). É o primeiro disco inteiramente composto de canções de Jagger e Richards – e são 14 faixas! – e apresenta também o talento de Brian Jones em tocar os mais diversos instrumentos, como as marimbas na base de “Under My Thumb” e um belíssimo acompanhamento de dulcimer em “Lady Jane”. Esses dois aspectos se relacionam com uma nova proposta da banda, que procura fazer um som mais melódico e com arranjos mais precisos e que parece atirar para vários lados, acertando pelo menos quase todos, na minha opinião. Apesar de não contar com “Paint It, Black”, a versão inglesa do disco possui quatro músicas que não saíram na dos EUA: “Mother’s Little Helper”, uma espécie de country lisérgico de primeira, a belíssima “Out of Time” e as popescas, mas nem por isso ruins, “Take It or Leave It” (que, por sinal, foi lançada antes dos Stones pelo grupo beat The Searchers, como single) e “What to Do”. As preferidas da maioria se encontram todas no lado A do vinil, do qual eu destacaria as não tão preferidas e bem blueseiras “Doncha Bother Me” e “Goin’ Home”, esta última sendo a primeira jam de “longa-metragem” lançada em um álbum de rock, com mais de 11 minutos de guitarra hipnótica e um Jagger improvisando letras num clima bem psicodélico, o que inspiraria Jim Morrison a fazer sua “The End”. Destaco também “Stupid Girl”, que, assim como a ótima “It’s Not Easy”, do lado B, é uma faixa bem garageira. Mas é no lado B que estão os clássicos, como “Flight 505”, em cuja introdução o piano imita o riff de “Satisfaction”, a caipira “High and Dry”, que me lembra bastante os Kinks e que possui uma ótima performance de Brian na gaita, e a maravilhosa “I Am Waiting”, também com uso de dulcimer, além da já citada “It’s Not Easy”. Não destaco “Out of Time” pelo simples fato de que a versão de Chris Farlowe para a mesma é arrasadora e insuperável! O final do disco apresenta três cançõezinhas pop nada stoneanas, mas agradáveis de se ouvir, com destaque para “Think”.

Between the Buttons [1967]

Neste disco, os Stones apenas aperfeiçoaram o que haviam feito em Aftermath, produzindo um álbum talvez menos ousado, mas muito bem elaborado e que é meu segundo favorito! Apesar de iniciar com a apenas razoável “Yesterday’s Papers”, que, ao lado da semi-garageira “All Sold Out”, são os dois únicos pontos baixos – mas não tão baixos – do disco, a banda acerta o ponto na segunda faixa, a linda e também semi-garageira “My Obsession”, e depois daí é uma sucessão de belíssimos trabalhos de composição e performance vocal e instrumental. Difícil destacar as melhores do disco, pois ele é muito regular, mas vale notar a presença de lindas baladas como “She Smiled Sweetly”, tão doce que caberia perfeitamente em um disco como Pet Sounds, ou minha favorita “Back Street Girl”, que saiu apenas na versão inglesa, uma balada nostálgica com letra nada convencional – versos como “por favor, não perturbe minha esposa” e “só quero que seja minha garota da rua de trás” são bem sugestivos – e com Brian Jones tocando magistralmente acordeom e vibrafone. É de fazer chorar! Outro destaque é a animadíssima “Cool, Calm & Collected”, que possui um refrão quase sussurrado (que deve ter inspirado bastante Syd Barrett), um solo de um instrumento que não consigo identificar e um final que vai acelerando até uma mini-explosão. O lado mais rocker do disco é representado pelas ótimas “Connection”, “Please Go Home”, “Complicated” e “Miss Amanda Jones”, todas com ótimas guitarras de Richards, em especial essa última. “Please Go Home”, que também se encontra apenas nessa versão inglesa, utiliza a famosa base criada por Bo Diddley para uma canção de ar rebelde mas também viajante, na linha do que vinham fazendo os Byrds, utilizando inclusive o famoso theremin. “Who’s Been Sleeping Here?” é uma faixa nitidamente inspirada em Bob Dylan, enquanto que “Something Happened to Me Yesterday” funde elementos folk a outros de jazz tradicional, com destaque para o assobio que dialoga com o vocal todo o tempo e para o divertidíssimo refrão cantado por Keith. A faixa encerra esse disco espetacular de forma igualmente espetacular! Resumindo: os Stones mostram, em Between the Buttons, que têm muito o que ensinar aos indies de hoje!

Their Satanic Majesties Request [1967]

Esqueçam tudo o que sabem sobre Rolling Stones! Enquanto seu ídolo Robert Johnson fez um pacto com o demônio, os Stones tornam-se eles próprios senhores do mundo das trevas, e a chegada de Suas Majestades Satânicas é introduzida solenemente pelo piano e instrumentos de sopro reproduzindo sombriamente o tema da primeira faixa “Sing This All Together” e fazendo você pensar que comprou o disco errado, pois aquilo não pode ser Rolling Stones! Mesmo após a introdução, quando Jagger começa a cantar e a canção ganha corpo, a música não lembra nada o que os Stones sempre costumaram fazer. Nem os dois discos anteriores chegaram a tanto! Uma característica intrigante é o farto uso de mellotron, geralmente tocado por Brian Jones, que mantém o uso de diversos instrumentos. “Citadel” parece ser um eco do passado, na medida em que transita entre a agressividade proto-punk/hard dos Stones, presente aqui no riff direto, na bateria forte e nos vocais mais despojados de Jagger, e a atmosfera própria desse álbum, com uma barulheira infernal – talvez literalmente. “In Another Land”, composta e cantada pelo baixista Bill Wyman, é uma lindíssima faixa barrettiana (um dos motivos para se comparar esse disco com o primeiro do Pink Floyd, tanto melodicamente como em seus traços de psicodelia e já quase um space-rock). A letra fala de uma pessoa que constantemente acorda e se vê novamente dentro de outro sonho, e os sacanas Jagger e Richards aproveitaram pra inserir ao final dela uma gravação que haviam feito do próprio Bill Wyman roncando! “2000 Man” mostra uma elaboração ainda maior que a faixa anterior e uma certa ênfase no violão, o que a torna uma precursora do que os Stones fariam nos discos posteriores. A versão que o Kiss fez pra essa música não ficou ruim, mas é impossível não preferir mil vezes a original, que é um clássico! Em seguida, temos uma faixa que deve aterrorizar os fãs comuns da banda: “Sing This All Together (See What Happens)”, onde a banda pega o inocente tema da faixa inicial e lhe faz um tremendo estrago, como que transformando em sons as coisas mais loucas que o cineasta experimental e amigo da banda Kenneth Anger faria em imagens, chegando mesmo a antecipar a sonoridade hipnótica e a barulheira que só ouviríamos nos discos de krautrock! O encerramento da faixa, que fecha o lado A do vinil, seria a trilha perfeita para o mais sinistro filme de terror asiático! Já o lado B abre com “She’s a Rainbow”, forte candidata a melhor música dos Stones, uma faixa tão linda e doce – similar a algumas músicas do comecinho do Yes – que lhe faz esquecer todas as trevas das músicas anteriores. Em vão, pois a seqüência traz três temas floydianíssimos, no sentido mais obscuro: “The Lantern”, faixa inteiramente espacial, “Gomper”, que traz uma sonoridade oriental ao estilo de “Chapter 24”, do Pink Floyd – porém, os Stones se saíram ainda melhor – e “2000 Light Years from Home”, a menos boa do disco, mas que se destaca por ser precursora tanto do space-rock como talvez do som gótico dos anos 80! “On with the Show”, em que Jagger canta como se discursasse para uma platéia, encerra de forma genial esse clássico absoluto da psicodelia e – por que não? – da pré-história do rock progressivo!

Beggars Banquet [1968]

Se, na Bíblia, os empregados são enviados pelo seu senhor (Deus) para convocar a escória, a ralé, para seu banquete majestoso, Mick Jagger encarna Lúcifer em “Sympathy for the Devil” para destronar quaisquer majestades não-satânicas e iniciar o seu próprio “banquete dos mendigos”. E nesta faixa, mais uma séria candidata a melhor música dos Stones, tudo é perfeito, da letra aos extasiantes backing vocals, passando pelo magnífico falsetto de Jagger e pela sessão de exorcismo que Keith realiza em sua guitarra endiabrada! Dois aspectos podem ser ressaltados no álbum em questão, e o primeiro deles é a fúria que transborda de seus melhores momentos. Segundo o próprio Keith, depois de todos os problemas com drogas, incluindo batidas, julgamentos e prisões, eles queriam mais que as fadas, os duendes e os gurus indianos fossem ter com suas promíscuas mães! Para sentir essa fúria, basta ouvir “Street Fighting Man”, faixa que deve estar na jukebox de Bruce Springsteen e que transporta para uma “rock ‘n’ roll band” os ecos do Maio de 68, visto que na “sleepy London town”, não há lugar para lutadores de rua! O outro aspecto é a simbologia do título desse disco: temos realmente um banquete de mendigos, com os Stones voltando às raízes blueseiras e explorando a música acústica – muito também por influência de Gram Parsons –, extraindo da simplicidade mais prosaica uma farta musicalidade, para o deleite dos espíritos mais brutos. Isto pode ser sentido especialmente na dylanesca – mais uma – “Jigsaw Puzzle”, de melodia simples, mas que dificilmente nos permite não ir às lágrimas. A capa original do disco, uma parede de banheiro pichada com insultos por Jagger e Richards, parecia combinar esses dois elementos, mas teve de ser substituída por uma também criativa capa na forma de um cartão de convite. Outros destaques do disco são a melancólica “No Expectations” – que será tocada em meu enterro –, o blues rabugento de “Parachute Woman” e as três belíssimas faixas acústicas: “Dear Doctor”, “Prodigal Son” e “Factory Girl”. O único problema aqui é a decadência de Brian Jones, que, apesar de belas contribuições como o slide de “No Expectations” e a gaita de “Dear Doctor”, não era mais uma presença determinante nas criações da banda, e terminaria por sair da banda, sem condições de continuar. Mas, para sentirem a grandeza do disco, as faixas que deixei de mencionar são as queridinhas dos fãs “Salt of the Earth” e “Stray Cat Blues”, esta um hard rock bem carregado, raivoso e barulhento. Então, acomode-se e aprecie esta mesa farta de iguarias, pois, como o Lúcifer da canção, este é um álbum “de riqueza e bom gosto”!

Let It Bleed [1969]

Um clima cool, quase de bossa-nova, dá início a “Gimme Shelter”, primeira faixa desse disco de transição – transição nos Stones e transição nos tempos! O que se segue a essa introdução simboliza bem isso: a bateria passa a marcar um ritmo mais severo, meio hard, para então entrar o vocal angustiado de Jagger. Mais angustiado ainda será o vocal da cantora Merry Clayton, na mesma faixa, que, contendo também um riff sujo e debochado da guitarra de Keith, é a consumação do grito furioso de Beggars Banquet. Parodiando as metamorfoses de que fala o Zarathustra de Nietzsche, em 1967, os Stones lidavam ainda com “seres imaginários” e estavam portanto no estágio do camelo, passando, com Beggars Banquet, ao estágio do leão, o revoltoso, para então chegar, neste álbum, ao estágio de criança, acima do bem e do mal. A banda esbanja sua vontade segura na despojada – mas nem por isso menos genial – “Country Honk”, na jovial “Live with Me” – que iniciaria não só os solos de sax de Bobby Keys, mas também um estilo próprio de canções stoneanas mais animadas – e na inescrupulosa “Midnight Rambler”, que fala de um estuprador e assassino – dizem que uma moça atingiu o orgasmo assistindo a essa música em um show! Curioso é que a capa desse disco seria a que terminou pertencendo ao posterior Sticky Fingers, pois foi perdida antes do lançamento de Let It Bleed. Ao se abrir o zíper da calça que é a capa, surgiria o dizer “let it bleed”, e você interpreta isso como lhe parecer melhor! Outros destaques são a modernosa e funkeada “Monkey Man”, que poderia figurar sem problema em um disco do INXS, e a melhor do disco: “You Got the Silver”, uma balada country-blues, de instrumental magnífico, cantada pelo coração de Keith Richards, que se rasga violentamente no último verso! O disco conta ainda com “You Can’t Always Get What You Want, uma de suas canções mais amadas, a faixa-título – cuja letra parece ter sido inspirada em algum filme de sexo bizarro – e uma boa versão para “Love in Vain”, de Robert Johnson. Let It Bleed marca a saída de Brian Jones da banda e sua substituição por Mick Taylor. A morte inesperada de Brian foi homenageada por um show no Hyde Park onde foi oficialmente lançada a banda King Crimson, grande baluarte do rock progressivo. Este show, junto com o de Altamont realizado um dia após o lançamento de Let It Bleed, em que foi brutalmente assassinado o fã Meredith Hunter, marca, sob a aura desse disco, o fim dos anos 60 e seus ideais e o início dos anos 70: chega de paz e amor; é preciso deixar sangrar!



41 Comentarios

  1. Mister disse:

    Vivo lendo no orkut, no facebook e mesmo nos comentários de blogs, garotos de 20 anos
    afirmarem que gostariam mesmo é de terem vivido nos anos 60 e 70 para poderem conferir suas bandas clássicas do coração no auge da criatividade. A verdade é que eu, com meus 55 anos, tenho é uma ponta de inveja dessa geração atual que tem à disposição tanta informação e que pode julgar o rock sob um ponto de vista histórico. Nós não tínhamos essa informação vivendo aqui no Brasil. Também só alguns afortunados conseguiram ver essas bandas ao vivo na época. Muito do que sabíamos era mais através de revistas de fofocas do que de publicações sérias, salvo exceções que se contam nos dedos de uma mão. Mesmo o inglês era uma língua sem o mesmo acesso de hoje em dia. É por isso que me comove ver um rapaz como o Adriano (e outros jovens por aqui) falando sobre seus ídolos com tanta propriedade. E olha que não é fácil inaugurar sua colaboração no blog escrevendo sobre um monstro sagrado como o Rolling Stone. E escrevendo direito, dosando a babação de ovo, brindando com informações que muitas vezes envolvem outras bandas sem forçar o texto, sem se perder nas palavras. Parabéns KCarão! Eu que encho tanto o seu saco, não tenho nada a criticar ou a acrescentar ao seu texto. Só a minha admiração.
    Grande abraço.

  2. Muito obrigado pelas palavras, Gaspari! =]
    Pena que da próxima parte você vai ler apenas a primeira resenha! xP

  3. Rafael "CP" disse:

    Mister , por outro lado era uma delicia comprar as revistas Bizz e Letras Traduzidas , e batalhar pela informação , discutir com amigos ao invés de ter tudo na mão com apenas um clique

  4. Mister disse:

    É sim, Rafael. Tem razão.
    Mas me referi a bem antes. Fiz 20 anos em 1975. Na época a revista bacana era "Rock A história e a glória. Pop era mais modinha e a Rolling Stone nacional (1ª versão)havia acabado faz tempo. Das estrangeiras as melhores eram a Pelo (argentina), Circus (americana se não me engano) e a Ciao 2001 (italiana).
    Quanto a discutir com amigos, depende… Meus amigos mais chegados idolatravam Yes e Genesis ou Grand Funk e Led. O resto era o resto, hehe… Não dava para discutir muito quando você gostava de VdGG, Krautrock, Psicodelia, Italianos e Franceses. E nessa época eu achava os discos recentes dos Rolling Stones um cocô.

  5. Por sinal, durante minhas pesquisas rollingstônicas, acabei passando por esse blog:
    http://velhidade.blogspot.com
    Ele disponibiliza scanners de revistas brasileiras da época. Há exceções, mas em geral não dá pra se basear nelas… As análises costumam ser muito superficiais, e há erros toscos!
    Justamente pelo fato de que informação hoje em dia é algo bem mais acessível [se vc souber ir atrás], eu procurei não fazer um texto apenas informativo. E é por isso que gosto de ler os textos do Sirigaita.
    Mas, Gaspari, me diz, vc deixou de achar uma merda?

  6. Que baita texto Groucho. Parabéns! Eu sou um grande admirador dessa fase dos Stones. Para mim a banda era uma com Brian Jones e outra sem o Brian Jones. Os melhores álbuns que os velhinhos lançaram são o quarteto Aftermath, Betwen The Buttons, Their Satanic (o melhor de todos na minha opinião) e Beggar's Banquet, apesar de eu também gostar muito do Sticky Fingers.

    Agora, permita-me tecer alguns comentários. Também prefiro o primeiro ao segundo, e concordo que os covers do segundo não funcionam tão bem quanto as do primeiro. Eu prefiro a versão do Animals para She Said Yeah, mas isso é questão de gosto. Quanto ao fato de Goin' Home ter inspirado Jim Morrison, eu tenho minhas duvidas, pq ele tinha a ideia na cabeça desde adolescente, e The End foi concebida em diversos ensaios improvisados durante horas e horas. Pode até ser, mas eu não consigo ver relação a não ser nos improvisos do Richards e do Jones. O Between the Buttons é daqueles álbuns que logo na primeira audição voce não quer parar de ouvir, e ouve duas ou tres vezes na cola. Ja o Satanic é um disco fantástico. Desde a capa, até o trabalho do Jones, tudo é perfeito. Esse disco é 2000 anos luz a frente do Sgt. Peppers. O que os Stones fazem nele é um absurdo de bom. Eu não acho 2000 light a pior do disco (dou esses méritos para Citadel), mas concordo q She's A Rainbow é uma das melhores do Stones e que a versão do kiss é fraquinha perto da original.

    Já o beggar's banquet para mim é o primeiro unplugged da historia. O Led se inspirou nesse disco para fazer Led III. O trabalho acustico de Richards e Jones (que eu considero estar tocando muito nesse album) é fantastico. Por fim, o Let it Bleed realmente é uma mudança na sonoridade. Ali os stones ficavam mais pesados e mais técnicos, principalmente com a entrada do mago Mick Taylor, o melhor guitarrista que passou pelos stones.

    Desculpem o comentariolongo, mas enfim, tudo isso para dizer q os stones lançaram albuns espetaculares, em sua maioria muito diferentes entre si (tirando os dois primeiros), e que para mim são melhores do q qqer trabalho dos beatles. Stones só perdia para os Yardbirds nessa época.

    Jones Rules!!!

  7. Fábio RT disse:

    Semeando a discórdia 🙂

    Stones é superior até o lançamento do Revolver…. a partir deste disco a surra foi inevitável….:)

    Abraços a todos !!!!

  8. Mister disse:

    Gosto dos RS até o disco Exile on Main St.
    Daí a banda passou a jogar com o nome, o que não é demérito nenhum pelo conjunto da obra.
    Mas a mim eles não enganaram, hehe…
    Essa discussão Beatles x Rolling Stones é antiga e dispensável. Mas rende que é uma beleza.
    Quem gostar mais dos RS na primeira fase está coberto de razões. Quem gostar mais dos Beatles também. São duas bandas excepcionais.
    Mas para quem pôde acompanhar o trabalho desses dois grupos desde que apareceram, que é o meu caso, é impossível não ficar frustrado duas vezes: uma pelo fato dos Beatles terem acabado num momento em que ainda prometiam tanto (há divergências, claro); e a outra porque os RS preferiram investir no seu lado R$ (há divergências, claro).

  9. Acho que nunca li resenhas de álbuns dos Stones tão boas quanto essas. Se tratando dos Rolling Stones, tem que ter muita responsabilidade pra falar, ainda mais dos primeiros álbuns. Apesar de só conhecer do Out Of Our Heads pra frente, eu senti, lendo esse texto, um sentimento muito grande do autor (grande Groucho) ao 'resenhar' os álbuns. Só me resta, depois disso, baixar os 2 primeiros álbuns!

  10. Não se desculpe pelo comentário longo, Mairon. Apenas mostra que vc leu o texto com atenção. E as críticas, comentários e sugestões são sempre bem-vindas – até pq ainda haverá mais duas partes! Respondendo a seu comentário:
    Meus álbuns favoritos também são os q vc citou, e o melhor é realmente o Their Satanic! Talvez tenha sido, sim, meio forçado dizer que "Goin' Home" inspirou o Morrison, mas ela pode ter inspirado os Doors assim como o Rubber Soul inspirou o Pet Sounds, afinal o Brian Wilson pensava em fazer algo na linha do Pet Sounds antes do Rubber Soul ser lançado. Quanto ao Mick Taylor, eu particularmente considero ele o guitarrista "menos bom" dos Stones! Mas isso é papo pra próxima parte! =]
    Quanto aos Yardbirds, são território semi-desconhecido pra mim. Tô pegando os discos deles agora e tenho ouvido um bocado. Você bem que poderia fazer uma discografia comentada dos caras, hein? 😀
    Jones Rules!!! [2]

  11. Fábio, eu sou tentado a dizer o contrário: até o Help, os Beatles eram melhores – só é difícil dizer isso pq ieieie não é muito minha praia. Mas eu concordo com o Gaspari que essa é uma discussão dispensável. Eu prefiro os Stones, mas isso é preferência, assim como a do Mairon é apenas preferência dele. Eu só acho injusto que essa fase seja sempre relegada a segundo plano, pois além de guardar verdadeiras pérolas musicais, influenciou muita gente boa, como os citados Syd Barrett e Jim Morrison.
    Gaspari, achei que vc só curtisse até o Sticky Fingers. Já aumentou um. Depois de ler a próxima matéria, vc vai se render ao Goats Head Soup também! xD
    Rendrick, valeu pelo comentário! Não sei se você vai gostar dos primeiros pq são bem blueseiros, com uma sonoridade meio rude. Mas vai fundo! =]
    Obrigado a todos pelos comentários. Espero que a segunda parte também agrade aos leitores e aos administradores milionários do blog!

  12. Vini disse:

    Texto bom demais de ler e fala tudo na devida proporção! Eu prefiro bem mais os anos 70 dos Stones, a fase Mick Taylor, mas lendo esse texto deu vontade de ouvir desde o primeiro LP até o Beggars Banquet e curtir toda fase do Brian Jones. parabéns, cara! Continue escrevendo 😀

  13. Valeu pelo comentário, Vinicius. Não esqueça que domingo que vem sai a segunda parte, que trata justamente da década de 70 dos Stones!

    P.S.: Eu tava lendo aqui sobre o instrumento "kazoo", e vi que ele é um instrumento que altera a voz da pessoa e foi utilizado em "Corporal Clegg" do Pink Floyd e em "Crosstown Traffic" do Hendrix. Concluo, então, que o instrumento não identificado que sola em "Cool, Calm & Collected" do Between the Buttons é um kazoo, tocado por Brian Jones, claro.

  14. fernandobueno disse:

    Eu gosto do Beggars Banquet até o Exile on Main St. Já tentei ouvir os anteriores em especial o Their Satanic…mas não achei tão genial assim…posso mudar de ideia depois de ouvir mais…depois dos Exile acho que uma coletânia com oa discos restantes já seria suficiente…
    Sou daqueles que preferem os Beatles e na minha modesta opinião não dá nem para comparar…mas como disse o Mister…isso é discussão desnecessária.
    Quando sugeri ao KCarão para fazer esse texto sabia que seria bom, mas tenho que dizer que me surpreendi…ficou muito bom!!!

    Deu até vontade de dar jma chance makor para os caras…

  15. Fábio RT disse:

    Ahhhh

    A semente da discórdia era brincadeira !!!!
    Não tem que ficar discutindo quem era melhor mesmo… o negócio é ouvir as duas bandas e deixar a preferência decidir…sobre os albuns pós exile…. acho o Goats Head Soup um discaço… alias gosto bastante de todos os discos até o Tatto You… depois desse algo se perdeu… havendo momentos brilhantes em alguns discos…mas os trabalhos não eram mais tão sólidos

  16. Agora que o Bueno se manifestou, quero agradecer-lhe a oportunidade! xD
    É realmente uma honra escrever no blog onde escrevem caras que sempre admirei e cujos textos sempre me inspiraram.
    Eu acho, Bueno, que dá pra levar isso que você disse ao pé da letra: "não dá nem pra comparar". Realmente, por mais que a sonoridade de ambas as bandas tenham se aproximado um pouco entre 65 e 70, as propostas são distintas. Como eu sempre disse, eu acho o Their Satanic mais próximo do primeiro do Floyd do que de qualquer disco dos Beatles. E ele talvez seja o que mais se aproxime.
    Quanto à "morte dos Stones", que alguns localizam em 1971 ou 1972, otros em 1981, isso vai gerar um problema. A segunda parte da discografia comentada vai afastar aqueles que se interessam mais por psicodelia, mas vai atrair os fãs dos álbuns mais populares dos Stones, que são da década de 70. Mas a pobre terceira parte, no máximo, vai atrair alguns fãs pingados do Tattoo You! xD Uma pena, porque do Steel Wheels em diante os Stones só lançaram coisa boa! Talvez antes.. Mas pra apreciar esses discos tem que abstrair total das fases anteriores.
    By the way, "acho o Goats Head Soup um discaço"! [2] =]

  17. micaelmachado disse:

    Adriano, se você se mantiver escrevendo textos desta qualidade, a honra será toda nossa de ter você por aqui… Como já escrevi antes, você é de casa. Pode pegar uma cerveja e ir sentando no sofá da sala, só não pode mudar o canal da TV, ainda…

    Eu não dou muita bola nem para um, nem para o outro nessa "briga" Beatles e Stones. Mas, se tiver que escolher, sou Stones sempre…

    Só que o Who era melhor que os dois… O Cream também… e o Yardbirds… e os Beach Boys… e isso só antes de 67… depois é covardia o que tem de grupos melhores que os dois juntos…

  18. Olha, Micael, por mais que Stones seja paixão, eu acho que todos esses caras tiveram que quebrar muito a cabeça pra fazer frente ao Pet Sounds! Discaço! Simplesmente eterno! E é preciso dizer que Beach Boys nem de longe é só Pet Sounds!
    O Who tá longe de ser minha banda favorita, mas não é por falta de motivo! Adoro quase tudo que a banda fez até a morte do Keith Moon.
    Tinha também os Kinks e os Byrds, duas bandas bem underrated, mas que em muitas coisas tavam à frente dessas várias bandas que a gente citou!
    Abraço.

    P.S.: Tão assistindo o que? BBB?

  19. Valeu Groucho, pode ser que pinte um discografia comentada do Yardbirds sim, será um prazer. A melhor banda de todos os tempos (na minha opinião, que como vcs já viram, é meio maluca mesmo). Eu curto muito a fase pós Steel Wheels tb. Voodoo Lounge, Bridges to Babylon e A Bigger Band são excelentes, mas discutimos depois.

    Stones seeeeeeeeeeempre sera melhor que Beatles, e no texto que vou fazer dos Beatles irei destacar alguns pontos a respeito disso, mas como o Groucho disse, os Beach Boys eram muuuuuuuuuuuuuuuuuuito melhores que os dois, e o Pet Sounds é insuperável na década de 60. Estou preparando uma matéria em 3 partes somente sobre esse LP, mas não sei quando vai rolar. Quem ouve o Pet Sounds Sessions se dá conta de que toda aquela obra prima foi criada na cabeça de um unico sujeito, e nada dos beatles ou dos stones (se bem q os stones nunca quiseram ser beach boys, mas quiseram ser beatles) se compara ao que é o Pet Sounds

    The Who, Animals, Big Brother & The Holding Company, Kinks, Jefferson Airplane e principalmente The Shadows são bandas dessa época que superam facil facil os carinhas de liverpool …

  20. Mister disse:

    Quanto ódio guardado nesse coraçãozinho, Marion!!!!

  21. Como já disse aqui, acho que não dá pra discutir quem é melhor que quem, cada um fica com suas preferências. Eu prefiro Stones a Beach Boys. Mas eu citei a magnitude do Pet Sounds, porque pra mim aquilo é o ideal do rock progressivo, que é o que mais me interessa quando o assunto é rock. Esse álbum revolucionou, não só pelos sons contidos, mas pela idéia, pela proposta geral do disco. Inclusive, foi decisivo pra valorização dos álbuns, já que nessa época se dava muita ênfase aos compactos e EP's, sendo os álbuns mais coletâneas do que qualquer coisa… Mas acho que essa discussão sobre quem é melhor não leva a lugar nenhum. Mas rende, como disse o Gaspari! xD

    Agora, só pra fazer justiça, queria citar também os esquecidos Johnny Kidd & The Pirates, grupo que tá na base do rock inglês, meio que em contraposição aos Shadows. Esses caras deviam ser mais lembrados. Talvez o fato de não terem lançado um álbum favoreça esse ostracismo, mas o que fizeram em compactos vale muito!

  22. Com certeza Groucho, os Pirates são muito importantes. Eu tenho um bootleg do Led homenageando os pirates, e da pra ver que muitos dos nossos idolos eram inspirados pelos caras. Até o John Lennon uma vez citou a importância deles.

    Se começar a falar de importancia, Elvis é um dos primeiros da lista …

  23. Eu baixei esse bootleg do Led Zeppelin, mas ainda não ouvi. A Tribute to Johnny Kidd & The Pirates, certo?
    Eu discordo do Elvis, mas é melhor deixar pra lá! xD
    Eu achei que fosse ter mais gente xingando os discos de 67 dos Stones, mas que bom que o efeito foi mais relax. =]
    Alguém conferiu os videos? Se não, perderam ótimas oportunidades de ver os Stones tocando playback! xD
    Esses videos de programas de TV da década de 60 são toscos! Os melhores [menos toscos] são do Who!

  24. Fábio RT disse:

    Quantas heresias leio neste blog 🙂

    Legal…The Shadowns é uma que sempre deixei passar…alguém poderia me indicar alguns albuns da banda pra começar a conhece-la ?

  25. Fábio

    comece por esses 3

    The Shadows – 1961 (com a imortal blue star)

    Dance with the shadows – 1964

    Live at paris olympia 1975

    Isso é para esquentar, depois vai pegando a discogrfia aos pocos, pq tem muita coisa

    Grocuho, discutir sobre Elvis é que nem discutir time de futebol, sempre da briga! Eu acho o cara mediano perto dos outros da epoca (chuck berry, little richard, etc), mas é fato que ele foi o responsavel por levar o mundo do rock para os brancos

  26. Frido disse:

    Não sou fã de Stones, nem conheço sua historias… mas as músicas que ja ouvi são boas. Tem musica pra toda hora!

  27. Mister disse:

    Adriano:
    você vai comentar o Rock'n'roll Circus?

  28. Tá me achando com cara de palhaço?
    Agora falando sério: não vou. Vou abordar só os discos de carreira, álbuns de estúdio. Nem aquelas compilações, tipo Metamorphosis, não vão entrar. E olha que o Metamorphosis é praticamente um álbum lançado fora do tempo! Também não vai entrar o Bonus de 2010 do Exile on Main St, que tá numa situação parecida com a do Metamorphosis.

  29. diogobizotto disse:

    Esse guri é um notório zé ruela, mas admito que mandou bem nas descrições! Acho que vou ter que fazer uma discografia comentada do Bruce Springsteen pra tentar rivalizar!

    E esse pessoal perdendo tempo com essa discussão sobre qual das bandas era a melhor nos anos 60… Beatles, Rolling Stones, The Who, Beach Boys… qualquer um com um mínimo de bom senso sabe que o The Moody Blues fazia miséria com eles, heheheh… long live the moodies!!!

  30. Diogo, se você fizer uma discografia comentada do Springsteen, eu vou ler com gosto!
    Mas se fizer uma do Moody Blues, vai ser mil vezes melhor! Até porque é uma banda com muitas músicas que gosto, mas que eu não tenho conhecimento quase nenhum!
    Mas discutir qual a melhor, repito, é uma besteira imensa!

  31. Acho que não vão gostar da segunda parte.. Mas se aceitaram o Their Satanic como melhor dos Stones, então tvz passe! xD

  32. diogobizotto disse:

    Eu acredito que haja por aqui gente mais gabaritada pra fazer uma discografia do The Mooddy Blues, mas essa vamos deixar mais para frente… Quanto à do Springsteen, será o maior prazer, o problema vai ser controlar o tamanho dos textos, pois eu poderia escrever um artigo separado para cada disco, contar histórias… sem falar que se prender apenas aos álbuns de estúdio seria uma pena. Pelo menos a coletânea "Tracks" vai ter que merecer uma citação muito especial, pois ela deixa uma lição preciosa.

  33. Diogo, diferente de mim, que tenho você e o Bueno pra realizar cortes BRUTAIS nos meus textos, vc é livre! xD
    Faz logo essa droga e dxa de mimimi!

  34. diogobizotto disse:

    Pronto, provocou… acabas de criar um MONSTRO!!! Vai sair e é logo.

  35. Tô no aguardo! Bem que poderia ser um apêndice da Discografia dos Stones, pois dá pra derivar a discografia do Springsteen toda da discografia deles. A capa do Born in the USA, por exemplo, é a contra-capa do Sticky Fingers! xD

    P.S.: Quanto à discussão da melhor banda, os Stones surgiram após os Beatles. Logo, são melhores. Mas aí quem acaba ganhando é realmente o Moody Blues…

  36. Diogo, agora lembrei de uma coisa que você falou e acho que diz respeito a essa coletânea "Tracks". Foi nela onde o Springsteen condensou todo o material dele que não foi lançado nos álbuns?

  37. diogobizotto disse:

    Pois é. Ao invés de fazer como tantas gravadoras e artistas canalhas, que vivem a relançar seus álbuns com músicas bônus, raridades, mixagens diferentes e em grande parte das vezes com faixas que em nada acrescentam a obra original, Springsteen nunca perpetrou esse tipo de relançamento calhorda. Ao invés disso, lançou em 1998 um disco quádruplo, contando com 66 músicas, incluindo demos, lados b, canções que foram trilha sonora de filmes, entre outros tipos de canções.

    O POBREMA é que só isso não bastou. Springsteen tem, no mínimo, material finalizado o suficiente para lançar mais duas edições de "Tracks". Apenas nas sessões de "Born in the USA" sobraram mais de 50 músicas que não entraram no álbum. E não falo de simples demos. Falo de versões gravadas com banda completa.

  38. Ainda bem que vc não fala de demos, pq todo mundo já tá falando de demo nesse blog!
    Mas, falando sério, acabei lembrando que vc tinha dito isso certa vez e imaginei que fosse essa a 'lição'!
    Os Stones, até hoje não vi disco deles que tivesse bônus. Em compensação, o que tem de faixa espalhada por aí, em coletâneas, caixas e quetais, não é brincadeira! Realmente muito chato!
    Mas a questão é: essas 50 faixas que ficaram de fora do Born in the USA valem ao menos uma das que entrou?

  39. Meu Brother, nos meus 19 aninhos de vida, o que eu mais ouvi foi KISS, Stones, Led Zeppelin e Aerosmith, e porra! Nada supera Rolling Stones quando você quer citar alguma banda de rock and roll cru e esperto. Você foi muito certeiro ao falar das faixas e dos discos, comentários acertivos, muito gostoso de ler! Parabéns pela iniciativa de falar dessa discografia fascinante!

    Sobre a 2000 man, são 2 músicas completamente diferentes. A do Stones, psicodélica quase progressiva, dá sequencia a um disco de qualidade excepcional, e a do KISS populariza a faixa do disco, que até então era conhecida apenas como o "Pé na jaca" do Stones. É interessante como o KISS ao buscar um cover da banda que Ace Frehley mais gosta, acerta em cheio ao achar 2000Man. A Música tem uma letra que se encaixa bem na sonoridade KISS e é uma PÉROLA. Qualquer outra banda faria cover de Jumpin' Jack Flash ou de I Cant Get No, Satisfaction. A Escolha desse cover merece mais respeito pelo fato de ter sido muito bem escolhido. Mas é sons completamente diferentes, parecem 2 músicas bem distintas. Uma psicodélica, e uma hard rock. Acho injusto comparar as duas! Haha

    Agora vou sair, depois comento a parte II, piá! Abração

  40. Concordo plenamente, Phelipe! A faixa ganhou um formato totalmente novo com o Kiss. O "don't you know" com as paradinhas ficou massa! E tem também essa questão: se alguém te diz que o Kiss vai gravar um cover dos Stones, em que música vc pensa? Eu pensaria em milhares e não pensaria nessa! Valeu pelo comentário!

  41. Anônimo disse:

    Um dos grandes,méritos,dos Stones,foram ter influenciado,as bandas de garagem,dos anos 60.As bandas,americanas,de garagem,eram qquase cópias,só que mais sujas,das inglesas.O Standells,que é uma das minhas bandas de garagem,favoritas,pareciam e muito,os Stones,da fase inicial

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