Stone Temple Pilots – Core [1992]
Por Marcelo Freire
Lançado em 29 de setembro de 1992, o álbum Core do Stone Temple Pilots emergiu em meio ao turbilhão criativo do movimento grunge, mas desde o início insinuava algo além. Seu lançamento marca não apenas a estreia fulminante da banda, mas também um dos capítulos mais densos e expressivos da história do rock. Embora sucesso de vendas, a crítica americana, inicialmente, tachou a banda de oportunista e genérica, acusando-a de imitar o som de Alice in Chains e, sobretudo, Pearl Jam. No entanto, o tempo (ah, o tempo…), juiz implacável, inverteu esse julgamento. Passados já 32 anos, Core revelou-se um disco atemporal, ancorado não apenas na estética grunge, mas também enraizado nas tradições mais nobres do rock dos anos 70. Em sua fusão de peso e lirismo, desespero e sensualidade, esta é uma das obras mais coerentes, técnicas e emocionalmente densas da história do rock alternativo e, claro, do rock and roll.

No início dos anos 1990, os EUA tornam-se o epicentro de uma revolução: um novo estilo que, se por um lado herda o legado do hard rock que dominou a década anterior, por outro tinha uma estética mais crua, introspectiva e agressiva. Proveniente da costa oeste dos EUA, especialmente Seattle, o grunge buscava romper com o virtuosismo e a superficialidade do rock mainstream, incorporando uma sonoridade suja, letras existenciais e uma atitude niilista. No entanto, ao contrário de bandas como Nirvana e Soundgarden, o Stone Temple Pilots surgiu em San Diego, Califórnia, algo que levou inicialmente parte da crítica a desconsiderar sua autenticidade dentro do movimento — embora Core tenha, com o passar do tempo, calado os críticos por sua consistência estética, peso sonoro e uma rara maturidade composicional para uma banda de estreia.
Do ponto de vista técnico, Core apresenta uma produção robusta, conduzida por Brendan O’Brien, que viria a se tornar um dos nomes mais influentes da produção musical dos anos 90 (um pouco de seu portifólio: AC/DC, Pearl Jam, Soundgarden, Red Hot Chili Peppers, Bob Dylan, Rage Against the Machine, The Killers, Bruce Springsteen, Korn, Limp Bizkit, Incubus, Papa Roach…). As guitarras são espessas e saturadas, mas nunca indistintas; os vocais, empilhados em múltiplas camadas, conferem uma dramaticidade peculiar às faixas. A bateria é gravada com ênfase nos tons médios e graves, criando uma base sólida sobre a qual as músicas se desenvolvem com variações dinâmicas muito bem calibradas. Seus arranjos combinam o peso do hard rock com nuances psicodélicas, texturas alternativas e certa elegância composicional pouco comum, repito, entre as demais bandas do grunge. O som é denso, mas nunca caótico: cada instrumento encontra seu lugar com clareza e propósito, méritos de O’Brien.

Do lado da banda, grande parte dessa sofisticação musical se deve ao baixista Robert DeLeo, verdadeiro arquiteto sonoro da banda. Quem acompanha meus textos aqui na Consultoria sabe que tenho as minhas teses e esta é uma delas: a de que muitas bandas têm um dono para seu som. Inspirado por nomes como James Jamerson (baixista de muitas músicas de sucesso da gravadora norte-americana Motown nos anos 60 e 70), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Chris Squire (Yes), Robert compõe linhas de baixo melódicas, criativas e complexas, que sustentam os arranjos com personalidade. Ele não apenas costura o groove das faixas como também contribui decisivamente para suas estruturas harmônicas — muitas das progressões e climas do disco nascem de suas ideias. Robert é responsável por praticamente quase todas as composições da banda e é, sem sombra de dúvidas, um dos baixistas mais subestimado de todos os tempos do rock and roll. Se você tem programas em casa para isolarem os instrumentos, ouça-o sozinho nas músicas, depois somente ele e Weiland.
Seu irmão, Dean DeLeo, é um guitarrista técnico e refinado. Seus riffs carregam o peso do hard rock clássico, mas são sempre bem modulados, fugindo da caricatura. Alterna momentos crus, como em “Sex Type Thing”, com passagens líricas (“Plush”) ou quase psicodélicas (“Sin”). Já o baterista Eric Kretz, preciso e criativo, equilibra variações de dinâmica e timbre com discrição e inteligência — seu trabalho é a espinha dorsal sobre a qual o drama vocal de Scott Weiland se desenrola. E é justamente no vocalista que reside o diferencial mais impactante da banda. Scott Weiland, com sua voz camaleônica, encarna o espírito da década: ora sussurra com sensualidade, ora urra com fúria, transitando entre o crooner e o profeta caído. Seu trabalho vocal em Core é uma verdadeira aula de interpretação: não canta apenas as notas — performa as emoções com visceralidade e domínio técnico. Weiland é o Jim Morrison do nosso tempo. Letrista de quase todas as músicas da banda, é um talento perdido precocemente, morto aos 48 anos no dia 3 de dezembro de 2015, quando foi encontrado morto em seu ônibus de turnê por seu empresário em Minnesota nos EUA. Scott Weiland morreu de uma overdose de cocaína, MDA (drogas sintéticas) e álcool. Sua morte é o retrato de vários anos de depressão e abuso de drogas.

“Dead & Bloated” abre o disco como um grito primal, quase uma declaração de intenções: riffs robustos e pesados, vocais guturais e uma atmosfera de ruína existencial. A introdução falada evoca uma atmosfera claustrofóbica e decadente — que outro artista comporia os versos “Eu estou cheirando como uma rosa, que alguém me deu / no aniversário de minha morte / Eu estou cheirando como uma rosa, que alguém me deu / porque eu estou morto e inchado” a serem cantados na abertura da primeira faixa do primeiro disco de sua banda?!. Scott já apresenta, aqui, sua capacidade de manipular o espaço e o timbre da voz — um prenúncio do que viria não só ao longo do álbum, mas também da carreira. Em seguida, vem “Sex Type Thing”, uma crítica à masculinidade tóxica e ao abuso sexual. A polêmica surgida à época reside em sua ambiguidade lírica na crítica feroz à cultura do estupro, frequentemente mal interpretada como uma celebração da misoginia. Musicalmente, é uma faixa tensa, construída sobre um riff hipnótico que remete tanto ao Black Sabbath quanto à crueza do punk. A performance de Weiland adota o ponto de vista do agressor justamente para desconstruí-lo, e foi justamente essa estratégia mal compreendida quando a lançaram. O ótimo riff remete à violência sonora do Sabbath, enquanto a rítmica quadrada da bateria e a tensão do baixo intensificam a sensação de ameaça. Weiland canta com um tom predador e firme que “Eu sei que você quer o que está na minha mente / Eu sei que você gosta do que está na minha mente / Eu sei que isto te devora por dentro / Eu sei, você sabe, você sabe, você sabe / Eu sou um homem, um homem / Eu te darei algo que você nunca esquecerá // Eu disse que você não deveria ter usado aquele vestido / Eu disse que você não deveria ter usado aquele vestido / Usado aquele vestido” para, depois, repetir vinte vezes o verso “Aqui vou eu, vou eu, vou eu”. Perversidade em estado bruto, pois reforça a cultura de que não só a mulher é culpada pelo estupro como o provoca porque também quer, ou seja, porque ela é safada, e não o homem. Música necessária e genial que, infelizmente, recebeu muitas críticas de gente que mal sabe interpretar uma letra de música.
“Wicked Garden”, por sua vez, é uma das joias do álbum. Com um riff hipnótico e uma estrutura que equilibra tensão e liberação, a faixa trata da corrupção do desejo e da perda da inocência. As camadas vocais de Weiland aqui são exemplares: há nele uma ambiguidade entre o desejo e a repulsa, que torna a canção ainda mais poderosa, pois nela a banda encontra um equilíbrio perfeito entre peso, melodia e profundidade lírica. A canção fala sobre a perda da inocência, um tema recorrente no rock dos anos 90, mas aqui abordado com uma linguagem imagética poderosa: “Você consegue ver como uma criança? / Você consegue ver o que eu quero? / Quero correr pelo seu jardim perverso / ouvi dizer que ele é o lugar onde eu posso achar você / pois estou vivo, bem vivo agora / e sei que a escuridão cega você”. A música é, em si, uma metáfora sobre como os desejos e os pecados humanos contaminam aquilo que um dia foi puro – uma crítica velada ao consumismo, à repressão e às máscaras sociais. Musicalmente, o riff de abertura é icônico, sustentado por uma harmonia que mistura sensibilidade melódica com agressividade rítmica. A canção cresce com naturalidade, conduzida por uma interpretação vocal que oscila entre a confissão e o grito, evidenciando a capacidade interpretativa de Weiland, que transformava cada faixa em uma experiência quase teatral, o que sempre pode ser conferido em suas apresentações no YouTube.

Toda grande banda de rock tem um hino, e “Plush” é o do Stone Temple Pilots, além de ser sua maior composição. Uma obra-prima. Com sua estrutura quase baladesca, é construída sobre uma progressão harmônica comovente, evocando o classic rock com um senso de modernidade. A letra, vagamente inspirada por uma matéria de jornal sobre uma garota que, no início dos anos 90, foi encontrada morta após ser sequestrada na cidade natal da banda, San Diego, transcende o fato e mergulha em um estado de alienação e obsessão. É notável como Weiland entrega cada frase com uma carga emocional ambígua — vulnerável e ameaçadora ao mesmo tempo. Comovente e melancólica, profundamente melancólica. Antes de continuar a leitura, acesse esse link e assista-o com toda a atenção. Lembra do que disse sobre Weiland ser o nosso Jim Morrison contemporâneo? Nesse show, ele tem algo de Jagger e de Bowie também… Scott Weiland foi um furacão ao vivo. Se eu fosse professor de música, e não de literatura, e desse uma aula sobre presença de palco, mostraria esse vídeo aos meus alunos. E se você não se emociona com “Plush”, está vivendo errado. “E eu sinto que esse tempo foi desperdiçado / Então aonde você vai amanhã / E eu vejo que tem mentiras a surgir / Você poderia ao menos se importar”. Nesse vídeo, temos uma aula sobre o que é um show de verdade, veja a sintonia das pessoas! A banda está no auge, no topo, tocando como numa sinfonia. Todas as vezes em que assisto a esse vídeo — e faço-o com frequência — eu tenho a convicção que Stone Temple Pilots é das bandas mais subestimadas do rock, bem como seus músicos, e não somente Robert DeLeo. A performance vocal atinge aqui um de seus ápices, assim como o solo de Dean, econômico e expressivo, o baixo de seu irmão e a bateria de Kretz. A banda, nessa faixa, apresenta as suas armas. A música é de Robert e Scott e Eric fizeram a letra, e Robert afirma em uma entrevista que a canção foi composta em uma banheira de hidromassagem no Oakwood Apartments, em Columbus. Anos depois, Scott acrescentou, durante um episódio do VH1 Storytellers, que: “Uma garota foi sequestrada e depois encontrada tragicamente assassinada no início dos anos 90. Isso me deu combustível para escrever a letra desta música. No entanto, esta música não é sobre isso, na verdade; é uma espécie de metáfora para um relacionamento perdido e obsessivo.”. Considerando isso, os versos “Aonde você vai amanhã / Aonde você vai amanhã com aquela máscara que eu encontrei? / E eu sinto, e eu sinto / Quando os cachorros começam a cheira-lá / Ela cheirará sozinha?” soam mórbidos, ainda que Kretz tenha afirmado em entrevista que os versos sobre os cachorros são dele e que apenas revelam seu amor pelos caninos.
Se há uma música que solidificou o legado da banda, portanto, no imaginário popular, essa é “Plush”. Vencedora do Grammy e presença constante nas rádios da época, com dois videoclipes Josh Taft: o primeiro foi lançado em 1993 e passava todo dia uma meia dúzia de vezes na MTV; o segundo pode ser encontrado no DVD bônus Thank You de 2003. A faixa, enfim, vai além do hit, espécie de balada sombria que utiliza uma metáfora (um cão perdido) para discutir temas como obsessão, perda e decadência emocional. O refrão, com seu ambíguo “Aonde você vai amanhã?”, carrega uma angústia existencial profundamente conectada com o espírito dos anos 90. Sua sonoridade é um exemplo de como o grunge podia ser lírico sem perder a densidade, já que a progressão harmônica tem algo de melancólico à la R.E.M., mas o tratamento instrumental remete, repito, especialmente à influência de bandas dos anos 70, sobretudo Led Zeppelin. O solo de guitarra é contido, mas eficaz, conduzindo a música a um clímax emocional que não depende de excessos técnicos, mas de sinceridade estética. Nesse vídeo, você vai entender por que Robert Deleo, que explica como compôs a canção, era o som da banda.

“Crackerman”, embora muitas vezes subestimada, é um verdadeiro trator de palco. Com sua excelente pegada stoner/hard, evoca algo entre MC5 e Deep Purple. A música tem um groove sujo e acelerado, ideal para os vocais rasgados de Weiland, que aqui brinca com frases oníricas e nonsense — como se estivesse delirando em uma estrada desértica sob o efeito de alucinógenos e desespero urbano. O baixo de Robert conduz a faixa com intensidade, sugerindo que sua função vai muito além da marcação rítmica: ele empurra a música para frente com elegância suja.
Outras faixas também merecem menção: “Sin”, com seu caráter confessional e instrumental mais denso, representa um momento de introspecção dentro do álbum. “Creep” é um hino dos deslocados, com uma melodia pungente e versos inesquecíveis (“Eu sou metade do homem que costumava ser”) — canção que sintetiza o espírito de inadequação da década, reflexo direto de uma geração que carregava o peso do desencanto. A voz de Weiland, aqui, oscila entre o sussurro e o lamento, intensificando a atmosfera melancólica da faixa. “Piece of Pie” traz fúria e densidade, retomando a crítica social e a luta contra os falsos messianismos. E o disco se encerra com “Where the River Goes”, uma faixa longa, de quase nove minutos, que mistura psicodelia, lirismo e peso em uma progressão atmosférica que evoca bandas como Pink Floyd e, mais uma vez, Led Zeppelin, uma das bandas favoritas de Robert DeLeo. O Stone Temple Pilots escolhe terminar sua estreia não com um grito, mas com uma paisagem sonora densa e contemplativa — como se apontasse para horizontes mais amplos do que o grunge permitiria.
Hoje, Core estabelece-se como um álbum maior do que seu tempo e deixou de ser “apenas” um disco grunge para se tornar um marco na história do rock. Sua riqueza técnica, sua capacidade de conciliar brutalidade e beleza, e a atuação marcante de cada um dos músicos — especialmente a criatividade composicional de Robert DeLeo e a performance visceral de Scott Weiland — colocam o álbum no mesmo patamar de grandes clássicos da época como Ten do Pearl Jam, Nevermind do Nirvana e Dirt do Alice in Chains, e mesmo Superunknown do Soundgarden, o maior de todos: Core é uma obra-prima madura, espelho de seu tempo e, ainda assim, capaz de falar com gerações posteriores. Um disco que soa urgente ainda hoje — e talvez sempre.

Track list
- Dead & Bloated
- Sex Type Thing
- Wicked Garden
- No Memory
- Sin
- Naked Sunday
- Creep
- Piece Of Pie
- Plush
- Wet My Bed
- Crackerman
- Where The River Goes

Tenho grandes dúvidas em qual dos álbuns do STP é o melhor, se este ou o Purple. Ambos são magníficos, mas confesso que demorei muito tempo para entrar no mundo de Scott Weiland e cia. Como o Marcelo definiu bem, o baixo do Robert de Leo dá a sonoridade característica do grupo, mas tambem quero destacar como o Dean DeLeo criava riffs complexos, harmonias fantásticas (“Plush” é um ótimo exemplo, assim como “Interstate Love Song”) que ninguém no chamado “grunge” fez similar. Enquanto o Nirvana pegou riffs básicos, o pearl Jam galgava em acordes abertos e o AIC e o Soundgarden capricharam em levar os acordes em 5 do sabbath para outros patamares, o STP fez músicas com diminutas e acordes de harmonia bem diferente do usual.
Discaço e baita resenha, agora é aguardar a resenha do Purple
Mairon, fiquei muito feliz com o seu comentário, de verdade! Muito obrigado.
Sua análise dos acordes da turma do grunge foi massa demais.
Entre “Core” e “Purple”, eu realmente não sei estabelecer qual é o melhor, te entendo… E quero que saiba que, com o seu comentário, já me apresento prontamente para preparar a resenha do “Purple” para o mês que vem já.
Quanto ao Dean DeLeo, ele realmente é um guitarrista diferenciado (e subestimado, como coloco no texto), porém devo insistir na tese que defendo de que há bandas que possuem um dono para o seu som, e no STP é o Robert DeLeo; quando você diz que o Dean “criava riffs”, na verdade ele executava os riffs criados pelo irmão, que era o compositor e quem fazia os arranjos – recomendo fortemente, pegando somente as músicas que você menciona, que veja os vídeos abaixo, nos quais ele explica como criou:
“Plush” – https://www.youtube.com/watch?v=dPSyOvPX5UI
“Interestate Love Song” – https://www.youtube.com/watch?v=UVH4cb3GrM4
Opa, blz. Irei ver sim Marcelo. Abraços e parabéns novamente pelo texto. Fico no aguardo da dissecação do Purple
É sério, não deixe de assistir aos vídeos, Mairon, e descobrirá que ele USA TOM JOBIM PARA CRIAR “Interestate Love Song” (essa sacada não é minha, quem fala é ele…).
Não vi o video, mas com certeza, tem algo até de João Gilberto ali
Bicho, precisa ver o vídeo então… Ele é entrevistado pelo Rick Beato, um Youtuber que eu acompanho e que também é o produtor do Shinedown, banda que me amarro, e o Rick solta o lance da Bossa Nova… Só assistindo para entender.
Excelente resenha e uma das bandas mais subestimadas dos anos 90. Me lembro de ouvir esse disco, pela primeira vez, na sala de casa e me surpreendi com tamanha qualidade, um das melhores coisas que ouvi na vida.
Muito obrigado, Júlio, pelo seu comentário.
Eu concordo duplamente contigo: tanto no quesito de “banda subestimada” quanto no fato de que eles já surgiram grandes (estou considerando que quando fala de ter ouvido o disco pela primeira vez, deve tê-lo feito nos próprios anos 90).
Marcelo de Deus, não sabia que no acústico da MTV o STP tocou “Andy Warhol”. Curiosamente chegou para mim hoje uma indicação de uma versão masterizada do acústico que eu desconhecia, e nela está “Andy Warhol”. Que coisa LIMDA!!!!!
Verdade, maravilhosa! E o texto do “Purple”, seu pedido, já começou a ser gestado, já tem uns 2 parágrafos iniciados…
E aí, viu os vídeos?!