Stevie Wonder – Songs in the Key of Life [1976]

Stevie Wonder – Songs in the Key of Life [1976]

Durante nossas férias, ao longo de janeiro e fevereiro de 2026, iremos trazer aqui matérias relacionadas com álbuns/eventos ocorridos em anos terminados com o número 6 (1966, 76, 86, 96, 2006 e 2016). Ao mesmo tempo que rememora essas matérias, aproveite para ouvir nossa Playlist com os Melhores de 2025, escolhidos por nossos consultores. Desejamos à todos um excelente 2026, e após re-calibrarmos nossas energias, voltaremos com novas matérias a partir de março. Forte abraço e obrigado pela leitura e participação de sempre.

Por Pablo Ribeiro (Publicado originalmente em 18 de julho de 2011)
Gravado entre 1975 e 1976, Songs in the Key of Life é o 18º disco da carreira de Stevie Wonder, e é considerado o ponto mais alto de sua chamada “fase clássica”. Originalmente um 12″ duplo, que ainda continha um compacto de 7″ (chamado de A Something’s Extra) e um generoso livreto com informações a respeito do álbum e todas suas letras, Songs… foi um sucesso de crítica, público e venda. Não é para menos. Nele estão contidos alguns dos maiores clássicos de Wonder, além de outras maravilhas, que, se não foram hits na época, não deixam nada a dever às canções mais famosas. São 21 faixas em quase duas horas de música do mais alto gabarito, sendo quase impossível dar destaque maior a determinadas faixas.
Stevie Wonder em 1976
Musicalmente, há muito funk, soul e rhythm ‘n’ blues, gêneros nos quais Wonder sempre reinou com desenvoltura ímpar. Mas não é só. O rock permeia todo o material, ora explicitamente, dividindo amistosamente a atenção com os gêneros supracitados, ora como um tempero a mais para as canções onde o som Motown domina.
Quando de seu lançamento, em 1976, Stevie Wonder, então com 26 anos (14 de carreira), já era considerado um dos mais populares personagens da música pop não só nos EUA, mas no mundo todo. Os três discos anteriores, Talking Book (1972), Innervisions (1973) e Fulfillingness’ First Finale (1974), são clássicos absolutos do rhythm ‘n’ blues, e discos essenciais de música pop. Os dois últimos, inclusive, faturaram prêmios Grammy como álbum do ano em 1974, e 1975, respectivamente. Apesar do sucesso cada vez maior, o descontentamento de Wonder com a política externa norte-americana em relação à Gana o fazia cogitar cada vez mais a possibilidade de largar a carreira musical e se mudar definitivamente para o país africano, visando trabalhar em prol de crianças deficientes. Wonder cogitou, inclusive, um show de despedida. Entretanto, depois de uma proposta da poderosa (na época) gravadora Motown, de um contrato de sete discos em sete anos, Wonder reconsiderou sua decisão. O fato da gravadora possuir um background de música negra muito maior que as rivais Epic e Arista, foi fator determinante na escolha de Wonder. Decisão acertada, que culminou em vários discos de qualidade incontestável, começando com uma das maiores obras de arte da musica popular, chamada Songs in the Key of Life. Obrigatório!
Capa e livreto de Songs…, além do EP A Something’s Extra, que acompanha o álbum
Track list:
Songs in the Key of Life
1. Love’s in Need of Love Today
2. Have Talk With God
3. Village Ghetto Land
4. Contusion
5. Sir Duke
6. I Wish
7. Knocks Me Off My Feet
8. Pastime Paradise
9. Summer Soft
10. Ordinary Pain
11. Isn’t She Lovely
12. Joy Inside My Tears
13. Black Man
14. Ngiculela – Es Una Historia – I Am Singing
15. If It’s Magic
16. As
17. Another Star
A Something’s Extra (Bonus EP)
1. Saturn
2. Ebony Eyes
3. All Day Sucker
4. Easy Goin’ Evening (My Mamma’s Call)
Songs in the Key of Life foi reeditado em CD duplo, com todas as faixas originais do LP, incluindo as faixas do EP A Something’s Extra.

Um comentário em “Stevie Wonder – Songs in the Key of Life [1976]

  1. Disco maravilhoso, verdadeira enciclopédia da black music americana nos anos 70. “Songs…” é, para mim, o quinto disco numa sequência verdadeiramente obrigatória para quem gosta de black music, pois “Music on My Mind” também é excelente; pena que Stevie nunca mais recuperou a chama que aqueceu esses discos, pois os álbuns se tornaram escassos e de qualidade muito inferior a esse período dos anos 70. Mas indubitavelmente o nome dele já tinha sido gravado a ouro na história da música americana. Nesse álbum, “As”, “Sir Duke” e a linda “Isn’t She Lovely” são meus destaques, mas não acho exagero dizer que o disco é todo bom.

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