Ontem, infelizmente perdemos um dos maiores guitarristas da história, Eddie Van Halen. Em sua homenagem, nossos consultores trazem algumas palavras sobre esse gigante das seis cordas. Descanse em paz!


André: O Van Halen como banda demorou um pouco a me fisgar. Não que eu não gostasse da banda, mas falo no sentido de admirá-los da forma como um gigante do estilo mereça. Isso ocorreu comigo na fase oitentista da banda no finalzinho da fase Lee Roth e principalmente com Sammy Hagar aos microfones. Mas foi só eu ter paciência para então facilmente admirar as grandes qualidades que Eddie tinha como guitarrista e, por que não, também como tecladista. Afinal, aqueles lendários riffs de teclado de “Jump” estão aí né, mais grudentos do que os de muitos tecladistas especializados no instrumento. Então foi com tristeza, mas não surpresa visto que Eddie já andava mal há uns tempos, que fui saber de seu falecimento. Quando teremos um guitarrista que praticamente fundou todo um gênero e um estilo de tocar que dominou uma década inteira? Talvez nunca mais. Obrigado por tudo, holandês! Você vai fazer falta pra caralho.


Daniel: É impossível mensurar a profunda admiração que tenho pela obra do Van Halen. VH1, 1984 e 5150 estão, muito facilmente, entre os discos que mais ouvi na minha vida. Eddie Van Halen foi daqueles músicos geniais que mudam os caminhos de um estilo, antecipam tendências e se tornam referências para uma incontável legião de admiradores. É sempre duro perceber que os heróis de verdade não são como aqueles dos quadrinhos, os quais morrem em uma edição e ressuscitam na seguinte. São como nós, de carne e osso. Embora não seja de cultivar ídolos, só tive este sentimento de perda quando Lemmy Kilmister se foi, há quase 5 anos. Mas, e sempre há um mas, a obra de Eddie permanece e seu legado se continua. Valeu, Eddie!


Davi: Ainda me lembro do impacto que tive quando ouvi o Van Halen, pela primeira vez. Era algo divertido, enérgico e, acima de tudo, mágico. Um dos motivos de todo esse encanto, certamente foi a guitarra de Eddie Van Halen. Por algum motivo, aquilo parecia sobre-humano, parecia um som vindo de outro planeta. A introdução catártica de “Eruption”, a furadeira em “Poundcake”, o solo endiabrado de “Beat It”, o riff encantador de “Dance The Night Away”. Parecia tudo perfeito demais para ter sido realizado por um garoto de Amsterdã.  Não é de se estranhar toda a influência que sua guitarra causou, o rumo que a história tomou. A partir de então, todo jovem que empunhava uma guitarra queria soar como Eddie Van Halen. E não tinha como ser diferente. A música ganhou novos horizontes, os jovens guitarristas ganharam novos desafios. Não tenho a menor dúvida que sua obra e suas inovações irão ecoar para todo sempre. Obrigado, Eddie Van Halen, por ter tornado o universo musical ainda mais encantador e ainda mais enigmático. Fique com Deus…


Libia: Um dos maiores guitarristas do século 20. Percebi o grande diferencial no estilo do Eddie Van Halen quando escutei nas primeiras vezes, isso me contagiou totalmente. No meu caso foi logo quando escutei “Jump” e “Panama” do álbum 1984. Mas depois que ouvi o disco de estreia , esse se tornou o meu favorito. Ele é tão à frente de seu tempo que acho que ainda é relevante. A “Eruption” é uma das poucas musicais instrumentais que ficaram tão marcadas na minha cabeça. Certamente milhares de bandas que ouvimos carregam o legado que Eddie deixou. E reconhecemos que o seu dever foi cumprido aqui nesse planeta. Mas é realmente difícil aceitar a ida dos nossos ídolos musicais que são tão intrínsecos no Rock. É o tipo de artista que nunca mais veremos outro. Um triste acontecimento para o Rock.


Mairon: Eddie Van Halen não faleceu. Ele viverá em cada menino que assistir a um show de rock. A revolução nas seis cordas que o cara fez foi equivalente apenas ao que Hendrix fez nos anos 60. Ao empregar técnicas conhecidas com novas, usando uma nova cara, totalmente veloz, e disparadamente complexa, Eddie mostrou que sim, era possível fazer rock ‘n’ roll com muita técnica, sem ser piegas ou arrogante. “Eruption” é um ultraje para iniciantes, mas há muito mais em sua vasta e incrível carreira. “Cathedral”, “Little Guitars”, “Mean Street”, “Spanish Fly”, são outras grandes obras do cara! Além disso, era de uma energia impactante no palco. Fora participações em discos de outros artistas, destacando “Beat It”, com Michael Jackson. Um ser de fora do planeta, que trouxe além céus uma revolucionária forma de tocar, e se une a outro revolucionário contemporâneo, mas do baixo, Jaco Pastorius, e tantos outros músicos no paraíso da arte. Infelizmente não tive a honra de presenciar um show dele, mas sempre lembro da história de um amigo, que irei contar mês que vem por aqui, através do nosso estimado Eurico. Que perda para a guitarra e para a música. Câncer maldito levando mais um. Mas, já diria Renato Russo: “Os bons morrem jovens”!


Ronaldo: Eddie Van Halen partiu bem antes do tempo e nós lamentamos profundamente. No aspecto coletivo, se a guitarra elétrica fosse um livro, sua obra seria um dos capítulos. Eddie trouxe uma abordagem diferenciada ao instrumento mesmo tendo sido precedido por caras fantásticos que viraram o instrumento do avesso nos 10 anos anteriores ao lançamento de seu primeiro álbum. Músico virtuoso e performático, Eddie era pura adrenalina tocando; seu talento era suficientemente enorme para que ele também fosse bom compositor, arranjador e arranhasse com destreza os teclados. No aspecto particular, Eddie Van Halen me fez gostar com uma incomum intensidade de uma banda que teve maior parte de sua carreira nos anos 80. O mérito de manter o rock soando quente como os valvulados dos anos 70 é uma coisa que nem mesmo as bandas dos anos 70 conseguiram manter nos anos 80 mas o Van Halen conseguiu. Agradeço a EVH por toda a boa música que ele fez e que permanecerá viva.

4 comentários

  1. Mairon

    Eddie foi tão influente que até o É o Tchan pegou o clipe de “Hot for Teacher” para criar o “Segura o Tchan, Amarra o Tchan …” (MAXWELL, I. , 2020) ]

    Hahuahauhauahua

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  2. Davi Pascale

    Não fala isso. Desse jeito, Eddie Van Halen vai ficar triste e vai chegar no paraíso com peso na consciência.

    Eddie, você não tem culpa. A culpa é de um rapaz que gosta de ficar gritando “ordináááária. Tchaa-aaan, tchaaa-aaan, tchaaa-aaan. Tu-tu-tu-tu-pa”… Vai, sossegado…

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