Por Daniel Benedetti

Valley of Shadows é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana Duel, lançado em 17 de maio de 2019, através do selo Heavy Psych Sounds Records.

A Duel foi fundada em 2015, na cidade de Austin, no estado norte-americano do Texas. O guitarrista e vocalista Tom Frank e o baixista Shaun Avants faziam parte do ótimo grupo Scorpion Child, tendo, inclusive, gravado a grande e homônima estreia daquele conjunto, em 2013. No ano seguinte, Frank e Avants deixaram o Scorpion Child para formarem o Duel, logo na sequência.

Segundo a própria biografia da banda no Facebook, o Duel é um grupo “de metal pesado e psicodélico” e “imensamente influenciado pelos sons mais sombrios do Proto-metal do início dos anos 70”, definindo seu som como “brutalmente old school”. Também citam como influências bandas do calibre de Captain Beyond, Sabbath, Buffalo, Leafhound, Lucifer’s Friend, Dust, Pentagram, James Gang, Grand Funk, The Move, B.O.C., Humble Pie, Bang! e Thin Lizzy.

A estreia do grupo saiu em 2016, com Fears of the Dead, sendo seguida por Witchbanger (2017) e pelo ao vivo Live at the Electric Church, de 2018. Valley of Shadows chega para consolidar a ascensão do conjunto.

“Black Magic Summer” começa cadenciada, embora o riff pesadíssimo eleve todas as possibilidades da canção e a dose de melodia seja, também, generosa, em uma clara referência ao Thin Lizzy. “Red Moon Forming” é um Hard Rock formidável, contando com guitarras dobradas, solos delas inspirados e uma contagiante vibração. Novamente calcada em poderosos riffs de guitarra, a canção “Drifting Alone” aponta com um aspecto mais melancólico e um refrão com bom trabalho de backing vocals. “Strike and Disappear” é uma das melhores músicas do trabalho, quase ‘bipolar’ e não se pretende estragar a surpresa, apenas afirma-se: ouça-a até o fim!

“Broken Mirror” é um soco no estômago do ouvinte, flertando deliberadamente com o Thrash Metal através do seu riff inicial para, tão logo, desaguar em um Hard Rock desafiador e eficiente. Outro ótimo riff está na envolvente “Tyrant on the Throne”, a qual combina guitarras e vocais de maneira ainda mais simbiótica, causando um efeito ‘crescente’ no refrão. “I Feel No Pain” utiliza o manjado truque de oscilar entre peso e leveza, agressividade e sutileza, mas executado com a devida competência. O disco é encerrado com a fúria de “The Bleeding Heart”, outro Hard fundamentado no ótimo trabalho das guitarras.

A qualidade do som de Valley of Shadows pode ser mencionada como uma grande razão para este álbum ter uma abordagem tão boa. Fugindo da velha fórmula das bandas de Stoner, ou seja, uma produção que faz o som soar grotescamente sujo e desagradável, a fim de, artificialmente, simular a sensação orgânica do passado, o Duel usou um som limpo e com as partes instrumentais bem definidas (e orgânicas).

Em outros termos, a essência do trabalho ‘Stoner Metal’ de Valley of Shadows flui da própria música, não da produção sonora, e esse é um ponto extremamente positivo. Eles são ‘old school’ de várias maneiras, como mostra o número de músicas do álbum: apenas 8 músicas faixas muito boas.

O golpe melódico e poderoso de Valley of Shadows promove uma questão: até que ponto o grupo continuará e onde isso pode levá-lo ao longo do tempo? Porém, o disco parece o trabalho de uma banda que veio para ficar.

Formação:

Tom Frank – Guitarras, Vocal

Shaun Avants – Baixo, Vocal

Justin Collins – Bateria

Jeff Henson – Guitarras

Faixas:

  1. Black Magic Summer
  2. Red Moon Forming
  3. Drifting Alone
  4. Strike and Disappear
  5. Broken Mirror
  6. Tyrant on the Throne
  7. I Feel No Pain
  8. The Bleeding Heart

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