Por Daniel Sicchierolli
Lançado em 2010, To the Metal traz a banda fazendo o que sabe fazer de melhor, ou seja, um heavy metal que vai do tradicional ao melódico com diversas passagens que “homenageiam” e remetem a grandes clássicos do passado. Portanto, é evidente que não temos nenhuma novidade, mas temos a certeza de um bom disco e uma boa diversão.
A banda sempre se destacou por lançar discos acima da média e esse segue a mesma linha, músicas pesadas com guitarras perfeitamente sincronizadas e aquela bateria acelerada, elementos que fazem a alegria dos fãs. Até mesmo a voz de Kai Hansen (que não é o melhor vocalista do mundo) se encaixa na música e na proposta da banda com perfeição.
Alguns pontos se destacam nesse disco e merecem uma atenção especial: a qualidade da gravação, a arte gráfica, que é um show à parte, e os solos, que não são daqueles tecnicamente impossíveis de ser tocados, mas são de uma melodia, competência e acertam em cheio no feeling (aqueles famosos solos para se “cantar” junto, coisa que muito guitarrista excepcional esquece na hora de compor). Para os fãs antigos e da época do Helloween, Michael Kiske aparece em uma das faixas, “All You Need to Know”, e, pelo menos para mim, fica aquela sensação de que ele e Kai deveriam voltar a fazer algo juntos.
O Gamma Ray acertou mais uma vez em um álbum que faz jus à sua história e à sua discografia, sem nehuma pisada na bola e em muitos aspecto superando os compatriotas e sempre referência, o Helloween.
Daniel Zimmermann (bateria), Dirk Schlächter (baixo), Kai Hansen (guitarra, vocal), Henjo Richter (guitarra)

6 comentários

  1. fernandobueno

    O Michael Kiske deveria estar na banda de Kai Hansen desde o Land of the Free…
    Seria demais!!! Mas acho que isso teria enterrado o Helloween. Gostei de ambos os álbuns, tanto esse quanto o do Helloween, mas To the Metal realmente tem coisas melhores.

    Responder
  2. Groucho KCarão

    [i]um heavy metal que vai do tradicional ao melódico[/i]

    Pude perceber isso no video que o Daniel postou. Esperava algo típico de metal melódico, mas inicia com muito peso e o vocal lembra mais a WNOBHM. Só no refrão que eles entregam..

    Mas eu não entendo de metal melódico, muito menos de Gamma Ray. Foi a primeira vez que os ouvi.. xD

    Responder
  3. diogobizotto

    Já gostei bastante da banda, fui em um show, mas meio que parei de acompanhar após o lançamento de "No World Order". Sinto que, apesar da competência da banda em fazer um som que muitos levaram às raias do exagero no final dos anos 90 e início da última década, falta a ousadia de um álbum como "Insanity and Genius". Porém, não posso negar que mesmo soando mais próximo ao metal melódico, compuseram grandes sons, como "Beyond the Black Hole", "Man on a Mission" e "Abyss of the Void".

    Responder
  4. Ricardo Rodrigo

    ah cara, da pra ver pelo tamanho do post que não se tem muito para falar deste disco; mas vamos ser sinceros, que disco FRACO. Pode não ser o constragimento que foi o Majestic, mas após a retomada com o Land of The Free II – que tinha pelo menos 3 musicas boas (!!) esse disco é uma grande cagada. Nem a faixa titulo convence e é bastante arrastada para um som que se chama "to the metal"

    Esqueçam esse album, o negócio é torcer para que a banda volte aos trilhos no proximo

    Responder
  5. diogobizotto

    Ricardo, olha… admito que não ouvi esse disco, mas como disse mais acima, a moral é que perdi o interesse no grupo. O último álbum que me causou alguma empolgação foi "Powerplant", em músicas como "Anywhere in the Galaxy" e "Razorblade Sigh".

    Kai Hansen anda meio preguiçoso… passando longe daquele cara que compôs "Ride the Sky", "Victim of Fate", "Halloween", "Lust For Life"…

    Responder

Deixar comentário

Seu email NÃO será publicado.