Por Fernando Bueno

Já escrevi sore o Hellish War aqui para a Consultoria do Rock. Na época tentei fazer um panorama mais geral sobre todo o material que a banda já havia registrado até então com foco no disco de estréia Defender of Metal de 2001 e naquele que havia sido lançado em 2013, Keep it Hellish. Portanto não é necessário discorrer sobre a história da banda ou citar tudo novamente. Caso o leitor queira ter uma visão um pouco mais ampla basta clicar aqui.

No texto citado acima disse que esperava o próximo lançamento e finalmente o disco chegou, seis anos depois de seu antecessor, mantendo uma certa tradição de longos períodos entre um lançamento e outro. Wine of Gods, quarto disco dos brasileiros oriundos de Campinas/SP, segue a linha apresentada nos discos anteriores, que é trazer para a atualidade o metal que era feito na primeira metade dos anos 80. O que está sendo chamado de New Wave of Traditional Heavy Metal, ou NWOTHM. Entretanto sinto uma evolução nesse último disco em relação à uma maior variação de andamentos, melodias, climas dentro das músicas e qualidade sonora. Cabe aqui lembrar que a formação do disco anterior foi mantida com Bil Martins nos vocais, Daniel Job fazendo a guitarra e teclados, Daniel Person na bateria, JR no baixo, todos capitaneados pelo guitarrista Vulcano.

Vulcano, Daniel Job, Bil Martins, JR e Daniel Person

O disco inicia com a faixa título que tem uma introdução bastante melódica, mas a música mesmo tem seu andamento bem diferente bem mais rápido e pesado com destaque para o refrão que dá para imaginar fazendo sucesso ao vivo. Em “Trial By Fire”, uma das melhores do disco, é a inquisição que novamente é tema de uma música de metal. Outro destaque do disco é “Falcon” com ótimas guitarras e linha vocais.

Não posso deixar de citar a participação mais que especial do grande Chris Boltendahl, vocalista do clássico Grave Digger, que divide os vocais em “Warbringer”. Imagino a satisfação da banda em ter um cara como o Chris que não só faz parte de uma banda história do metal, mas também participou do processo de consolidação do metal justamente do no período em que eles mais se inspiram. Será inesquecível para eles, com certeza. O alemão, como não poderia deixar de ser, rasgou elogios à banda.

Foi prometida uma versão em LP de Wine of Gods lançada pela Abigail Records, sei até que ela existe em duas cores do vinil (preto e vermelho), mas até então não consegui mais informações de onde ela estaria disponível. Também há tempos procuro uma cópia do seu segundo álbum Heroes of Tomorrow (2008) e espero que seja relançado à exemplo do seu disco de estréia, Defender of Metal, que teve nova tiragem há dois anos atrás. A cena do metal no Brasil sempre foi muito forte, está muito bem e o Hellish War é um bom exemplo disso.

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