Axel Rudi Pell – Knights Call [2018]

Axel Rudi Pell – Knights Call [2018]

Por Thiago Reis

Axel Rudi Pell é um guitarrista muito conhecido no meio hard ‘n’ heavy, já que possui um estilo bem característico em sua forma de tocar. Desde os primórdios de sua carreira solo em 1989, até a fase em que Jeff Scott Soto foi o vocalista, entre 1992 e 1997, chegando até o vocalista atual, Johnny Gioeli, que estreou em 1998 com o álbum “Oceans of Time”, os fãs sabem o que esperar de um disco solo do alemão. Atualmente, além de Gioeli e Pell, a banda conta com o grande Bobby Rondinelli na bateria, Fredy Doernberg nos teclados e Volker Krawczak no baixo. O ano de 2018 marca o lançamento do mais novo álbum de estúdio do guitarrista alemão, chamado Knights Call. Falaremos sobre este álbum a seguir.

O álbum começa com a introdução “The Medieval Overture” e é justamente o que encontramos na maioria das intros de Axel Rudi Pell. Um clima medieval, como o próprio nome da faixa diz, teclados bem à frente, liderando o som para uma dimensão diferente, como se estivéssemos realmente na Idade Média. É um presságio do que está por vir.
Riffs rápidos e precisos são a marca registrada da faixa “The Wild and the Young”. Além disso, a voz de Gioeli se destaca, com a sua habitual força e melodia, principalmente no refrão. Uma ótima forma de se iniciar um álbum, com muita energia e empolgação.

Axel Rudi Pell

“Wildest Dreams” se inicia com destaque para o baixo de Volker e a bateria de Rondinelli, ou seja, o nível se mantém acima da média. Gioeli é o responsável por esbanjar excelentes melodias vocais, atreladas aos riffs de Axel. Claramente, tanto “The Wild and the Young” e “Wildest Dreams” se parecem com músicas mais antigas da carreira de Axel, mas nosso objetivo com esta resenha não está em relacionar o mais recente trabalho com uma espécie de cópia do passado, mas sim analisar faixa a faixa isoladamente, o que torna a audição das citadas faixas algo totalmente agradável.

“Long Live Rock” possui um riff marcante, bateria de extremo bom gosto e todos os elementos que fazem uma música se tornar marcante no set list da banda. Tanto as letras como a forma de Gioeli cantá-las nos empolgam, principalmente com o refrão cantado a plenos pulmões na passagem “Long Live Rock ‘n’ Roll Forever”. “The Crusaders of Doom” dá uma pausa nos riffs empolgantes e grudentos e volta para o clima medieval da introdução “The Medieval Overture”. Com solos de guitarra e o teclado comandando durante o primeiro minuto da música, temos a sensação de estarmos caminhando de volta no tempo. Gioeli desta vez canta de forma mais suave, apesar de sua sempre presente potência, fazendo com que prestemos bastante atenção na letra. Mais uma vez a interpretação de Johnny é acima da média no refrão, fazendo valer ainda mais a audição dessa faixa de mais de oito minutos.

A versão digipack

A instrumental “Truth and Lies” começa de uma forma um pouco diferente, com um belo ritmo protagonizado pela cozinha mais do que competente da banda do guitarrista alemão. Logo após, a guitarra entra e toma conta do cenário, com belos solos, tanto de guitarra quanto de teclado, que se tornam um tanto quanto longos e que se perdem em alguns momentos durante os quatro minutos e quarenta e oito segundos de duração da música.

“Beyond the Light” possui uma bela intro, marcado pelo dueto guitarra/teclado. A primeira balada propriamente dita do disco possui muita qualidade e aparece na hora certa, para quebrar um pouco o clima dos longos instrumentais, riffs rápidos e cozinha agressiva. A voz de Gioeli faz a sua parte, cantando com um feeling impressionante todas a letra da música. E cá entre nós, o que Axel Rudi Pell sabe fazer de melhor são as baladas, que caem como uma luva na voz de Johnny Gioeli, que as interpreta com maestria.

O box de Knights Call, com CD, LP duplo, pôster e muito mais

Os riffs rápidos e com a cara do hard ‘n’ heavy voltam em “Slaves on the Run”. Outra faixa do disco que nasceu para estar nos palcos, pois apresenta todos os ingredientes para tal, tanto na parte lírica quanto no instrumental. “Follow the Sun” possui um riff mais lento, mas não menos interessante. Todo o instrumental se encontra em sintonia com os vocais em mais um belo trabalho de Gioeli com as harmonias do refrão. O disco finaliza com “Tower of Babylon” e seus quase dez minutos. Desde a intro de bateria, até os riffs com um “ar” bem medieval fazem jus ao título da canção. “Tower of Babylon” se mostra como mais uma das faixas épicas da carreira de Axel Rudi Pell, possuindo todos os elementos para tal. Não se destaca apenas a guitarra medieval, mas alguns riffs com influências bem hard rock. Johnny também se destaca novamente e canta toda a letra com muita paixão. A faixa se torna um pouco repetitiva, mas nada que tire o brilho da faixa de encerramento de Knights Call.

Este disco não traz novidades em relação ao já consagrado estilo de Axel Rudi Pell, mas que dentro de uma discografia que contém clássicos como Oceans of Time (1998), Masquerade Ball (2000), Kings and Queens (2004) e Mystica (2006), Knights Call não faz feio e pode figurar entre os destaques da longa carreira do guitarrista alemão.

Contra-capa

Track list

  1. The Medieval Overture (Intro)
  2.  The Wild And The Young
  3. Wildest Dreams
  4. Long Live Rock
  5. The Crusader Of Doom
  6. Truth And Lies
  7. Beyond The Light
  8. Slaves On The Run
  9. Follow The Sun
  10. Tower Of Babylon

10 comentários sobre “Axel Rudi Pell – Knights Call [2018]

  1. Bela resenha. Mostra a nós, leitores, quão interessante possa soar o álbum ao nossos ouvidos. Não conhecia a banda e esse estilo dela o qual você mencionou me chamou a atenção. Vou buscar para ouvir.

  2. Axel é ótimo! Seus últimos discos são todos bons. Não ouvi este, mas vou atrás! Parabéns pela resenha do disco.

    1. Obrigado! Vá atrás mesmo, Marcello! Já que gostou dos anteriores, este disco não irá te decepcionar. Abraços!

  3. Curto muito Axel Rudi Pell… ainda não ouvi esse novo, mas pela resenha, está ótimo como os anteriores!

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