Rock n´ Madness: o lado doentio do rock n roll

4 de agosto, 2012 | por davipascale
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Por Davi Pascale
A cada dia me arrepio mais com as barbaridades que vejo no noticiário. Crimes bárbaros, atitudes ofensivas mais do que o comum, fatos que poderiam muito bem ser tema central de um disco do King Diamond. O mais impressionante é que toda essa loucura não está longe do universo da música, do rock n´ roll. Se estudarmos o estilo a fundo iremos nos deparar com histórias bizarras que poderiam muito bem fazer parte do roteiro de algum programa do Jackass. Além de alguns crimes chocantes que fariam Datena e Sonia Abrão passarem uma tarde inteira comentando. Iremos lembrar agora alguns desses casos. Essas histórias não são de meu imaginário. Todas elas já foram comentadas em livros, documentários etc. Alguns casos existem até registro em vídeo! Quem se impressiona facilmente ou tem estomago fraco, pare por aqui.
Esses dias, estive revirando a internet atrás de alguma notícia da cantora Donita Sparks, ex-L7. Em 2008 ela lançou um álbum bem mediano com o projeto Donita Sparks and the Stellar Moments. Depois disso, não ouvi mais falar. E eis que me deparo com um acontecimento um tanto bizarro, ocorrido nos tempos do L7, que eu desconhecia. Em 1992, o grupo fazia uma apresentação no cultuado Reading Festival (Inglaterra). Era o ano em que a banda começava a se popularizar. Haviam acabado de lançar seu álbum mais famoso, Bricks Are Heavy. Durante o show, ocorreram falhas técnicas com o equipamento de som. Não consegui muita informação sobre qual foi o problema ocorrido. Mas, isso na verdade é o que menos importa. Voltando ao assunto, as garotas acabaram dando um tempo no palco enquanto os técnicos ajustavam o som. O público, impaciente, começou a vaiar o grupo e atirar lama no palco. O que ninguém esperava, contudo, era uma resposta à altura da cantora. Donita Sparks resolveu protestar. E de uma maneira, no mínimo, inusitada. Ofendida com a lama atirada no palco, Donita retirou o modess, totalmente ensanguentado, que estava usando e atirou para o público. “Eat my used tampon, fuckers”, declarou a cantora na ocasião. Ela não gosta de comentar o fato publicamente, mas contra imagens não há argumentos!
Neste mesmo momento, lembrei-me de outra atitude um tanto quanto nojenta ocorrido durante um concerto de rock. Dessa vez, a estrela era Mike Patton (Faith No More). No homevideo Who Cares A Lot aparece uma cena de uma apresentação em um festival da Espanha onde a banda tocava em baixo de garrafadas. Em um determinado ponto, um engraçadinho urinou dentro de uma garrafa e atirou no palco. Mike Patton subiu no monitor, pegou a garrafa e despejou o líquido em cima da cabeça. Engana-se quem pensa que ele não sabia qual era o conteúdo. O cantor, aliás, parece ter uma fixação com urina. Durante uma apresentação com o Tomahawk em 2002, Patton resolveu urinar na cabeça dos fotógrafos que estavam na frente do palco. O mais bizarro, contudo, ocorreu no Brasil enquanto se apresentava no Rock in Rio em 1991. Mike Patton urinou e em seguida bebeu sua própria urina diante de 130.000 pessoas!!
Outra nojeira histórica. Durante muitos anos rolou um boato em que dizia que o Frank Zappa havia comido suas próprias fezes durante o espetáculo. O músico, contudo, sempre negou o ocorrido. Se Zappa por um lado não curtia a parada, o mesmo não se pode dizer do cantor punk GG Allin. Quem tinha estômago fraco, não sobrevivia em seu concerto. Allin entrava pelado, defecava no palco e comia as fezes. O que restava passava no corpo e jogava para o público. Em outras ocasiões chegou a cortar seu corpo com garrafas, bater o microfone e pedaços de madeira na cabeça e, por vezes, enfiar o microfone no ânus. Marilyn Manson perto dele parece personagem de historinha infantil. Allin, certa vez, declarou: “Me considero um Deus do rock. Por isso, meus fluídos e excrementos também são sagrados. Como minhas fezes porque não quero deixar fluídos divinos perdidos por aí em qualquer lugar”. Bem… Parece que realmente existe gente mais louca do que o Frank Zappa!
Mas nem só de nojeira vive o rock n´ roll. Alguns crimes malucos também fazem parte dessa história. O episódio mais famoso entre os headbangers é o acontecimento envolvendo a banda de black metal Mayhem. O vocalista Dead, outro maluco que adorava se cortar no palco, cometeu suicídio em 8 de Abril de 1991 na residência onde a banda morava. Ele foi encontrado pelo guitarrista Euronymous. O vocalista havia cortado seus pulsos e dado um tiro na cabeça. Havia um bilhete ao lado do corpo onde ele pedia desculpas por ter atirado dentro da casa e pelo sangue que iriam encontrar. Em vez de chamar a polícia, Euronymous comprou uma máquina fotográfica, reorganizou a cena e fotografou o companheiro morto. Como se não bastasse, o grupo utilizou uma dessas fotos como capa de seu disco Dawn Of The Black Hearts. Há um boato não comprovado de que o guitarrista havia feito um ensopado com os pedaços de cerébro encontrado no chão e um colar com fragmentos do crânio.
Chocados? A história não para por aí! Esse mesmo guitarrista foi morto à facadas por Varg Vikernes, baixista do Mayhem, dois anos depois. Segundo a polícia, 23 facadas: duas na cabeça, dezesseis no pescoço e cinco nas costas. Na época, o músico disse que Euronymous pretendia torturá-lo até a morte e gravar um snuff, termo utilizado para filmes que mostram a morte de uma ou mais pessoas sem ajuda de efeitos especiais. Esses filmes são utilizados como entretenimento por alguns e exploração financeira por outros. Varg foi condenado há 21 anos de prisão por homicídio e incêndio criminoso. Snorre W. Ruch, outro guitarrista do conjunto, foi condenado por cumplicidade do assassinato.
Outra história bizarra envolve o cantor Darby Crash, da banda de punk rock The Germs. O grupo ficou popular por conta de seu guitarrista Pat Smear que mais tarde viria se juntar ao Nirvana e ao Foo Fighters. Como curiosidade vale lembrar que o disco GI foi produzido pela cantora Joan Jett. Muito bem, vamos ao fato.
A banda havia encerrado as atividades por conta de discussões entre os integrantes. Darby havia mandado o baterista Don Bolles embora e deu a vaga para seu amigo Rob Henley. Crash passou a ter inúmeras discussões com o músico e resolveu demiti-lo também. Morria aí o The Germs. Pouco tempo depois, os três remanescentes voltaram a tocar juntos com o nome de The Darby Crash Band. Completava a banda, Lucky Lehrer, baterista do Circle Jerks. O cantor, no entanto, gostava mesmo de seu antigo grupo e por isso resolveu remontá-lo trazendo Don Bolles de volta à banda, assim como o antigo nome.
Em 3 de Dezembro de 1980, fizeram seu último show. Na apresentação, o cantor disparou: “Nós fizemos este show para que vocês, garotos, pudessem ter uma ideia do que era quando estávamos na ativa. Nós não nos veremos novamente”. A princípio, os músicos não entenderam direito. Pat Smear disse que o cantor havia lhe dito, em particular, que pretendia ganhar dinheiro o suficiente para comprar heroína e cometer suicídio. Disse ainda que como não era a primeira vez que ouvia isso do colega, resolveu não levar o depoimento à sério. Contudo, quatro dias depois, viria a resposta. Darby Crash, de 22 anos, havia cometido suicídio. Crash havia tido uma overdose de heroína chinesa. O cantor havia feito um pacto com sua namorada, Casey Cola, para que os dois se matassem juntos. Casey, entretanto, sobreviveu. Enquanto agonizava, o cantor tentou escrever na parede “Aqui viveu Darby Crash”, mas acabou morrendo antes de terminar a escrita. A morte de Crash foi abafada pela morte de John Lennon, assassinado um dia depois. 

Cuidado nos próximos encontros com seus ídolos!



1 Comentario

  1. Quanta história bizarra, David Bowie o livre. Iggy Pop perto dessa gente é um mero palhacinho. Parabéns Davi, e poderia aqui adicionar a história da galinha de Tia Alice, mas é tão simples que não vale a pena, hehehe.

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